3 de abr. de 2016

Páscoa, sempre

              






                          E Páscoa, sempre

   

  Feliz Páscoa
Somos passagem, transformação; andantes de uma existência onde se busca o sentido de quem somos e para onde vamos.
Somos botão trazendo em nossas pétalas fechadas uma dívida de Amor pelas graças recebidas, pelos nossos ancestrais, pela VIDA que pulsa.
Dívida de Gratidão por um Deus apaixonado, por um Cristo, sem medo, que se partiu e se repartiu no Amor supremo de entrega do seu Corpo, Alma e Espírito. Venceu a morte, e está entre nós, VIVO, em cada rosto, em cada olhar. Cristo reconciliação do humano com o divino.
As pétalas desabrocham no seu tempo, peculiaridade em encantamento de cores e aromas. Assim é festa da Páscoa.
Do botão à flor. Da cruz à Luz. Da tristeza à glória.
A caminho, sempre a caminho...da Salvação no Amor, na Fé em Deus e nas pessoas, na Esperança, nos Sonhos...
Abraço da Olynda.
olyndabassan

Ginástica Olímpica de Bauru


        Ginástica Olímpica de Bauru


      Aconteceu no dia 19 a primeira competição interna da Ginástica Olímpica de Bauru, comandada pela competente técnica Débora. Noite artística, prazerosa, mas não pude deixar de refletir no que meus olhos enxergavam e minha alma sentia naquele evento.
    Nos Textos bíblicos encontramos a frase “Olhai as aves do céu: não semeiam, não ceifam...e o vosso Pai Celeste alimenta-as”.
    Mensagem de serenidade, de confiança construída na maturidade emocional, na maturidade da Fé, na resolução dos conflitos, mas, não será a ideia do “não fazer”, de deitar - se na rede e esperar que o Maná  caia  do céu.  Aplica-se se ao esporte também, o qual requer muito empenho e perseverança, moldados num espírito de garra, de paciência.
    Estou vestindo os sapatos da Ginástica Olímpica de Bauru com a entrada recente da minha neta, à equipe de treinamento desta modalidade de esporte. Eu estou tomando ciência das dificuldades encontradas no cotidiano esportivo. Durante a competição vivi o paradoxo do belo e do feio; da vontade da comunidade e do descaso público; do brilho e das sombras.
     Era visível o contraste dos atletas, desfilando vaidosos em sua performance, com olhar de “tigre”;  com  a feiura das instalações físicas.  Faltava estilo, cores no ambiente.  Não tinha o viço das ginastas.
    A imagem do Ginásio de Esportes Guilherme Dal Colletto é de abandono. Não tem passado por lá equipe de limpeza, de manutenção. Os pais, atletas, organizados em “Associação de amigos da Ginástica” se cotizaram na limpeza do local, que não é pequeno, para que se tivesse o mínimo de higiene, de organização para o acolhimento das pessoas. Mexeram e remexeram  nos inúmeros colchões, independente das dores do joelho, da coluna. A vontade era maior que o desconforto.   A Ginástica Olímpica portadora de medalhas e que propaga o nome de Bauru em Jogos Regionais, merece valoração.
    Os holofotes estavam apagados e eram poucas as lâmpadas acesas. A penumbra entristecia a apresentação em meio a aplausos.  Som precário: nada profissional.  Ali era a raça, o acreditar, o amor é que impeliam o espetáculo.
    A parceria da comunidade é salutar na moderna gestão, mas a infraestrutura, o apoio logístico acredito que esteja a cargo do Poder Municipal, proporcionando, assim, condições adequadas à pratica do Esporte, no entusiasmo, no sentimento de pertença. O Ginásio é amplo, existem aparelhos adequados, e, em quantidade, mas falta a manutenção, o olhar cuidadoso da Instituição responsável. O querer sentir: “eu sou valorizada”. Não há verba destinada a este setor? Que estrutura poderia ser acrescentada? Talvez um encontro entre as partes?
  Este é um olhar in “in loco”, vivenciado no dia a dia dos treinos, também.
  Parabéns à equipe da Ginástica Olímpica de Bauru.  Trabalho sério a caminho de conquistas.
 Encerro com um apelo à SEMEL: passa por lá. Não é  muito  o que a comunidade pede. Acredito que essa Secretaria tenha condições de prover uma melhor qualidade de vida esportiva à Ginástica Olímpica bauruense. Quero sentir o belo naquele lugar.
       O amor dos atletas é inenarrável ao levantarem os braços com tamanha graciosidade, nos movimentos limpos, sorriso largo, que iluminam o olhar de quem faz o que gosta.

                                                       Olynda Aparecida Bassan Franco



 




Um nome, uma missão

             Um nome, uma missão



Linda é a canção que diz
“Como são belos os pés do mensageiro”
 que anuncia a Paz”.
Seus pais por certo estavam em estado
de alma elevado, ao dar àquele bebê
 o nome de Ângelo, o mensageiro.Por que Ângelo?
 Surgiu no coração, na tradição, em homenagem?
Quase que pela imposição das mãos,
sua missão era desenhada com as
contas do terço  de Maria, na glória.
Há nomes que fazem o homem.
Há homens que constroem o nome,
nessa arquitetura  que é a vida.
 Você a edificou na sua vocação, na família, nos amigos.
O bebê cresceu e se cristalizou na missão do seu nome,
como mensageiro da boa nova, na crença
Inenarrável do Seu Deus, no silencio da oração.
 Como um anjo, preserva a Espiritualidade
Marianista na fé de Maria, em Maria, por Maria.
 Alegre, perseverante a propaga
  atrás dos montes, além dos muros da casinha.
 Incansável! Sonha! Sabe da sua missão.
 Olha pra frente. E vai. E Maria junto.
Angelo, o nosso abraço, gratidão
Mensageiro, amigo, assessor,
Felicidade. Continue, continue...




Nome, risca-se









Nome; risca-se




Risca do teu caderno,
o meu nome,
antes que o meu travesseiro
 o esqueça.
Derradeiro porto de saudade,
confidência
das lágrima mornas,
 fantasias do estar sem amar.
 Amar, sem estar.
Alma andarilha no sopro
que te leva e traz,
trespassa nuvens diáfanas de mim;
 me tocas
pelos vãos avarandados
 que deixo.
Me  abrace, diga que te dás todo
 pra mim. Só a mim.
Poderei morrer em teus braços.
Mas...
Se morto for o amor,
Sem nome, nem dor,
será a noite.
 

     Olynda Bassan

22 de fev. de 2016

Bicho/Alma






foto Google



 Bicho/ Alma?


 No Corpo leve
Toldeado  pelas vestes
Se  esconde a volúpia

 Prazer, troca  de pele
Contorce, serpenteia
Fera? Corpo?

Desejo sibilante
estira em linhos
Ninho selvagem

Na nudez, seios
rígidos, pera
Solfeja desejo

Se  acarinham
Corpos ofegantes
“bicho /  alma”

Mais bicho?
Mais alma?
Lábios e língua distilam

Corpo sensual
Fluídos de dois
gozo do amor

Cio que se finda
Término em suspiros
Úmidos amores, exaustão



21 de fev. de 2016

Chuva; rosas ausentes




                                                                                                        Foto do fotógrafo Striati


Do quarto, à xícara de café,
vejo o asfalto espelhado,
pela tempestade intermitente

Durmo meu sono ocioso.
Águas desmancham a Mãe
Terra em fragmentos de dor

Desliza a terra, rola a pedra
Cratera aflora, engole um mundo
Exéquias de gente

Na casa, na alma sem chão,
espinhos em rosas ausentes,
rasgam a pele deste povo
.
Águas solapam histórias,
abrigo, sonhos e raízes no
alagado; Notícias do Jornal.

No céu cinza brilha o bem.
Mãos/ doação aquecem a lágrima
do olhar perdido no infinito.

Anjos sem asas, amor sem medida.
Neles, o” Cristo humano”, o qual
suja o pé na lama do coração do outro

O poema da moradora desolada
“ a perda é material, a emoção é luto”
Minhas pegadas inundadas.

Homem em prece, no
desamparo encontrar
a felicidade onde parece inviável.

Fé, Esperança, Ação
Pilares do reinventar -se
na “desimportância” social e política.
Olynda Bassan


30 de jan. de 2016

Vou passando

Foto de Olynda Aparecida Bassan Franco.

Vou passando...


Vou passando pelos ares na rica
existência, fragmentada
em lembranças de rostos, nomes, lugares.
Vou passando pelos ares me
refestelando em encontros virtuais,
olho no olho, café quente, um dedo de prosa.
Vou passando pelos ares, recolhendo
dores, cansaço, desesperanças;
diálogo em preces.
Vou passando pelos ares na amplidão
do cosmos; sinto meu finito, como
poeira de estrelas, no Infinito Deus.
Vou passando pelos ares, garimpando
palavras daquilo que sinto. Poeta da vida,
na vida, olhares em poesia.
Vou passando pelos ares no perfume das
flores. Jardineiro da semente do hoje
e do amanhã; colheita do ontem.
Vou passando pelos ares, num álbum de
fotos, retalhos da vida, pespontos
da roupa cerzida que sou
Passo pelos ares dos meus sonhos
aos quais dou asas, na liberdade
que me plana.
Vou passando pelos ares na solidão,
de não me sentir só. Apenas me ouço
em um voo silencioso.
Passo pelos ares e me vejo no
brilho do orvalho, da teia suspensa,
tecida em filigrana do amor.
Vou passando pelos ares, alisando
as cicatrizes de um tempo; nelas, a
esperança para as fendas que se abrem.
De poema, em poema, voo no alvorecer
no poente, me reinventado nos versos
do amanhã, no vento que sopra diferente,
                                                                     Olynda Bassan   27/01/2016