19 de out. de 2016

Elô, professora

gnom" , mas pelo prazer, pelos abraços, pelo bom papo que banha este encontro.
Profissão de encantos e desencantos,mas a exerce com a alma de quem gosta do que faz e nela procura o seu sentido na vida..
Hoje, como mãe educadora só tenho prece de louvor em minha boca, pela continuidade dos meus valores, em você. Obrigada por todos profissionais que a tornam melhor. A todos que dizem quem é você. Um grande beijo . Deus contigo, sempre. Mamys, Olynda,
Viva a Elô. Vivaaaaa!

Lorena

Hoje, minha filha completa 12 anos e entra na adolescência, uma fase de transição e muitas indagações, principalmente na alma feminina. Pensando em homenageá-la, desejei algo especial e que ficasse guardado em sua memória pra sempre...lembrei então da minha avó materna Maria José França Nogueira, mais conhecida como Dona Zezé, que em todos os aniversários dos netos, enviava sua cartinha com uma poesia, cada ano uma diferente.
Daí veio a idéia! Vou presenteá-la com uma poesia feita especialmente para ela! Como não sou poetisa rsrs...lembrei de uma mulher muito especial e com muita sensibilidade, também mãe entenderia como expressar meu "amor de mãe" através de sua poesia. Olynda Aparecida Bassan Francominha eterna gratidão pela sua colaboração e pela linda poesia que você fez para minha filha Ana Lorena.
Lorena
Na minha alma espelhada;
tua meninice, bonecas,
chuquinhas e risos. Estripulias,
da “macaquinha do avô Paulo”
Tu és versos em poesia,
do meu melhor poema vivo,
no útero tecido.
Criança distraída na vida
leve, feliz, encantada.
Passa o tempo, passa...
hoje, tu te olhas no espelho, já
sem adesivos de florzinhas
e princesas.
Na vaidade que te embeleza,
entre chapinha e batons,
que imagem vês nos teus
cabelos negros, pele da cor
de jambo, olhos de jabuticaba?
Pegadas de uma infância que se
distancia, nas bonecas guardadas?
O que sonhas nas entrelinhas dos teus
livros, nas músicas que te embalam?
Te vês adolescente com tuas indagações,
ou ainda menina, com corpo de mulher?
Agarradinhas em nossos silêncios,
além de mãe, o que sou, minha menina?
Quem é você, além da minha filha amada?
Somos, sim, cúmplices de um amor sem medida.
Mãe extasiada e agradecida.
Em diferentes olhares enxergo
em ti, minha companheira
madura, ainda pequena.
Vejo tua beleza de princesa e tua
alma de guerreira.
Choras de saudade e de emoção.
Sorri do nada em brincadeiras.
Abraça gostoso como um ninho
que aquece. Me ensinas a amar.
Sinto teu cheiro no meu caminhar,
teu respirar ao sonhar.
Tu és minha esperança,
equilíbrio, meu pilar.
Tu trazes no teu nome, “honra
e orgulho; um reino de um
famoso guerreiro”.
És homenagem à avó Ana
e à bisavó Lourena.
És vida, és minha celebração.
Em ti minha graça de ser mãe.
Ana Lorena, apenas fui escriba de um amor
Incomensurável de sua mãe
Olynda Bassan

Teu canto, meu silêncio

             


                    Teu canto, meu silêncio
               






      É tarde
  Roupa no varal
  Pele de nomes,
  de almas amantes
  Mãos tateiam
  seu nome
  num fiapo qualquer
  Canta um pássaro
  lá no beiral
  do quintal,
  musicando
  meu sentir.
  Poesia que
  seca as lágrimas,
  aquece lembranças


  É  Madrugada
  Meu silêncio
  Teu canto
  Vida e solidão
  Lirismo na noite
  ao som de uma
  flauta doce
  Estavas na tarde
  Estás na noite
  Ainda escuro
  cantas,
   no vazio
  de um nome

olyndabassan

Primavera peregrina


     









                  





Primavera peregrina



  Caminho abraçada às flores
  da bordadura dos meus canteiros.
   Ouço na brisa o ruído das cores,
  nos pés o estalar das folhas
  secas do outono, nas mãos
  colhedeiras minha primavera.
  No néctar que deixo, pousa em
  mistérios, borboletas sonhadoras

  Nas pegadas, ramalhete de
  sonhos em botões, espalho,
  como peregrina sementeira.
  Voa o pólen de flores
  parasitas, que enlaçam a alma
  de amores e aromas.

  Sou poema das cores
  da montanha que transponho,
  do orvalho azul da paz,
  das águas que cantam.
  Sou esperança que hiberna
  no inverno como videira,
  e floresce na primavera

  Nos galhos secos retorcidos implodem
  flores frisadas em sensibilidade,
  como a pele que me veste.
     Sou Primavera!

      Olynda Bassan

Águas da chuva, você





   Sentada à beira do caminho
   seco, empoeirado.
   Até o  vento sente sede.
   O rio em seu remanso indolente
   clama pelas águas
   que a nuvem guarda.
   Chove aqui, acolá.
   Cheiro de terra molhada,
   de mato, de infância.
   Lava telhados e calçadas
  Desincarde o ar, florescência
  de cores e aromas.
  E vida! É Graça! É colheita
  E você, como as águas entranhadas
  nas nuvens, sempre volta.
  Respinga amores, provoca sorrisos
  Lava a alma, escorre alegria
  na corredeira da magia.

                                       Olyndabassan

Dá série.... Poesia instantânea. Senti saudade da chalana, descendo o rio carregada de palavras, querendo se arranjar em versos de um jeito qualquer.

traços imperfeitos

                            






                               


                                Traços imperfeitos

            

   Me alongo das curvas que me
   escondem.
   Tomo distância à procura das faces
   da minha alma/ essência.

  Como o artista que se afasta do seu quadro
  para melhor visualizar os vazios, as imperfeições
  das pinceladas carentes de brilho e cores, me caço.

  Nos traços disformes constrói sua arte,
  sem pressa, no tempo inspirado no belo.
  No meu tempo, na aquarela de possibilidades
  componho, crio meu quadro ainda inacabado.
  Sempre por fazer.
Vou tingindo minha aura na moldura das cores dos meus pincéis.

Olynda Bassan

Dá série.. poesias instantâneas, sem retoques, nas primeiras letras. Inspirada no quadro de Pablo Picasso.. Bom dia. Abraço colorido.
olyndabassan

Naquela praia

Naquela praia

        És  silêncio

   Um rosto, em um coração
   pulsante, nas batidas da  saudade.
  Trago lembranças escondidas nas
  vestes  dos meus sonhos

  Nem sabes o quanto ele me acarinha,
  o quanto eu o aliso na face suada,
  salpicada de areia; esteira de um amor.

  Infinitos sonhos.
  Infinitos beijos
  Infinitas juras de amor
  em bocas douradas no poente.
                 É silêncio!
  Ficamos nós, nas pegadas de uma paixão
  ardente,  entre o eterno e a dor.

  Lembranças...
  Mapeiam nossa história.
  Querendo ficar, me vou só: sem Sol, nem lua.
                 És silêncio

  Aprendi a conversar com o vento.
  Ele se veste do perfume evaporado naquela praia,
  me perfuma em saudades, espreita uma lágrima
   E se vai.

                                             Olynda Bassan