3 de abr. de 2016

poetrix chuvas de mim










        Chuvas de mim



  É madrugada, chuva pesada
  Enigmas em minha alma
  Lava - me
   ****
  Chuva se derrama intensa
  Coração enternecido palpita
  "Alma-me"
   ****
  Gotas de cristais
  delicadas, translúcidas
  Ama-me
    ****
  Som forte das águas

  canta  meu sonho.
  Ouça -me
  ****
  Chuva, sono, um olhar...
  gosto de grafar palavras
  Inspira-me

  **** 
 Verso riscado em
 respingos de cor e rítmo
 Poetiza-me.

                      Olynda Bassan


As nuvens passam



                    As nuvens passam; passamos nós.




 Hei, cadê o ursinho que estava ali? Virou leão. Bem ali tinha um cavalo, sei que eu vi; agora enxergo um homem deitado. Ah, mas minha fadinha, com varinha de condão, está ao alcance do meu olhar. Não acredito! Se foi...não consegui nem um clic. Como tudo muda tão rápido, não é? Num piscar de olhos e " bum" o que era, não é mais. Danada esta vida. Prometo, ah, se prometo, palavra de escoteiro: arrancar a tela é me agarrar na imagem que for: cavalo, ursinho, fadinha, mas que me encha os olhos, que eu pense: isto me faz feliz! Num repente.... Bom dia, bênçãos nas nuvens que se transformam, só o AMOR de Deus é infindo. Abraço da Olynda. Opa! Mudou de nooovo rsrs
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Saudade do que não tive







   

                Saudade do que não tive




No avarandado da casa,

a brisa acaricia minha face
Fecho os olhos e tu vens.
Saudade de um rosto,
saudade de uma boca linda,
do beijo que não beijei.
Meu coração sentiu o teu
no abraço imaginado.
Tudo foi dito sem dizer.

Sim, saudade de quem
nunca me tocou a pele.
Sinto tua alma, sem estar.
Te visito em sonhos;
mais que sonhos.
Como cego te percebo e amo.
 Me  apercebo em ti,
 no adeus da lágrima

 Saudade da tua alma
 na minha alma; 
  da nossa história,
 em uníssono silêncio
 Amo o que não tive.

                                   
Olynda Bassan
                                               

Mãe, sementeira

                          

                         


                                                 Semeia flores

     
      Aquela mãe se levanta junto com o Sol que doura o mundo e dele recebe a energia para pisar o chão, que  sonha ser areia fofa e morna.
     Na folhinha pendurada na parede descascada da cozinha, os dias são riscados um a um. Seria mais um, ou menos um?   Com a xícara de café e a fatia de queijo em mãos a mulher olha pela janela e nos olhos marejados pela saudade, se lê a oração. A mãe fixa o infinito como se não houvesse nada além dela.  Cristalizado em seu olhar está o dourado da medalha reluzente  sobre peito do filho. No amor gerado no primeiro útero, a mãe enxerga o invisível e espera..espera...
            Nas suas  idas e infindas vindas ao portão da casa  ela  assola a terra, pisoteia  a grama como se fosse as uvas, no preparo  do vinho festivo. No sorriso  da alma, planta, semeia  flores; decora o caminho.
           Hoje, as flores perfumam a prece.

                                                          Olynda Bassan

Não li seu olhar





                            Não li o seu olhar



  Vejo um rosto viajador em
  imagens flutuantes nas
  nuvens inquietas.
  ****
  Nos flocos enigmáticos,
  alvo algodão, sonho com
  seu perfil contornado.
  ****
  Em que momento eu perdi, você?
  Em devaneios me distraí, sua
  despedida não percebi.
  ****
  Ausente na sua alma,
  sou morada em alma vazia.
  Seu olhar eu não li.
  ****
  Pelos céus eu persigo
  a poesia que tão perto
  esteve, e não senti.
  ****
  Quisera ouvir o seu silêncio,
  seus vazios nas entrelinhas,
  o não dito em palavras.
  ****.
  Como um fugidio poema,
  beijo a saudade em versos
  na expressão do coração.
                   Olynda Bassan

Peça rara

  




Peça rara




  Estava eu por aí,
  distraída, nem pensava
  em me apaixonar, como
  um lenço de seda pura,
  vogando ao vento.
  Olhava, mas não enxergava.
  Nem te vi.
  Como me encontrou?
  Me apanhou com o
  desejo de bordar sonhos,
  costurar ilusões, na trama
  de meus fios.
  Delicadamente em seu colo
  sou seda, resvalando
  em deslizantes amores,
  afago macio em suas mãos,
  beijo em lábios que tocam
  a textura, como se fosse peça rara.
  Um bordado, cuidado, guardado
  em teu coração relicário,
  preciosidade do amor.
 Não mais balanço ao vento...
                                                  Olynda Bassan

Páscoa, sempre

              






                          E Páscoa, sempre

   

  Feliz Páscoa
Somos passagem, transformação; andantes de uma existência onde se busca o sentido de quem somos e para onde vamos.
Somos botão trazendo em nossas pétalas fechadas uma dívida de Amor pelas graças recebidas, pelos nossos ancestrais, pela VIDA que pulsa.
Dívida de Gratidão por um Deus apaixonado, por um Cristo, sem medo, que se partiu e se repartiu no Amor supremo de entrega do seu Corpo, Alma e Espírito. Venceu a morte, e está entre nós, VIVO, em cada rosto, em cada olhar. Cristo reconciliação do humano com o divino.
As pétalas desabrocham no seu tempo, peculiaridade em encantamento de cores e aromas. Assim é festa da Páscoa.
Do botão à flor. Da cruz à Luz. Da tristeza à glória.
A caminho, sempre a caminho...da Salvação no Amor, na Fé em Deus e nas pessoas, na Esperança, nos Sonhos...
Abraço da Olynda.
olyndabassan