4 de jan. de 2015

Um parque, um sonho!











                          Um parque, um sonho


   
     Cheiro de infância
     Gosto de criança
     Um parque, um balanço
     De tábua, pneu rasgado
     Corda, cabo de vassoura
     Cadeirinha colorida
     O nhec nhec da corrente
     Ou corda?
     Anuncia belas estripulias
     Empurra   alto, vovó
     Vejo o céu pertinho
     Só um pouquinho
     Do alto pode cair
     Eu queeeero...Lá vaaaai...
     Segura firme, não solte
     Gargalhada gostosa 
     Acordes em partitura
     Dedilhados no amor
     Que mais quero?
     Primas se revezam no
    Vai e vem do balanço
    Amizade, ternura, carinho
    Tá, parando, vovó
    Agora você, minha linda
    Prá trás, dobra a perninha
    Prá frente, estica, chuta
   Empurra com o corpo
   Num chororô só...
   Não sei.  Sabe sim
   Vovó! Consegui! Tô alta
   Nhec, nhec da corrente
   Canta vibrante
   Coração pequenino cantante
   O vento vai... vento vem...
   Embala feliz a liberdade
   Da criança que sorri
   Sem medo de cair
   Voa em seu sonho
   Sonhado, vivido
   Na simples melodia
   Do balanço em cantoria.

                   Olynda Bassan 

METADE





     "Metade de mim é amor, a outra também".. " O amor tudo" perdoa", agradece, dá sentido aos conflitos e à paz do nosso cotidiano.

3 de dez. de 2014

gravetos de minh' alma

                  


   Este cartão, bem como a poesia nasceram da minha reflexão durante  caminhada, olhando os gravetos à sombra das árvores.Temos também os nossos gravetos, nossos remendos por onde nos reconstruímos todos os dias, em nosso Natal cotidiano. Feliz Natal!!!    











   Gravetos de minh’alma 
.  

   Jesus nasce em mim, mais uma vez
   Renasce nos caminhos que fiz
   Dá  sentido em tudo o que vejo
   No olhar de minha Fé
 .

   Nasce no graveto às margens da estrada
   Nasce no graveto cobertura do casebre
   Nasce no graveto AMOR de minha alma


   Nasce na casa de lindos interiores
   Nasce na minha casa interior
   Ora um casebre, ora uma mansão
   No dia a dia de minha  emoção
 
   Jesus realinha, transforma
    Meus cacos e gravetos 
    Em morada de luz e paz
    Construo, em mim, o berço onde
    Embalo a vinda, a vida do  meu Salvador
                Jesus Menino!!!

 Feliz Natal, nesta morada de luz e paz.
 Advento, tempo de construção.

                  
                 Olynda Aparecida Bassan Franco


Felicidade raio de um flash

                





                                                                               fonte google




         Felicidade... um flash

                                   Olynda  Bassan 



    Hoje o dia amanheceu escandalosamente lindo!
   Fui recepcionada em minha cozinha com toda a
claridade do mundo, com um sopro do vento manifestando a vida. Embora já esteja instalado um grande canteiro de obras, em terras  onde morava o meu cerrado ,refúgio dos meus vizinhos pássaros, macaquinhos, formigas, calangos, lagartas, joaninhas... ainda deslumbro o horizonte e o nascer do Sol, que parece ser só meu.  Na espera do ferver da água do café me deixei levar por este momento de felicidade.  Sim. Felicidade é um momento no qual quero ficar. Apenas raio de um flash.  Abri  meus braços ao mundo,e,  segurando os trincos que nunca fecham, fui abaixando  os olhos mansamente, descansando  a cabeça em meus ombros, delicadamente,  senti o contraste do sol aquecendo a face e a brisa gelando meu corpo. Permiti ao vento balançar os cabelos com os movimentos que ele desejasse. Não era momento de resistir, e sim,  de liberdade, de respirar  fundo, revigorar  minha alma, aliviar pensamentos, sorrir apenas na expressão do rosto inebriado pela gentil natureza que desperta! Agradecer e viver. O sol muda rapidinho.  O asfalto cinzento se cobre de uma  lâmina prateada pela luz  refletida, e, como uma miragem se transforma em rios em meu olhar sonhador. O mar estava dentro de mim. 

18 de nov. de 2014

Alma companheira



   

     



           Alma companheira


 Marola triste dos seus silêncios
 Invade minhas frias  areias
 Quebra ondas do  sorriso
 Arrasta  alegria , lava afago

 Em tantos outros  silêncios o esperei

 No cais de minh’ alma companheira
 Mora quem sabe, a emoção do voltar
 Marujo, no silêncio do seu  mar
 Amarga  sozinho a travessia
 Vontade de um coração a soluçar

  Na brisa suave do meu mar
  Tens o olhar que precisar
  Mãos como plumas a lhe afagar
  Prossigo... na  amizade  compartilhar
  Segredos do seu barco a navegar


                          Olynda Bassan

Meu sapato e o sapato do outro










                       O meu sapato e o sapato do outro




 D           Delicia...escolher sapatos!!!!  Em cada estação do ano a procurar o conforto para os nossos pés, sustentação do nosso corpo.
    Para  escolhê-los  temos nossos critérios e um carinho enorme. Calçamos, olhamos, desfilamos em frente ao espelho, sob o olhar atento do vendedor...” será   que vai comprar?”  Já na expectativa do final do cansaço no subir e descer caixas...  UFA!!!!
                Escolher pelas cores...  de acordo com o nosso estilo. Os que não brigam com nenhuma roupa, os nudes.  Ou,  aqueles bem coloridos, contrastantes com a roupa. Só para se ter glamour. O sapatênis  para a bermuda, o sapato de verniz, de couro,  para o terno, para o smoking, para o vestido, sandálias...
               Logicamente pelo tamanho. Cada um tem seu número. Pés diferentes.  Até no mesmo número os pés não serão idênticos. Podem não se ajustarem. Histórias diversas.   Os pés  reagem de maneira diversificada, ao couro que o reveste.  Ah! tem o preço. Cada um sabe o tamanho do seu bolso. Alguns compram em dólar, outros em real e ainda outros em centavos, nos brechós  da vida. Mas... sem sapatos não ficamos.
          Pensamos na finalidade.  Esportivos,  do dia a dia,  sapatos de festa, modelos exóticos.  Alguns são leves, abertos, delicados. Outros amarrados, fechadinhos, conservando o estilo das botinhas das vovós... Semelhanças com nossas personalidades,  com o jeito de encarar a vida; será mera coincidência?
               Dizem que as mulheres não pensam muito em conforto, não.  Tentamos conciliar beleza, estilo e conforto, como não?
                Escolhemos sapatos, escolhemos ações, atitudes; assim é a nossa vida.  Isto é o viver. As escolhas fazem parte do nosso cotidiano, e carregam as suas conseqüências. Se eu escolher um sapato sem muito cuidado, sem dar-lhe a atenção merecida, aleatoriamente,  poderá apertar meu pé,  fazer bolha e estragar a festa .     
              Relacionamentos  também têm seus estilos: assertivos, raivosos, rabujentos,  comunitários, isolados, onde se vê apenas o próprio umbigo. Para se enxergar o outro, e não apenas olhar, colocar-se em seu lugar,   vestir a pele da dor e alegrias por empatia,  usamos ferramentas  auxiliares, como o auto conhecimento. Olhamos com humildade para os nossos próprios pés, antes de reparar, de julgar o do vizinho?
               Este processo é gradativo, mas não impossível.  Encontrar a marca de sapato, que melhor se ajuste aos nossos pés, pode levar um tempo.  Neste momento encantador renovamos nossa sapateira, nossa alma.
     Para se colocar  no lugar do outro se desce do salto, das certezas, do pilar da soberba.  Desatar as correias de nossas sandálias, chacoalhar para se tirar a poeira das terras  velhas, é preciso. Colocar no lugar do outro me vem a imagem  de  nos abaixamos para conversarmos  com uma criança...Ficar   do seu tamanho.
               Caberá o sapato do outro, em  pés desnudos, descalços...


                                                              Olynda Aparecida Bassan Franco








9 de nov. de 2014

O jugo é leve ( Mateus 11, 25,30)




 O amor alivia nossos ais




                                                                                                                    fonte google



            O jugo é leve


O amor alivia meus ais
Faz -me caminhar entre pedras
Sem que me firam suas arestas
Meu jugo é leve no amor que liberta
Na sabedoria humilde do que sou
. 
Minha alma silencia no murmúrio
Que se faz prece no clarear da Fé.
 A me acalmar no sopro da brisa que traz
No vazio de mim, a presença de um Pai.

Busco na fadiga, o descanso sombreado
Pelo amor, esperança, e caridade.
Cristalizo a paz de meu coração
 No amar o próximo, meu irmão
Eu, Cristo e você ... Fardo suave!
   Amém.


                                              Olynda Aparecida Bassan