"Metade de mim é amor, a outra também".. " O amor tudo" perdoa", agradece, dá sentido aos conflitos e à paz do nosso cotidiano.
4 de jan. de 2015
METADE
"Metade de mim é amor, a outra também".. " O amor tudo" perdoa", agradece, dá sentido aos conflitos e à paz do nosso cotidiano.
3 de dez. de 2014
gravetos de minh' alma
Este cartão, bem como a poesia nasceram da minha reflexão durante caminhada, olhando os gravetos à sombra das árvores.Temos também os nossos gravetos, nossos remendos por onde nos reconstruímos todos os dias, em nosso Natal cotidiano. Feliz Natal!!!
Gravetos de minh’alma
Gravetos de minh’alma
.
Jesus nasce em mim,
mais uma vez
Renasce nos caminhos que
fiz
Dá sentido em tudo o
que vejo
No olhar de minha Fé
.
Nasce no graveto às margens da estrada
Nasce no graveto cobertura do casebre
Nasce no graveto AMOR de minha alma
Nasce na casa de lindos interiores
Nasce na minha casa interior
Ora um casebre, ora uma mansão
No dia a dia de minha emoção
Jesus realinha, transforma
Meus cacos e gravetos
Em morada de luz e paz
Construo, em mim, o berço onde
Embalo a vinda, a vida do meu Salvador
Jesus Menino!!!
Feliz Natal, nesta
morada de luz e paz.
Advento, tempo de
construção.
Olynda Aparecida Bassan Franco
Olynda Aparecida Bassan Franco
Felicidade raio de um flash
fonte google
Felicidade... um flash
Olynda Bassan
Hoje o dia amanheceu escandalosamente lindo!
Fui recepcionada em minha cozinha com toda a
claridade do mundo, com um sopro
do vento manifestando a vida. Embora já esteja instalado um grande canteiro de
obras, em terras onde morava o meu
cerrado ,refúgio dos meus vizinhos pássaros, macaquinhos, formigas, calangos,
lagartas, joaninhas... ainda deslumbro o horizonte e o nascer do Sol, que
parece ser só meu. Na espera do ferver da
água do café me deixei levar por este momento de felicidade. Sim. Felicidade é um momento no qual quero
ficar. Apenas raio de um flash. Abri meus braços ao mundo,e, segurando os trincos que nunca fecham, fui
abaixando os olhos mansamente,
descansando a cabeça em meus ombros,
delicadamente, senti o contraste do sol
aquecendo a face e a brisa gelando meu corpo. Permiti ao vento balançar os
cabelos com os movimentos que ele desejasse. Não era momento de resistir, e sim,
de liberdade, de respirar fundo, revigorar minha alma, aliviar pensamentos, sorrir
apenas na expressão do rosto inebriado pela gentil natureza que desperta!
Agradecer e viver. O sol muda rapidinho. O asfalto cinzento se cobre de uma lâmina prateada pela luz refletida, e, como uma miragem se transforma
em rios em meu olhar sonhador. O mar estava dentro de mim.
18 de nov. de 2014
Alma companheira
Marola triste dos seus silêncios
Invade minhas frias areias
Quebra ondas do sorriso
Arrasta alegria , lava afago
Em tantos outros silêncios o esperei
No cais de minh’ alma companheira
Mora quem sabe, a emoção do voltar
Marujo, no silêncio do seu mar
Amarga sozinho a travessia
Vontade de um coração a soluçar
Na brisa suave do meu mar
Tens o olhar que precisar
Mãos como plumas a lhe afagar
Prossigo... na amizade compartilhar
Segredos do seu barco a navegar
Olynda Bassan
Meu sapato e o sapato do outro
O meu sapato e o sapato do outro
D Delicia...escolher sapatos!!!! Em cada estação do ano a procurar o conforto para os nossos pés, sustentação do
nosso corpo.
Para escolhê-los
temos nossos critérios e um carinho enorme. Calçamos, olhamos,
desfilamos em frente ao espelho, sob o olhar atento do vendedor...” será que vai
comprar?” Já na expectativa do final do
cansaço no subir e descer caixas... UFA!!!!
Escolher pelas
cores... de acordo com o nosso estilo. Os
que não brigam com nenhuma roupa, os nudes. Ou, aqueles
bem coloridos, contrastantes com a roupa. Só para se ter glamour. O sapatênis para a bermuda, o sapato de verniz, de couro, para o terno, para o smoking, para o vestido,
sandálias...
Logicamente
pelo tamanho. Cada um tem seu número. Pés diferentes. Até no mesmo número os pés não serão idênticos.
Podem não se ajustarem. Histórias diversas. Os pés reagem de maneira diversificada, ao couro que o
reveste. Ah! tem o preço. Cada um sabe o
tamanho do seu bolso. Alguns compram em dólar, outros em real e ainda outros em
centavos, nos brechós da vida. Mas...
sem sapatos não ficamos.
Pensamos na finalidade. Esportivos, do dia a dia, sapatos de festa, modelos exóticos. Alguns são leves, abertos, delicados. Outros
amarrados, fechadinhos, conservando o estilo das botinhas das vovós... Semelhanças
com nossas personalidades, com o jeito
de encarar a vida; será mera coincidência?
Dizem que as mulheres não pensam muito em
conforto, não. Tentamos conciliar
beleza, estilo e conforto, como não?
Escolhemos
sapatos, escolhemos ações, atitudes; assim é a nossa vida. Isto é o viver. As escolhas fazem parte do
nosso cotidiano, e carregam as suas conseqüências. Se eu escolher um sapato sem
muito cuidado, sem dar-lhe a atenção merecida, aleatoriamente, poderá apertar meu pé, fazer bolha e estragar a festa .
Relacionamentos também têm seus estilos: assertivos,
raivosos, rabujentos, comunitários, isolados,
onde se vê apenas o próprio umbigo. Para se enxergar o outro, e não apenas
olhar, colocar-se em seu lugar, vestir
a pele da dor e alegrias por empatia, usamos ferramentas auxiliares, como o auto conhecimento. Olhamos
com humildade para os nossos próprios pés, antes de reparar, de julgar o do
vizinho?
Este
processo é gradativo, mas não impossível. Encontrar a marca de sapato, que melhor se
ajuste aos nossos pés, pode levar um tempo. Neste momento encantador renovamos nossa
sapateira, nossa alma.
Para
se colocar no lugar do outro se desce do
salto, das certezas, do pilar da soberba. Desatar as correias de nossas sandálias,
chacoalhar para se tirar a poeira das terras
velhas, é preciso. Colocar no lugar do outro me vem a imagem de nos
abaixamos para conversarmos com uma
criança...Ficar do seu tamanho.
Caberá
o sapato do outro, em pés desnudos,
descalços...
Olynda Aparecida Bassan Franco
Olynda Aparecida Bassan Franco
9 de nov. de 2014
O jugo é leve ( Mateus 11, 25,30)
O amor
alivia meus ais
Faz -me caminhar
entre pedras
Sem que me
firam suas arestas
Meu jugo é
leve no amor que liberta
Na
sabedoria humilde do que sou
.
Minha alma
silencia no murmúrio
Que se faz
prece no clarear da Fé.
A me acalmar no sopro da brisa que traz
No vazio de
mim, a presença de um Pai.
Busco na
fadiga, o descanso sombreado
Pelo amor,
esperança, e caridade.
Cristalizo
a paz de meu coração
No amar o próximo, meu irmão
Eu, Cristo
e você ... Fardo suave!
Amém.
Olynda Aparecida Bassan
Olynda Aparecida Bassan
5 de nov. de 2014
Viagem curta
Uma viagem, pode ser não apenas uma viagem..
Manhã de sábado, luz do sol me iluminando,
convida-me a pegar estrada, neste dia de Todos os Santos. Rumo à minha cidade
natal, berço da minha história, de quem sou. Piso em seu solo e me encontro.
Sensação boa de ter para onde voltar.
Estrada,
música, pensamentos bons me fazem sorrir. Amo deixar a área de conforto do meu lar
e viver o movimento de novos encontros·
Minha viagem foi rápida. Orei pelas
almas de meus antepassados. Trago um pouco de cada um. Orei por amigos e por
pessoas que nem mesmo conheci, mas conheço seus filhos. Fiz uma prece pelos antepassados
dos meus amigos virtuais, também, pois convivo com eles diariamente. Encontrei
amigos queridos que há muito não os via. Amo retornar às minhas origens.
Não
dirigi lentamente para não atrapalhar o trânsito. Não fui rápido demais para
não desrespeitar as normas de segurança e assim ter a oportunidade de sentir a
música, apreciar a variedade dos tons de verde, que me acalmam e o colorido das
copas das árvores, margeando a estrada. A
felicidade não está no chegar, mas no
caminhar, enxergando a beleza das coisas mais simples que nos rodeiam.. Estar
na estrada para mim é um problema. Não me canso. Quero usufruir de tudo que ela
me oferece. O movimento me fascina. O estar comigo mesma preenche meu vazio, na
saudades de mim. Os pensamentos vão valsando na
liberdade do meu próprio eu, no que sou entre limites e virtudes. Enfim é a
Olynda em sua essência que abre caminhos no que mais gosta de fazer. Amar por
amar
Viver..
Simplesmente... Existir no viver. Viver no existir...
Viver..
Simplesmente... Existir no viver. Viver no existir...
Envolvida pelos acordes da melodia vou sentindo- me reflexiva. Na busca do
entendimento da alma do outro, além da minha. Em busca de fontes de
discernimento, de sabedoria neste movimento de acolher como se é. Na ousadia do
conhecimento do SER. Na paz da convivência
permeadas por divergências.
Somos ar, terra, fogo, água,
diferentes, únicos neste mundo das
diversidades...
Uma viagem pode não ser apenas uma
simples viagem....
Olynda Aparecida Bassan Franco
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