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21 de fev. de 2019

Saudade


   Saudade...deve ser

   Sou desapegada nas coisas materiais, mas em questão de amizade sou um fracasso.
 Os relacionamentos, em mim, demoram muito a passar. Os amigos se afastam, mas não apago as passadas. Continuo em espírito de gratidão pelo  bem vivido, pela experiência acrescentada, pelo carinho compartilhado.
Apenas leio a mensagem e me mantenho à distância, por respeito a vontade expressa, mas sofro, tenho saudade do papo e talvez de um perdão. Quem sabe? 






Uvas diferentes

Passeando pela grama orvalhada do jardim, misto pomar... com olhar de poeta, que não perde uma emoção do cotidiano rs
A mesma seiva, o mesmo Sol, a mesma raiz - tempo diferente de colheita. Conviver em harmonia, saborear o fruto que a Natureza nos presenteia, devagar... sentir a diferença no amadurecimento de nossas metades em construção...É Natal.
Simples assim...Abraço

Metade mais alta



  Essas crianças adoráveis


E a minha reflexão, neste dia, vem do meu neto Henrique. Ah, meus netos...cada fase um encanto. 
Tomando água, foi me explicando, mostrando com a mãozinha: " vovó, eu tomei uma metade mais alta".
Então, eu me lembrei de Nelson Itaberá, que diz do paradoxo de nossas metades assimétricas.
Somos metades em construção, no AMOR de nossos relacionamentos com o outro, conosco mesmos, com o Divino.
Medidas diferentes, não entendidas. Vazios, carentes de asas, de horizontes. Qual a nossa metade mais alta? No olhar de lagarta ou no olhar de águia, desafiando penhascos?
Em que parte a Luz irradia, onde ela se esmaece?
Sim, Henrique, temos nossas metades mais altas.  As metades mais altas de nossa mente, que nos alavanca para as conquistas, para sermos felizes, para vivermos com sentido. Somos inteiras, plenas em nossas metades altas ou baixas.

 É Natal! Tempo de enxergá- las e buscamos a harmonia. 

Abraço da Olynda, com todo o carinho do Natal, de todo dia.

4 de dez. de 2016

Não gosto de despedidas

Não sou eu. Fico feliz quando as pessoas entram em minha vida, mas tenho dificuldade em deixar ir. Trabalho o meu lado canceriano de querer todos por perto, com os seus limites e virtudes. Sofro com despedidas, embora sejam inevitáveis. Não somos âncoras.As pessoas mudam, as circunstâncias se movem e a vida continua. C' est la vie .Desapegar das águas corredeiras é sabedoria. Vamos lá, crescendo.

3 de jun. de 2016

Nevoeiro







                                             Há vida sob o nevoeiro


         Eu não os vejo.Sob este nevoeiro ouço a vida pulsar no assovio de um operário melancólico saudando um dia frio com sua melodia. Sinto a vida no som da serra, das marteladas, do concreto que se espalha. Não dá para parar a guerra para se consertar o canhão. Não se espera o nevoeiro baixar para se por a caminho. Viver é levar a vida tudo junto e misturado. Bom dia. Um abraço quentinho para começar este dia com cara de inverno, ainda no outono. No Brasil as estações também se intercalam, nos surpreendem. Sem rotina.


                                                                         Olynda Bassan




Somos momento

Há dias em que o céu não se tinge de dourado
Pão quente não se tem a toda hora.
Nem sempre temos Sol.
A brisa fresca às vezes se vai.
De repente um solavanco, o inesperado. 
De repente uma alegria imensa nos surpreende.
Somos momentos...
Vivê - los em sua plenitude nos faz fortes no crescimento, no sentido da vida .
Dizem que a oportunidade tem cabelo de um lado só. Não a esperemos virar a cabeça...
Abraço da Olynda



7 de mai. de 2015

Nasce uma orquídea








Booom dia!!!
Pense em uma mulher feliz! Pela primeira vez, orquídeas florescem em minha casa.
Despertam do sono da espera. Neste meu cantinho de " recuerdos", da minha história de vida, os símbolos falam. "Do visível ao invisível". Na mesma terra, raízes e caules comuns à única seiva, cada flor desabrocha ao seu tempo de maturação. É o tempo da natureza, de Deus. Na beleza do " SER" há botões e flores. Não desprezemos os botões. Eles ainda escondem cores.
No caminho à luz nos foi inevitável viver o esplendor da vela, do romântico lampião, a descoberta da lâmpada incandescente, fluorescente....LED... Dar sentido à cada minuto da espera nos dá a certeza da colheita, como a florista abraçada ao ramalhete de rosas e espinhos. Deus nos fortaleça. Somos flores e botões... Abraço da Olynda