23 de jan. de 2014

"O olhar do cotidiano", perambulando pelo SPA





                                                                                                           capela



“O olhar do Cotidiano”, 
         perambulando pelo SPA


                                "A  casa  protege os sonhos do morador".
                                                                 (filósofo Gaston Bachelard)

      
    Como não percebi isso antes, em você, minha casa?  Esta frase me fez ter outro olhar pelo canto que me acolhe. Eu agradeço por ser cúmplice dos sonhos meus, minha querida. Estou com vontade de abraçá - la  por ser meu baú de lembranças, de projetos que me fazem seguir “ sempre em uma direção: em frente”.
   Desconfio de que você pensou alto demais e alguém ouviu um dos seus sonhos protegidos.  Sabe  aquele que dizia: eu me quero, para mim”?  Quero sentir a minha presença, pulsando em mim.  Ter um tempo para me   olhar  e me reolhar.  Para me revisitar. Revisitar minha Crença e crenças; o que me faz viajar de olhos abertos, de olhos fechados. Revisitar meus conceitos e preconceitos; minhas pontes, meus muros; meus vínculos. Descobrir o que ainda gosto de mim... e  o que não  me faz sentido? Então... querida   casa;  um sonho saiu pela fresta e tomou estrada a se realizar.  Eu sei que fica triste em perder um só de seus guardados, mas tenha paciência.  Um sonho de cada vez, tem que ser transformado em realidade.   De que valia, teria os sonhos, sonhados, e nada mais?  Está emburrada, com ciúmes deste sonho, deixar seu ninho? Não fica não...  colocarei outro no lugar. E correndo para chegar logo, antes que desanimasse; por adiar sonhos;por preguiça em mudar; !deixa para outra vez”, fui viver uma experiência, primeira.  Conhecer o cotidiano de um SPA (Saúde Pelas Águas).
    E nesse corre-corre o meu sonho foi parar em um SPA.  Mas, não em um  qualquer,não.  Foi logo entrando no SPA da Lú, em Piratininga.  Ah! Você vai para o SPA da Lú? Imaginava, eu, quem seria a Lú. Tão longe, antes, e tão perto, hoje.
     Ao falar meu nome, as funcionárias já sabiam que eu chegaria. Nem precisei dar muitas explicações.  A Lú vem ao meu encontro, como se eu já a conhecesse e fizesse parte do seu círculo de amizades. Bom... já me senti em  casa. E por falar em casa, mando um recado para minha “fica tranquila; estou bem’.( ela fica brava, quando não lhe mando notícias). Vou descobrindo que este lugar poderia se chamar SPA família, SPA simpatia, SPA acolhida.
     Hora do almoço. Imagine como ele é esperado! rsrs. A Lú,  chega impecável, charmosa, trazendo com ela sua meiguice, a qual vai se achegando em cada um.  A sala de refeições, lindamente decorada, misturando o antigo, com o moderno, valoriza o espaço, cria um ambiente que suaviza, descansa a alma pela arte, pelo capricho, pelo bom gosto. Esta mistura de estilos; o antigo com o novo parece nos dizer que temos historias, as quais merecem ser guardadas, valorizadas, e outras a serem descobertas e abraçadas.
   A família, ao lado dos funcionários, limpa, prepara as refeições, e sorri. Eu me senti acolhida pela receptividade. As travessinhas se apresentam tão lindinhas, tão decoradas, que degusto só as 600 calorias, (opção minha) e ainda fico feliz. Pode?  Digo opção minha, porque tudo nos é perguntado: quer se pesar? Vai fazer dieta?
  Falo, em  um  outro texto, dos presépios do cotidiano; os quais acolhem Jesus, as pessoas, a natureza, sem se preocuparem com datas de calendário.  Se ainda é Natal, ou, não.  Pois bem... este presépio eu o sinto aqui. Simplesmente, acolhem...
   Depois das refeições, parece que me coloco ao redor da mesa da cozinha, onde a família se encontra para contar os causos. E quantos causos!!   E aí... a  Lú vem, com sua voz rouca, suave, a dar explicações de reeducação alimentar, mas também com suas estórias. Imagine...  18 anos ! Tem muita história e estória neste lugar!
 Tudo acontece! Causos engraçados, boas gargalhadas. Aproveitamos e contamos as nossas gafes, episódios inusitados de viagem... assim  o tempo passa...com  uma leveza que nos acaricia.( o perambulando do título, tem sua estória, também, com muito riso)  No enviés da vida, há  partilha da pessoa que chega com cicatrizes que marcaram a carne, mas, neste ambiente familiar conhecem outras mais profundas;  e se fortalecem. Há emoção neste lugar! Muitos retornam e retornam, selando amizades.
  Conheci a Nair, que emagreceu 28 quilos, durante   7 meses e faz disto um projeto de vida. Vai e volta em semanas alternadas. Acaba fazendo parte da família. Outros vão para relaxar, quando estão fatigados, querendo deixar a rotina, como se fosse um hotel fazenda. Eram fatos desconhecidos por mim. Gente magra em SPA?
    Se a casa é guardiã de sonhos, o SPA é um palco, onde   entram em cena o bem estar, a saúde, a vaidade, o gostar de mim, ou, se descobrir linda.    Na coxia deste teatro, onde cada um narra a sua história; têm os sonhos, apressados e outros pacientes.  Cada personagem tem sua emoção, sua capacidade singular de enfrentar conflitos, ansiedade, euforia, esperança,  na busca de um novo visual. A moçada quer entrar naquele vestido maravilhoso; a noiva quer ficar linda para o casamento; outra está no final de férias e quer queimar as “gordurinhas” adquiridas. Na hidroginástica é uma farra.! Cada um fala do que almeja, com bom humor. Há também os que param a vida, e moram no SPA durante meses, para se curar da obesidade mórbida, sem cirurgias, sem dieta louca, fugaz... E se torna “filho”. E tantos outros...
   Um gesto da Lú me chamava a atenção.Ao contar os causos, principalmente os emotivos, ela fixava seu olhar na porta larga da entrada, e com suas mãos delicadas, apontava para ela, como se mostrasse o caminho das emoções vividas. Entram por aquela porta, aqueles que, querem desbravar sua alma, seus desejos.  Entram por aquela porta, partilha de alegria, tristeza, curiosidade, ansiedade, choro, perda, amizade.  E os que desejariam deitar gordo e amanhecer magro.Todos nós rsrs Há tantas vontades, indagações na mente, no coração. Eu me propus, a ter um tempo de “deserto”, para criar novos cantos, dentro de mim, ao entrar pela mesma porta. Ouvir as vozes do silêncio, que se aquietam, gritam,  ou apertam o peito.
     Lú, você, tendo esta disponibilidade, de nada impor, muito ouvir e servir,   vai se tornando “arquiteta  de vidas,  arquiteta de novas casas, ou reformando as  já existentes dentro de cada um”.  “Arquiteta” de novos olhares e reolhares,    encontros e revelações.
     Neste meu jeito de olhar o cotidiano, um SPA deixa de ser apenas um espaço de emagrecimento, para se tornar um “outro rio a navegar.” Nadamos, sim, buscando a boa forma, mas tendo a oportunidade de não ficar nas margens; de beber a água da sabedoria do viver melhor; de crescer com os nós e laços que entrosam vidas. Exercício de boa convivência. Nem sempre nossa pele sente – se amaciada por outra.  Às vezes o que se sente mesmo,     é    a   sua aspereza, mas acolhe-se mesmo assim.  E de repente você se encontra com amigas de longe, parente de parente. Amigas de faculdade e os abraços se multiplicam, vivendo aquele momento, com intensidade, único!  
    Tempo de semear, tempo de colher”. Queira Deus que eu tenha semeado coisas boas neste lugar.  Deixado o meu rastro.  A colheita, eu a fiz da melhor maneira, recolhendo o que de melhor encontrei em cada um. Tive conversas deliciosas à sombra de um pé de jatobá. Boa leitura também.
     Ah...  se  eu emagreci?  Lógico!  Mesmo não sendo minha intenção primeira.
Preciso lhes contar que, este parênteses,  no meu cotidiano ganhei de Natal dos meus filhos. O desejo deles era me proporcionar um presente significativo.   Conseguiram !!!   Eu bebi até o último gole e agradeci.
   Avisa, lá em casa, ”que eu estou voltando...” Voltando para esta energia, esta paz que sinto dentro dela. Que não são suas;     são minhas, da moradora,e ela não aceita. Teimosa esta minha casa... mas a paz e a energia são minhas, sim...

                 



3 de jan. de 2014

As taças que existem em mim


    Um brinde
       
               Gratidão!

                     Às taças que existem em mim.


Com o sol, raiando há algum tempo, no primeiro dia do ano de 2014, me deparo com minha amiga Gina Sanchez, instigando os amigos do face. - “Por onde começar meu Ano Novo”? Bastou, para virar minha chavinha de blogueira rsrs
       De manhã, mas nem tanto, entro na cozinha, penso em sua frase. "Por onde começar o meu ano novo?  Bom... Por hora, guardando as taças, organizando a 'baguncinha" deliciosa da festa.  Que por sinal, foi maravilhosa!  Meus filhos foram acordando e recebendo meu abraço de agradecimento; “obrigada pela noite encantadora que vivi; que senti ao seu lado.
      A prioridade é pelas taças mais finas, as quais não quero que se quebrem. Trazem lembranças do noivado, outras das “bodas de prata.” São quase antiguidades”. Uma amiga, brincando,  me diz que eu respiro crônica, poesia. Sendo assim, tenho um reolhar , desta manhã. Começo o ano, guardando minhas taças de cristal valorizadas pelo meu olhar do cotidiano. O passado faz parte de mim.Não fujo, não me envergonho dele.  É a minha taça. Não me aprisionando; valorizando o que me construiu. Os mais sublimes relacionamentos, as mais agradáveis surpresas, o meu melhor momento de autoconhecimento, o meu mais intenso amor, minhas amizades, família, minha alegria em viver, os conflitos, “trilhos” difíceis de serem transpostos, trabalho, minha Fé.  Cada um sabe da taça que o toca, que se faz merecida de ser guardada, antes das demais.  As taças podem ser de cristal, de vidro, louça, cerâmica; mas são taças. Símbolo de brinde, de celebração. Trago para 2014  o que me foi leve, o que me fez crescer, o que me fez mais "gente", o que me aproximou de Deus, de mim, do outro... Trago para 2014  o que me fez celebrar.
    Cavo um espaço grande em minha talha, para o novo, por ideias, por relacionamentos, por ressegnificados....
    Interessante o que me revela o dia seguinte. Antes do dia 31, prometo me desapegar, limpar gavetas, armários, jogar lixo entulhado, do espaço físico, da minha alma. Mas ao arrumar a casa, tomo em minhas mãos uma bonita garrafa de espumante, de vinho, vazia, e mesmo morando em apartamento tenho a tentação de guardar;   começando a ocupar espaços, recentemente abertos. “Fico com dó de jogar, até no reciclável.” Poderia ser um vaso, mesmo tendo outros.  O que dizer dos meus apegos, então?
    O depois me leva a descobrir o que foi essencial na minha virada do ano. O que foi importante, o que foi supérfluo. Ele também me faz sorrir, ao me lembrar das luzes, e mais luzes, dos abraços; dos que foram possíveis,  das pessoas que gostaríamos de ter abraçado; nossos amigos virtuais, os  distantes, os que se foram. Do riso invadindo a sala.
     Com este reolhar da vida, no dia seguinte; faço um brinde e sinto gratidão por todas as taças presentes em mim, por mais de seis décadas de existência. Taças que encheram minha talha de vida, de experiência, de crescimento, de valor... Taças da dúvida, da incerteza, do medo... Taças que foram bálsamo quando cai e me esfolei na vida. E foram taças ao brindar, quando me pus de pé. Nenhuma talha se basta por ela mesma. Não se abastece a talha na solidão, no ostracismo, no egoísmo.   O barro seca e se parte. Hei de cuidar de vocês, preciosas taças, como o mais fino cristal, a mais rica lembrança, o mais intenso presente.
  Ah... já ia me esquecendo, Gina: por onde começarei meu ano novo, mesmo?
     Pelo brinde lindo, lá de cima rsrs !
   

28 de dez. de 2013

Afinal, é Ano Novo !!!

     



  Com o deslumbrante nascer do Sol de Maceió; eu dou as boas vindas ao Ano de 2014. Mais um dia, mais um ano... venha com sombras, luzes e encantamento...




     Na ciranda da vida, ciclos se encerram, outros se iniciam, “começam outra vez”. Que bom que seja assim!  A continuidade da vida e na vida, me dará a oportunidade de transgredir, de me descobrir , redescobrir, de me  encontrar. É bom conviver com a minha sombra, com a minha luz só por hoje, só neste mês, neste ano, como se fosse o último. Neste jogo de luz e sombras dançamos a vida e rodopiamos e cantamos, neste palco do cotidiano. Esta vida já me colocou na roda, sem nem mesmo me perguntar se eu sabia dançar. Até que tenho me saindo bem! rsrs.
    A beleza dos fogos de artifício, já está preparada para a virada, para o movimento de se dizer adeus a mais um ano que se vai. Com muita luz, cores, explosão. Mensagem de  otimismo, de paz, invadem o facebok, e-mail, mídia, formando uma corrente na busca pela felicidade.  Que por sinal está aqui e não acolá. As promessas retornam; metas e mudanças  e vida nova e transformação. A “docilidade, o conto de fadas da vida”. E por que não?  O querido Bispo D. Padin  dizia “que precisamos sonhar muito, mas muito mesmo, porque são poucos os sonhos que se realizam.”  Outros,  não pensam em  projetar sonhos. Preferem esperar que a vida  os surpreenda com emoções, com o inesperado. Gosto também desta alternativa! Talvez o melhor vivido, tenha sido mesmo, o que a vida nos presenteou, sem mesmo constar em nosso “checklist’ de intenções. A surpresa me encanta! O passeio não programado; a viagem que aparece de repente; a atenção de um convite; um presente; novos amigos, uma mensagem, novos grupos de interesse, encontro com pessoas, família, flores, sorrisos recebidos do nada;  dá sabor à vida, a faz interessante, gostosa! Sabe até o que me faz sorrir?  Receber uma mensagem inbox, só para mim. Vibro com aquela janelinha me chamando, simples, assim. Ouvir uma gargalhada na rua...  
E o que falar das surpresas que o nosso bom Deus nos presenteia todos os dias?  Tantas são as graças!
   Não  sei se é   verdade, ou, "psicologicamente falando”, nesta época queremos ser mais leves, mais esperançosos, generosos, com mais vida interior. Vem o desejo de ser intenso, inteiro, em tudo. Apaixonar - se  e se deixar apaixonar por tantas coisas... por  tantas pessoas... Colocar cor, brilho   em nossa relação com o Universo, torcendo para que ele conspire a nosso favor. Quem não quer?
     Lutamos para aprender a dizer não, “ para dar espaço ao sim, ” desatar as amarras, os nós que me impedem de dialogar com a vida, com o irmão, comigo mesmo. Na  transgreção de que lhes falei, vem a coragem de abrir aquela porta emperrada, pelo  medo, pela  insegurança que me impede de explorar o desconhecido. -- Escancaro a porta porque não sei fazer nada, mais ou menos, nada, pela metade.  Ela me surpreenderá? Não sei... Posso até ter que cantar,  depois...” se sofri, ou, se chorei... o importante  é que emoções eu viviiii.” Eu me desinstalei, me desconstruí por um novo jeito de viver.  Não precisa ser nenhum fato mirabolante, não. Apenas, o não experimentado.  Lá no fundo alguém me diz: “Atreve – te.”  Este movimento de me lançar me faz sentir viva! 
   Em 2014 quero construir um amor; por mim. Sem falsa modéstia, sem olhar tímido ao ouvir um afago. Sem palavras de menosprezo.  Na Estação Maturidade aprendemos a dizer: “que bom que você reconhece isto em mim”, ao sermos agraciados por um elogio, agradecemos.  Afinal... foi  Deus quem nos fez e “nos quer sorrindo” e nos quer bonitos e nos quer plenos. É o meu amor próprio, “o me gostar”   que me fará amar, amar, amar... Inserir - me na perspectiva de ser feliz. Criar felicidade! Iluminar caminhos!
      Final de ciclo combina com reflexão. É bom parar! Sentir  o nosso    corpo.  Conhecê – lo.  Por onde ele somatiza  seus limites, sua exaustão? Seu contentamento?  Como me predispor ao novo, se não  conheço o velho? Ser novo: onde, no quê?  Não serei eu, a me mudar?  O corpo fala!  O olhar não mente. Na vitrine do meu olhar, o que se exibe? Estrelas cintilam?  Medo? Tristeza? Esperança?
 Como este Blog fala do cotidiano, não me permito só falar dos brindes, de taças,  borbulhando; sem falar das mazelas que nos surrupiam a vida. Mas também não quero falar da Copa, das eleições. Quero falar de gente! 
      Como gostaríamos de, por alguns momentos, introduzir recortes em nossa vida e elegermos o triângulo, em que gostaríamos de nos aninhar. Esquecer o mundo!  Porém, sabemos que chuvas continuarão a cair, a molhar a terra, desmanchá-la e desmoronar. Rios não suportarão o volume extraordinário de água. Eles se alastrarão muito além de suas margens, inundando vidas, sequestrando  sonhos. Com a virada do ano, a cracolândia não se fará invisível. E muitas e muitas outras situações estarão aí, no primeiro dia do ano. Então quem é este Ano Novo de paz de amor, de felicidade que estamos desejando?  
      Ele transita pela nossa mente e desce  até ao coração, fazendo que o Ano Novo desejado se faça presente na maneira de acolher, de abraçar os sofredores. Na compaixão!  No resgate de sua dignidade, de sua esperança. O sonho de que tudo isto acabe. Cada um encontrando seu lugar neste mundão de meu Deus. Não por decreto, mas por projetos, pelas famílias. Também eu, tenho resgates a fazer, ou, não?   O Ano Novo feliz exige que o Estado cumpra o papel que lhe cabe. O desgoverno nos faz conviver com a sofrida mistanásia, perda precoce, morte evitável nas tragédias, nos corredores dos hospitais, nas ruas.  O Ano Novo que sonhamos, saudado com músicas e “champagne”   provocaria mudanças; atitude austera onde a VIDA seria prioridade, pensada, amada. Todos teriam vida. É Ano Novo !
     Em algum momento, a vida nos pede um enfrentamento com o olhar de “tigre”. Este olhar que encara a vida de frente, com a energia benéfica da raiva contida, direcionada como a força de um ar comprimido.  Da vontade de fincar nosso dardo bem no centro do alvo. O olhar de garra; de foco de quem sabe aonde quer chegar, e a que veio.  Como um felino que espreita e ataca. Digo e repito aos meus filhos: tenham olhos de “tigre”. Sem ele não se galga vitória. Olhos mornos nos deixam pelo caminho, não entramos na história. Olhos de "tigre" suavidade nas palavras, é bom.
  A vida se faz triste num piscar de olhos; a esperança nos conta que haverá um piscar bem próximo, que há de fazê - la  alegre de novo e de novo... Como poderemos iniciar um ano, sem esta esperança?  O nosso próprio Deus diz que nos trouxe ao mundo para sermos felizes. Quem irá contestar?
     Quem não quer ser melhor, em 2014? Ser feliz? Mas é trabalhoso! Exige  renuncias, silêncios, suportar arranhões; mudar nosso olhar do cotidiano. Eu poderia dizer: não consigo! Jesus me diria: Eu sei,  meu querido.  Comigo, é possível! Colocar-se nas mãos do Oleiro como um barro bem molinho... suave... e se deixar moldar,  se entregar  na gratuidade, na liberdade do Seu Amor. Seria um Ano Novo encantador!
     Estamos em contagem regressiva para o Ano Novo, do calendário. Mas o meu, o seu  Ano Novo já pode ter acontecido em outubro, ou, outro dia qualquer. Quem sabe... No dia em que você teve que “pegar” no tranco, empurrou, solicitou ajuda e foi... Naquele dia que se amou, e se fez bonita. Naquela manhã que conseguiu comer só meio pãozinho, exigência da sua saúde de sua estética, da sua vontade. Naquela noite em que a oração, o fez  ficar muito perto do seu Deus. Sentiu que Ele “te sonda e te ama”. E se modificou...  No domingo,  olhando sua família pode dizer...” é  aqui que eu quero ficar”. Quando voltou da manicure com sua unha esmaltada de azul, verde. Mudança!  Na tarde que olhou para o pedinte e o reconheceu como irmão, despertando a vontade de ouvir sua história e ser mais caridoso. Ou, no momento que se fez perdão por você; por aquele que o espera há muito tempo.  Ah.. no  dia em que começou suas aulas de dança, de zumba, de musculação, caminhou... No momento em que sorriu, e colocou o bom humor na sua relação... Alguém agradeceu por isto. Naquele cantinho que encontrou para se deliciar com um bom livro e disse: este tempo é meu ! No dia que mais agradeceu e menos resmungou.
  Poderia, o meu Ano Novo ter começado no dia 28 de outubro, ao nascer este Blog?   Pequeno, simples, mas  "o transpor a porta" me é significativo, prazeroso ! 
   Agora, eu lhe darei a oportunidade de um registro: quando o seu Ano Novo começou? Não se lembra? Dia 31 de dezembro está chegando... encontre - o dentro de você. Feliz Ano Novo...
   Ciclos se fecham, outros irão nascer e nos abraçar... Agradeçamos! Aproveitemos a nova chance de ser feliz!  
    Abraço apertado, amigos. Afinal é Ano Novo. Tim...Tim.

  


20 de dez. de 2013

Amigo Virtual





                                                               

fonte Google



 Homenagem aos amigos carinhosos e às demais pessoas que visitam este blog. Obrigada, mesmo. Vocês me surpreendem, provocam sorrisos, ternura. Ter amigos é   bom... é muito bom

           Amigo Virtual


Na janela virtual “outros” , uma pessoa a esperar
Não tem como chamar. Nem mesmo como tocar.
Nem uma fresta para espiar. Nem um vidro para acenar
Da curiosidade do outro, dependerá.
Passam dias, semanas, até adicionar.
Medo do novo? Cautela no ar?

Pois é, amigo...
Há dias não sabia do seu nome.
Hoje sei da sua dor, tento fazê- lo rir.
Pois dizem que o riso; até cura.

No face contam o santo.
Mas, o milagre, poucos desvendam
Ah... Se curiosidade matasse...
Embora não saiba quem,
O quê alimenta sua dor,
Palavras de conforto, envio
Porque dor é dor, seja a causa que for.

Amigo, chuva de quê; o fará feliz?

A maturidade nos harmoniza e diz que tudo passa.
As estações se alternam, Sol, Lua , também.
Mas, até que a próxima chegue; com promessas
De felicidade, paixão, paz...
É preciso” muita força, muita força.”
Força que vem do encanto dos encontros.

Encontro com o nosso mestre interior
Que grita: Você pode!
Encontro com a família.
Ah... família! Ninho, confiança, coração.
Encontro com os amigos
De longe, ou de perto.
Os virtuais...
Não nos tocam, mas nos afagam
Com mensagens, com rsrs.
Encontro com a oração.
Caminho que nos abraça ao Nosso Deus.
Esperança, sentido da dor
Encontro com Deus. Sacrário que nos protege, nos liberta
Encontro com livros, música, artesanato, poesia, dança...

Amigo virtual, chegando de mansinho...
Partilhando do que sou
Do que me encanta, emociona,
Do que me traz indignação.
Conquistando meus cuidados
Meu carinho, atenção
Vivendo as alegrias, como não?
São tantas...

Amigo antigo, novo amigo.
O que importa? Adicionado está. É só clicar.
Ler o mundo com o meu olhar
Enxergar os fatos com o seu olhar
Ressignificar com o nosso olhar.



                                   Bem – vindo

Cartão de Natal artesanal

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   Olha só o cartão que eu confeccionei, inspirado na poesia 'galho seco, folha verde, esperança". O fundo é feito em tricô com linha vermelha e dourada; o galho, as folhas, aplicados em lã. Os enfeites da árvore; botões com motivo de Natal. 


  Esta frase me marcou em 2013. Troca de cartões na Estação Maturidade. Quem recebeu foi a nossa querida amiga D. Quinha .  

                   Feliz Natal. Folhas verdinhas para todos nós.
                                                              

6 de dez. de 2013

É NATAL !!!

         

                                                                     



fonte Google


    Amigos, quero agradecer a vocês  porque sinto em cada coração, um presépio.
    Presépio que me acolhe como sou, me acalenta e me anima,.
    Desejo um Natal iluminado; com toda ternura do olhar de um  Menino; que viveu o AMOR no cotidiano, nas coisas simples, nas pessoas vulneráveis, ou, não. É Natal; Feliz ! Abraço carinhoso da Olynda. 


                                                              


                                                    É Natal...


Galho seco, folha verde; Esperança.
Esperança que nasce
Do Amor de um PAI
Do Sim de uma Mulher
Da vontade do Espírito.                                                                 
O parto que gera vida
Vida em plenitude.

“Da Cepa brotou a rama
Da rama brotou  a flor”
Da flor; Verbo Encarnado
Floresce o Amor, a compaixão
A Fé; transformação.

 É Natal
Um lugar; uma Criança; uma família
Animais; natureza...
O arco da vida a ser cuidado.
Do sorriso da criança,
À sabedoria do idoso
A preservação da vida.
É o nosso presépio.
Presépio do cotidiano
Onde se acolhe Jesus.

É Natal...
Momento para se lembrar
Que a nossa vida é vivida
Em reticências... Em espiral
Caminhar, buscar...
Ser melhor, santificar...
Amar, sonhar...
Perdoar, louvar...


JESUS NASCE
Eu nasço com Ele. Por Ele e Nele
Na luz das árvores; a Luz de Cristo
Na Ceia de Natal; a partilha
Nos presentes; a acolhida
Dos irmãos; da humanidade.
Do humano à divindade

Agora... É NATAL
                            Alegria! Alegria!

19 de nov. de 2013

Galho seco, folha verde; esperança


 Queridos amigos. Ao despertar, no dia 13; meus olhos foram se abrindo vagarosamente,  trazendo à minha consciência, este texto estruturado, prontinho.(seria poesia?)  Eu me levantei; abri o computador e simplesmente digitei. Louco, não é? Resolvi partilhar com vocês esta primeira experiência. Amei a figura!!! Os olhos verdes, emoldurando os galhos secos, como se fossem folhas verdes, marcando o campo da esperança; materializa a mensagem da poesia.



                               fonte Google




  Galho seco, folha verde; esperança...



Sentada à beira da estrada

Pé na terra, empoeirada
Caminho a perder de vista                                                           
Como em um sarau
Da natureza, ouço
Acordes, silêncio
Barulho, silêncio, música
Vou pra onde?
Quem sou eu?  Qual sonho?  
Terra plana,
Emaranhados...
Que a vida me prepara?
Eu construo?
Galho seco, folha verde
Esperança...

Poeira, vento no rosto
Chuva, brisa, névoa
Sol que aquece; ilumina caminhos                      
A caravana passa...
Mãos convidam
As minhas me laçam
Galho seco, folha verde
Esperança.

Movimento!!  Eu vou...
Pegadas na terra seca, molhada
Areia, lama
Um passo, outro passo
Distância
Horizonte, arco-íris
Partida e chegada
Galho seco, folha verde   
Esperança

     Eu vou... Eu vou...