4 de dez. de 2016

O inesperado

Besouro
Como pode ser tão lindo, meu besouro, vagando por estas calçadas, humildemente, sem se dar conta do quanto enfeita a vida? Lentamente mexe seus membros luminescentes azulados, como se fossem candeeiros riscando seu caminho de luz.
Sua imagem fosforescente não se apaga de minhas lembranças que me fazem leve e agradecida. Com a lente do celular sempre à mão, pude admirar por mais tempo, chegar pertinho, cristalizar o presente recebido da Mãe Natureza, na Biologia do meu Deus.
Se ainda morasse em casa eu o teria trazido para enfeitar meu chão, minhas plantas. Conversaria com você. Eu o caçaria entre as flores orvalhadas do amanhecer e cálidas no poente. Mas, não poderia o trancafiar no piso frio de um apartamento, longe do seu habitat. Eu o faria um besouro lindo, mas triste, exilado de sua terra.
Seria egoísmo meu, o querer só para mim? Não, não era esta minha intenção. Meu desejo seria de preservação. Me espinha a alma pensar que alguém possa esmagá-lo por indiferença, ou descuido.
E assim começou o meu feriado da Proclamação da República. Paro o carro em frente à casa de um amigo para buscar uma encomenda e me deparo com esse encantamento. Me apressei em voltar para a calçada. Não queria que o meu besouro fugisse. Ansiedade minha, em perpetuar o belo, porque, em seus passos lentos não iria muito longe.
Por onde anda? Gostaria de encontrá-lo novamente pelas esquinas deste mundo. Aqui, ou acolá. Não deve se ser um exemplar solitário. Espero que não esteja na lista dos animais em extinção. Uma lágrima rolaria, se assim fosse.
Será meu mascote em pensamento. Também uma oração. Um sorriso no olhar para os nossos pés; para a passarela que nos engravida de poesia em tudo que nos rodeia.
É lindo, não é?
Abraço e o desejo de um dia fosforescente,com nossa Luz própria, nos ombos da Fé, Esperança Bênçãos.
Olynda Bassan

Celebrar a vida, sempre

Na graça do Henrique, a Graça de Deus. Na vela que sopra, na bola que rola, no sorriso que brilha, a alegria da família. Celebração da vida, quando amanhece o dia é oração da alma em louvor e contentamento. Parabéns, Henrique, amor que não se finda, que o vento não leva, pois entranhado no peito está. Dois anos faz " nosso liquidificador sem tampa" espalhando brinquedos e prazeres que lavam a alma. Olhos azuis da cor do mar, nos ensina a amar a vida, os netos, a família. Obrigada José, obrigada Fernanda, ao Sim, que se renova a cada aniversário. Vivaaaaaaa o Henrique . É pic, é pic. Parabéns, Neto " maisilindo" O abraço da vovó e nele cabe priminhos, papai, mamãe, irmã, tios, avós e quem mais vier. Bênçãos, meu tesouro. Perfume das flores e o esplendor da chama neste dia. Beijo da vovó Olynda.

Doar sangue

Ontem, ainda embalada pela emoção da Cantata de Natal da USC, sempre um encantamento, publiquei esta imagem do sombreamento do que somos, na Luz interior. Escrevi o texto direto no celular. Na última palavra,,,,o apagão. Lá se foram linhas e entrelinhas....começar de noooovo.
Sabe aquela frase" tenho um sentimento" de algo que não se conseguiu fazer, de um amparo desperdiçado, de um desejo não realizado. Pois bem, eu carrego este sentimento ao assistir a Campanha de Doação de Sangue.
Dona de uma Anemia por longos e longos anos, trabalhando na brancura de um papel sem linhas nem parágrafos, pela palidez da Hemoglobina, adquiri, de graça, uma Hepatite, não menos séria que a Anemia, nas transfusões pós parto, ou, pelas injeções de Noripurum.. Sei lá. Em 1998 retornei à vida com mais alento, depois de uma histerectomia completa do útero. Era tanta alegria, tanta disposição sem esforço, que o meu desejo era me projetar na Gratidão; e de recebedora, passar a ser doadora de Sangue. Proporcionar às pessoas a chance de comemorar a segunda data de nascimento ao renascer, como eu. Partilhar o "ouvir o mundo com outros olhos", em novas descobertas.
O sentimento é estar impedida pela Hepatite. Até, tentei, mas enfim, não depende de mim, mas que eu queria, eu queria.
Benção de quem pode ser solidária com a vida que passa da mente ao coração e se entranha no próximo, até no desconhecido.
Bom dia, nos desejos que merecem ser realizados. É o Natal de todos os dias. Abraço da Olynda. na Paz do Senho da Vida

Releitura do livro " Meu Analista é um Anjo"

Paulino, como está voltando ao nosso convívio virtual ( já não era sem tempo) vou lhe contar minha experiência ao reler o livro “ Meu Analista é um Anjo".
Em 17/12/2013 entrei pela porta da Literatura do escritor Paulino Vergetti Neto, recente amigo virtual, até então. Recebi como presente seu último lançamento de 2013: a Edição da obra "Meu Analista é um Anjo" Por ele conheci a luz e a sombra do escritor, da melhor maneira: lendo-o. Este livro tem muito do escritor nas entrelinhas, no segundo romance, o da sua alma. Não me defino, mas este livro me fascinou. Eu o distribui entre meus amigos. Hoje, relendo e após uma caminhada de amizade e leitura de mais de 30 obras suas, sinto que, quem quiser conhecer alma literária de PVN terá que ler o Livro 'Meu Analista é um Anjo". Ela se expande ao infinito na paixão pela palavra. No miolo deste livro você se declara quem é, sente e vibra ao escrever. Chego a sorrir. Tenho a impressão de sentir vibrar seu peito enquanto o tece.. Sua palavra tem a força das entranhas de escritor. Emociona, amigo, tal transparência. Estou amando reler a obra que é um divisor de águas em minha vida e na sua. Por ele você foi apresentado a diferentes pessoas, que se tornaram prezadas e importantes amigas. Seu nome, sua Literatura navegando por mares desconhecidos, além do horizonte de suas praias. Viajou por outros Estados e cidades. Você fala tanto do” reolhar” o passado para entender e enfrentar o futuro. Este “reolhar” me dá mais prazer na leitura do seu texto. O “Anjo” é sentir a Filosofia, a poesia, a exímia técnica Literária de Paulino, do instigante enredo do nascer ao poente, pois a trama se tece em apenas um dia. Sua obra tem sentido nela mesma. É merecedor de toda divulgação. Releio o Anjo e rabisco ainda mais as emoções que me tocam e por certo tocaram a você, querido amigo escritor. Abraço da leitora e amiga Olynda

No adeus, minha reflexão

Nestas imagens vertem alegrias e tristezas, perdas e ganhos. Lágrimas de sabores e substâncias diferentes.
Me reportei à infância.
Morávamos na cidade de Gália, no final da Avenida São José, onde esfriava pela proximidade do Rio das Antas. Saída para o próprio sítio e dos parentes. Minha casa era a âncora para tudo que era preciso. Pouso, acolhimento nas doenças, uma paradinha para um café, almoço, banho e por aí vai. Só nós morávamos na cidade, com energia elétrica. Me lembro bem. Aos domingos a Bassanzada, os Bortolettos sitiantes vinham ouvir o jogo do Palmeiras pelo mais moderno rádio da época. Bem, o quarto tinha o vácuo do porão. Certa vez o assoalho cedeu à vibração dos pulos e gritos na marcação de um gol estratégico do Palestra. Bum..
Lá se foram meus tios, irmãos e primos para o chão batido. Depois do susto, as risadas e a promessa do meu pai de aterrar o quarto. O que foi feito. Sem o " parmeira" os italianos não ficariam.
Mas, naquela casa meu avô viveu uma das mais tristes notícia de sua vida. O time do seu amado Turim, desapareceu nas nuvens de um acidente aéreo. O lindo, elegante avô José, se prostou diante da perda na sua longínqua Itália. Chorou a morte em contrate com a alegria da vida do grito da garganta, que se desenrosca no instante do Gol. Naquele momento a garganta do meu avô pedia silêncio. Assim foi domingo. Assim está sendo hoje. Abraço na dor, irmãos enlutados. Psiu.... Psiu.. Oremos na compaixão. Olynda Bassan.

19 de out. de 2016

O gol da vitória



 O gol da vitoria


Uma pergunta que não quer se calar.
A conquista do ouro inédito no futebol, chegou pelas mãos, pela intuição, pelo corpo ágil do goleiro brasileiro, não foi, não? Sem desmerecer o valor dos batedores dos pênaltis. 
Qual é mesmo o seu nome?
Precisávamos deste grito entalado. Desta válvula para extravasar a pressão das nossas angústias, apreensões, nervosismo por tudo que nos acontece ao redor. Não só por revanche de uma derrota amarga, mas por nós mesmos. Na morte do inesquecível Sena eu dizia que o Brasil chorava por ele e pelos desencantos da própria alma.
Ontem, nossos sonhos de bem estar, de humor, de alegria explodiram no ouro, que almejamos colher nas marcas da labuta, na procura da leveza, no sentir a alma lavada.
Precisamos de tudo isto, sim.
Foi bom, foi muito bom!
Bom dia! Bênçãos neste domingo . Abraço apertado d

Perdas

É João Franco, há seis anos, "antes do combinado", passaria a viver em outra dimensão. Na esfera da eternidade. Ainda tão presente na vida de nossa família. De quantas coisas nos lembramos de você. Seu humor, seu jeito de amar, cozinhando o prato preferido de cada um. E como as netas se lembram dele. E conviveram tão pouco, mas aprenderam a amá - lo. Olhe por nós. Não se distraia, não, João Franco. Precisamos da sua coragem, da sua intensidade. Nem sempre acertou, mas foi forte . Fique em paz. Saudade.