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3 de abr. de 2016

poetrix chuvas de mim










        Chuvas de mim



  É madrugada, chuva pesada
  Enigmas em minha alma
  Lava - me
   ****
  Chuva se derrama intensa
  Coração enternecido palpita
  "Alma-me"
   ****
  Gotas de cristais
  delicadas, translúcidas
  Ama-me
    ****
  Som forte das águas

  canta  meu sonho.
  Ouça -me
  ****
  Chuva, sono, um olhar...
  gosto de grafar palavras
  Inspira-me

  **** 
 Verso riscado em
 respingos de cor e rítmo
 Poetiza-me.

                      Olynda Bassan


22 de fev. de 2016

Bicho/Alma






foto Google



 Bicho/ Alma?


 No Corpo leve
Toldeado  pelas vestes
Se  esconde a volúpia

 Prazer, troca  de pele
Contorce, serpenteia
Fera? Corpo?

Desejo sibilante
estira em linhos
Ninho selvagem

Na nudez, seios
rígidos, pera
Solfeja desejo

Se  acarinham
Corpos ofegantes
“bicho /  alma”

Mais bicho?
Mais alma?
Lábios e língua distilam

Corpo sensual
Fluídos de dois
gozo do amor

Cio que se finda
Término em suspiros
Úmidos amores, exaustão



21 de fev. de 2016

Chuva; rosas ausentes




                                                                                                        Foto do fotógrafo Striati


Do quarto, à xícara de café,
vejo o asfalto espelhado,
pela tempestade intermitente

Durmo meu sono ocioso.
Águas desmancham a Mãe
Terra em fragmentos de dor

Desliza a terra, rola a pedra
Cratera aflora, engole um mundo
Exéquias de gente

Na casa, na alma sem chão,
espinhos em rosas ausentes,
rasgam a pele deste povo
.
Águas solapam histórias,
abrigo, sonhos e raízes no
alagado; Notícias do Jornal.

No céu cinza brilha o bem.
Mãos/ doação aquecem a lágrima
do olhar perdido no infinito.

Anjos sem asas, amor sem medida.
Neles, o” Cristo humano”, o qual
suja o pé na lama do coração do outro

O poema da moradora desolada
“ a perda é material, a emoção é luto”
Minhas pegadas inundadas.

Homem em prece, no
desamparo encontrar
a felicidade onde parece inviável.

Fé, Esperança, Ação
Pilares do reinventar -se
na “desimportância” social e política.
Olynda Bassan


28 de set. de 2015

Valsando com os meus pontos







Valsando com os meus pontos
..
.Sou reticências... estou

No antes e no depois do meu
Instante alma/emoção.
****
Ponto final? Ele se move
Em meio às sombras dos 
Meus apegos reticentes.
****
Não me defino: procuro
Nos meus dois pontos
A síntese do que sou.
****
Vírgula, amiga de mim
Um respirar fundo; dar sentindo
De novo a paz.
****
Sou ponto de exclamação!!!
Apaixonada pela vida vibrante
Nas entranhas pulsa poesia
****
Interrogação? Mil perguntas
Preciso de todas as respostas?
Se nos parcos pontos, me sinto feliz?
****
Sou hífen: junção do velho e do novo
Ponte entre o linear e a ousadia
Pitada de loucura, tempero da vida!

Olynda Bassan

13 de set. de 2015

Vida Celebrada

Vida Celebrada 



Três filhos singulares. Três poesias peculiares.
Não conseguiria reproduzir um verso escrito anteriormente. 
 Cada filho, um seu jeito de ser, entrelaçado no mesmo elo do AMOR
Elô, este é seu ! ( a do meio)  Parabéns minha querida.


      

 Vem setembro, parto em flor
 Pólen ao vento se espalha...
 Vida em fecundidade
 ****
 Vibra de contentamento
 Meu útero ninho
 Eu, você um só tecido
 ****
 Segundo filho, vive a
 Extravagância no amor
 Em continuidade, Você
 ****
 Chega suave, pequenina
 Com tantas dobrinhas magrinhas
 Pele de pêssego, emoção!
 ****
 Olhos verdes, esmeralda
 Joia incrustada na alma
 Onde as palavras não explicam
 ****
 Eloisa, nossa Elô, cresce
 Em graça, sorriso contagiante
 Corajosa, risca caminhos
 ****
 Hoje, “nosso” coração se faz poesia
 Entrelaça nas palmas e na melodia
 Do Parabéns a você
 ****
 Seu rosto/Alma desejado
 Nas entranhas de um querer
 Hoje, Mulher! Forte na Fé
 ****
 Na minha sacralidade, Graça
 Se conduz a Deus em gratidão
 Por ser sua Mãe.
                                             Olynda Bassan

25 de ago. de 2015

Mampituba

         








        Mampituba


Longe...bem longe
Lampejos de ti
No olhar de quem o ama
****
Mampituba
Multiplica lua e luares
Prateando a negritude
Descortina suas águas
****
Lúdico! Criança!
No colorido dos balões
Se  diverte, ri; não os alcança
****
Aquarela no entardecer
Pinceladas douradas ao lilás
Você, prisma do Criador
****
Desapego.... o deixar ir
Na corredeira do tempo
Águas passam... contornam pedras
****
Mampituba retrato
Fragmentos de lembranças
Singram em barcos ...saudades
****
Emoção, cores, oração...
Se  faz tela e moldura
Poema e poesia
****
Tu  rasgas  as terras de Torres
Na fertilidade das águas
O “ pólen  que fecunda”
****
Névoa em incenso
Versos de um rio
Sou teu...sou vida.

                     Olynda Bassan





14 de abr. de 2015

Noite vira dia....


                Noite vira dia...






                                                                                                                                                                                                                  

                                                             


 Nos espinhos que espetam a carne
 No desassossego da alma
 Noite vira dia..
 ****
 Madrugada... parto de luz
 Palavras já em dor
 Suplicam por nascer
 ****
 Negritude, riscos de luz
 A casa dorme...vultos
 Grafite...papel em branco
 ****
 Escrevo, escrevo...
 Traços fortes, rápidos
 Catarse... sofreguidão
 ****
 Palavras! Explodem!
 Na poesia me jogo
 Noite na alma, chora
 ****
 Na aflição intraduzível
 Não sei quantos anos tenho, eu
 Nem minha alma
 ****
 Sinto... não  sei o quê.
 Nem o que vivo
 Não me explico
 ****
 Luz artificial ilumina
 Meu   quarto solidão
 Real é a névoa
 ****
 Apago a luz... véu  opaco
 A dor não se acanha
 Faz ninho em mim... segredo.

       


olyndabassan

27 de mar. de 2015

Cortinas se fecham

                 

                       Fecham-se as cortinas...


Diante da imagem de uma  linda cortina, anunciando o final do dia, o poeta José Estanislau Filho, nos convidou a escrever sobre o tema, como desafio. Resolvi encarar a proposta. Publico o poetrix


                   Fecham –se as cortinas...




  Colunas de luz

  Poente em dourado
  Penumbra ...
  ****
  Olhares imantados
  Mãos que se buscam
  Acordes em desejo
  ****
  Falas de amor...
  Deixo-me tocar
  Nas notas de você
  ****
  Rítmo que enlouquece
  desnuda, me despe
  de mim mesma
  ****
  Seu olhar se faz mão..


  Desliza em espumas de carícias

  Alisa corpo e alma
  Beleza nua, em harmonia
   ****
  Linda! Mulher!
  Segredos se “descortinam”
  Em sensual melodia
  ****
  Seu olhar se faz boca...


  Beijos em delícias

  Canto tão meu, tão seu
  Tão íntimo
  ****
  Penumbra...
  Corpos dourados , extasiados
  Volúpia de prazer! Sinfonia
                                                                                                                olyndabassan

Chuvas de mim




                   

                              

                 


                   O galo não canta, mas o Poetrix me acorda. 

                

                            Chuvas de mim
    



  É madrugada, chuva pesada

  Enigmas em minha alma
  Lava - me
   ****
  Chuva se derrama intensa
  Coração intenso palpita
  "Alma-me"
   ****
  Gotas em cristais
  Delicadas, translúcidas
  Cristalizam - me em amor.
    ****
  Som forte, águas de fevereiro
  De esperança, desejos...
  Encharca meu chão.
  ****
  Chuva, sono, um olhar...
  Entrelaçados no gosto
  De grafar palavras
                                                           


                                             Olynda Bassan