4 de ago. de 2019

Sete décadas, mais dois anos

Vamos completando os anos, complementado os dias, cumprindo destinos, fazendo escolhas, acertando, mesmo por linhas tortas. Vamos crescendo , amadurecendo pela ternura pela dor.
Vamos em busca da luz, diáfana, entre concreto, redes, muros do nosso espaço interior e aquele que nos rodeia.
Ser feliz ao enxergar uma nesga de claridade de cores, pelas frestas das sombras.
Trilhando a leveza, como diz minha querida amiga Eliane Scucuglia Arruda, quando nos pesam os ombros.
Ser feliz por nada e por tudo.
Aos 72 anos, ainda tanto para crescer, realizar, buscar, AMAR. Esbarrar em amigos, em pessoas que esperam solidariedade , generosidade
Ais 72 anos ainda tanto para mergulhar no amor infinito do meu Deus na espiritualidade que nos faz gente melhor. Ainda tanto para agradecer, abraçar, olhar nos olhos e registrar emoções num pedaço de papel quaisquer. É tanto tampo, ainda que seja, apenas um segundo. Deus é quem sabe.
FAMÍLIA , AMIGOS celebrem comigo, este dia. É muita alegria para uma só. Assim, comecei o MEU dia de aniversário.
Orando, escrevendo, descurtinando o amanhecer, com o meu :olho de ver". Olhar de alma. Tão simples.
Bom dia queridos leitores. Desculpa...me estendi ...É o coração pulsando.
Olynda Bassan

Há silêncio no Aeroporto

Há silêncio em Aeroportos, Estações Rodoviárias, Metrôs, multidões - o meu. Enxergo os rostos com suas expressões, vaidades, olhares de desalento, vivos, como criança arteira. Outros querendo estender o cochilo interrompido pelo ponto a ser batido. Terreno fértil para os canteiros de cronista. Em Viracopos, rumo a Maceió, com um grupo de amigos e digo, para mim, uma nova experiência me pus a observar a mudança de hábito após as "Novas regras de despacho de bagagem". Quando a lei entra pelo bolso adentro, garfando nossas parcas economias, ou salário arrochado, o desapego entra em cena. E como é difícil!!!! " Posso precisar".
Eu mesma, teria levado uma mala beeem maior. Hoje, proliferam nos salões dos aeroportos as malas de 10 kl que se encaixam nas caixas padrões . Menos peso. A coluna, os atendentes, as empresas aéreas agradecem. Menos tensões nos corredores da aeronave. Os primeiros usuários preenchiam os espaços, sem a resiliência em pensar nos últimos. Mau humor, descrença.
E nessa adaptação, ainda ouvi no meu grupo maravilhoso: minha malinha, minha mochila têm 5; 8 kl e por certo não usarei tudo. Agoraaa, outras amigas...despacharei a minha. Não sou nada básica.
É assim...dentro do novo nos acertamos em moldes inesperados . O que não se pode é deixar de viajar.
Nossa alma merece se revestir de novas roupagens de prazer , de experiência, autoconhecimento e entendimento do outro. Existe um mundo a ser desvendado em cores, sons, imagens e corações.
Ah, as histórias que ouvimos...
No silêncio...florescemos ...novas pétalas
Olynda Bassan
Membro da ABletras

O cair da tarde

É a paz da penumbra ao cair da tarde. Ela me fala. Respiro a brisa bem devagar, acompanhando o remanso das ondas silentes. Não querem burlar a quietude do entardecer
. Em Maceió, às 17h30 min já é noite
Às luzes ascendem a cidade. Paz. Abraço da Olynda

passeio ecológico

Praia"
Mirante da Sereia" - Maceió.
Caminhada ecológica. Fizemos a nossa parte. Nas miradas da Sereia, a alegria das pegadas da areia, sem tropeços em plásticos. Apenas o Sal, o Céu, o Sol de Maceió, emoldurada por coqueiros. Agora, iniciando os trabalhos. Deu sede rs

Meus passos

Um olhar...
A quem segue o meu passo, na travessia de um um mundo de encontros e imensos desencontros? De perguntas e respostas indecifráveis? Que águas enchem minhas passadas ocas, incertas, garimpando o sentido do movimento que me equilibra, apesar da onda que se quebra no ponto nevrálgico que me espinha e rasga a pele? Que milagre acontece em minhas espumas que se mantém rendadas, como delicada filigrana?
A que pastor, sigo eu? Que me chama pelo nome e conhece a minha voz e percebe os meus leves passos,?
Sim.

Ela contemplava o mar

Um olhar...
Ela contemplava o mar sem se despir de seu pudor
Secou - se ao Sol, no único prazer permitido.
Sua filha saculejava a saia, limpava o braço da areia, que lhe lixava a pele
Ela estava lá
Olynda Bassan
Comentários

De um limão, uma caipirinha

Quem tem família não morre pagão.
Sete horas de conexão? Bora passear com o sobrinho Ricardo e Andressa Barradas. De um limão se faz uma " caipiroska" rs
Tudo no inesperado, na alegria do acolhimento.. Booom né, amiga Vera. Fechando com chave de ouro a viagem a Maceió. A Lua nos banhando , a chuva nos trazendo a brisa da orla de Recife. A palavra é gratidão
Amanhã- Bauru
E viva a rotina, que nos espera