21 de fev. de 2019

Ecoando o "Alma em Versos


 Ecoando o " Alma em Versos"


Reencontro com a minha amiga Wânia Grassi. Eu, final do dia, estrada, desbotada e ela toda estilosa para receber o : Alma em Versos" na linda São João Del Rei.
Wânia é a sensibilidade e a acolhida em pessoa. Uma boa mineira.
Obrigada querida
Passamos horas de grande amizade. Abraço a Maria Carolina filha já envolta com Literatura. Espero a publicação do seu livro, menina
Que a poesia embale seus momentos e dias ...

A Lua entre frestas.


 A Lua me fascina. Minha confidente.

Entre minhas telas e frestas esguias dos prédios eu a busco, na ânsia de vê - la mais uma vez silenciosa, soberana, testemunhando olhares líricos, ecoando poesia . Alguns suspiram, sorriem e amam. Outros, na sensibilidade do amor deixam que as lágrimas salguem a saudade que o rosto não conta. Monólogo do amante, construtor de frases peroladas e foscas que escapam da solidão de uma alma que o corpo guarda.
Grávida do luar, imagina a metamorfose de seu ventre, no amanhecer dourado, do Sol que acorda . É recomeço!
Alguém já confidenciou segredos ao Sol? Da saudade do abraço que gostaria de receber? Da força da reciprocidade na amizade, na família...
Ela, suspirou a poesia da Lua, declamou o poema da sua vida e se deixou deitar na brisa da noite
Abraço da Olynda

24 de nov. de 2018

Parabéns Henrique 2018


Desculpa, meu querido. A vovó só parou agora.
Minha homenagem a você.


É pic, é pic.
Viva o Henrique.
No virar das folhas do calendário, chega o dia do neto mais novo – 21 de novembro.
Ele me disse há alguns dias:
-- Vovó, meu aniversário vai ser Verão – calor, calor.
Não foi bem assim o amanhecer. Temperatura amena, Sol meio preguiçoso, sem os grandes raios grenás e dourados, tingindo o céu de cores vibrantes, parecendo merengue lambuzando o céu. Combinaria muito com a celebração da vida do Henrique, nos seus 4 aninhos que cresce na Graça e na sabedoria.
Mas, que importa se é brisa ou vento, chuvisco ou tempestade, inverno ou verão? São sensações da pele. As quatro estações se harmonizam no coração da avó que se delicia em amanhecer em Piratininga, em olhar no olho do aniversariante, sentar-se no chão e vivenciar a emoção do instante. Nem um minuto antes ou depois – o agora. É tão bom entregar o presente desejado e o livro autografado pela autora. Vieram sementes de Ipê, ilustrando o amor da personagem pelas árvores. Nas recordações da família estarão as flores suscitando suspiros: lembra quando plantamos este Ipê? O Henrique fazia 4 anos. E você Luísa, tinha 6 anos.
Talvez tenha até uma plaquinha confeccionada pelo vovô Adão.
Amei a ideia da autora. Letras e árvores – poesia.
Outro dia o Henrique me surpreendeu. Tocando uma flauta, aproximou-se e me disse:
-- Vovó, dança.
Ô meu Deus! Aguento isso? rs
Toco a campainha com a câmara ligada. O meu desejo é registrar o olhar espontâneo de criança, a expectativa, o movimento das mãos acompanhando as pernas saltitantes. A alegria se extrapola pelos poros.
Ouço a correria. A porta custa a abrir, tamanha a pressa. É lindo!!! É a minha alma aveludada pelo amor.
Henrique, aos dois anos era um liquidificador sem tampa. Aos quatro, continua com uma energia invejável, mas já não “ toca terror” na casa.
Pensa em uma criança gostosa, alegre, com sorriso de arteiro. Ao se pronunciar o nome do Henrique ( príncipe da casa) o semblante se reveste de gratidão, de prazer, de leveza.
Amado Henrique, continue feliz. A sua alegria sempre será a nossa. A sua felicidade se expandirá como círculos de um lago. Parabéns, parabéns.
Juntos com o papai José, a mamãe Fernanda, avós, tios, primos, amigos e quem mais vier, rezemos Juntos:
Anjinho da guarda, meu amiguinho, me leve sempre para o bom caminho. Amém.
Boa noite, bença mãe, bença pai.
Beijo da vovó Olynda

Texto Atemporal - Doe Sangue

Texto Atemporal
Ontem, ainda embalada pela emoção da Cantata de Natal da USC, sempre um encantamento, publiquei esta imagem do sombreamento do que somos, na Luzinterior. Escrevi o texto direto no celular. Na última palavra,,,,o apagão. Lá se foram linhas e entrelinhas....começar de noooovo.
Sabe aquela frase" tenho um sentimento" de algo que não se conseguiu fazer, de um amparo desperdiçado, de um desejo não realizado. Pois bem, eu carrego este sentimento ao assistir a Campanha de Doação de Sangue.
Dona de uma Anemia por longos e longos anos, trabalhando na brancura de um papel sem linhas nem parágrafos, pela palidez da Hemoglobina, adquiri, de graça, uma Hepatite, não menos séria que a Anemia, nas transfusões pós parto, ou, pelas injeções de Noripurum.. Sei lá. Em 1998 retornei à vida com mais alento, depois de uma histerectomia completa do útero. Era tanta alegria, tanta disposição sem esforço, que o meu desejo era me projetar na Gratidão e de receptora passar a ser doadora de Sangue. Proporcionar às pessoas a chance de comemorar a segunda data de nascimento ao renascer, como eu. Partilhar o "ouvir o mundo com outros olhos", em novas descobertas.
O sentimento é estar impedida pela Hepatite. Até, tentei, mas enfim, não depende de mim, mas que eu queria, eu queria.
Benção de quem pode ser solidária com a vida que passa da mente ao coração e se entranha no próximo, até no desconhecido.
Bom dia, nos desejos que merecem ser realizados. É o Natal de todos os dias. Abraço da Olynda. na Paz do Senho da Vida

23 de set. de 2018

Arte como denuncia


. Sábado, dia 22/9/2018

 Arte como denúncia 


Manhã, na Estação das Artes, na própria arte.
Caminhamos pelos trilhos da História nas fotos do artista Antônio Carlos Rampazzo. Conhecer Rampazzo é entrar em contato com a Cultura, com um garimpeiro do belo. Com o seu olhar, com suas mãos, com cheiros e sabores nos revela sua essência artística. Esta corre em suas veias como sangue. Ela o nutre na inspiração no luar, nas madrugadas, no Sol do meio dia. Sua biografia nos enche os olhos de cores. Confira...
Ao percorrer o itinerário das fotos, senti a alma de um “profeta”. Em cada foto um fragmento de DENÚNCIA. O que fizeram com a nossa História? Ali não eram apenas tijolos sobrepostos, não eram trilhos em perspectivas, embora em paralelas. As telhas abrigavam nomes, pessoas, almas apaixonadas pela ferrovia, momentos de vida borbulhante, economia de um povo, embarques e desembarques, onde sorrisos e lágrimas se misturavam nas plataformas das estações.
Nas lentes de Rampazzo, reflexão, sim. Dependendo da vontade política, da cultura dos administradores das cidades, algumas estações são linhas contínuas da História, outras foram saqueadas, desmontadas pelo vento, pelas tempestades do descaso.
Parabéns, Antônio Carlos Rampazzo. Obrigada por partilhar conosco sua sensibilidade, sua indignação, sua arte, A fotografia, assim como a palavra, o pincel, a encenação, a voz... são armas que o artista usa para se inserir nos sonhos de mudança deste mundo carente de tantas ações. que nos fariam mais felizes.
Convido as escolas, ( sábado passou por lá um grupo de alunos da escola Dinâmico) para visitarem a exposição. Convido você que ama a História, o belo, a criticidade também. Prestigiem e vibrem com a arte, deste artista renomado.
Olynda Bassan

19 de set. de 2018

Um pingo pode ser uma crônica

Voltei.
Celebrando meus cinco anos de escrevinhadora, ofereço este texto aos queridos leitores que me seguem carinhosamente.
Refletindo cenas do cotidiano... Era 19 de setembro de 2013 – São Paulo.
“ E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo”. (Toquinho)
Era quinta-feira à noite. Participava de uma missa, ocupando um banco do meio da igreja para trás.
Dois bancos à frente via uma mãe com uma criança lindinha, aparentando uns dois aninhos, esperta que só ela, mais outra mulher que me parecia ser parente e duas criança maiores, 9, 10 anos,. Usavam tiaras, laços no cabelo – vaidosas. À minha esquerda, na mesma direção do grupo anterior, outra jovem mãe com uma filha loirinha de cabelos encaracolados, caprichosamente presos com um laço de fita, combinando com o vestido rosa. Linda!
O que teria de tão diferente nas duas cenas? Afinal o cenário era montado por mães e crianças – na missa.
Cena 1
A filha de uns 5 anos, a loirinha, trazia em suas mãos um tablete também rosa. De costas para o altar, sentada da maneira mais confortável possível, ou deitada, quando se cansava, absorta no seu mundinho, tendo como companhia os seus jogos. O dedinho deslizava sobre a tela que lhe iluminava o rosto. com rapidez. A mãe, em pé, olhava em direção ao altar. Uma vez ou outra se voltava para a filha. Afinal, estava quieta, não atrapalhava ninguém. Não precisava acalmar a inquietude da menina. Nem responder a tradicional pergunta: “já acabou?” “Falta muito?”. Nem sentiu a delícia da pele suave, em sua pele, os bracinhos repousados em sua cintura. Já perceberam como as crianças se aconchegam ao corpo dos pais, quando frequentam os eventos? Um grude! Em um certo momento a mãe se sentou e os cachinhos da cor dos trigais repousaram no colo materno, rapidamente. Voltava ao seu interesse maior, logo depois.
Enquanto, distraída do mundo, resolvia apenas os conflitos dos joguinhos e não nos seus, a criança lindinha de dois anos, saiu do colo da mãe, atravessou o corredor e foi se aproximando da sua vizinha. “ Criança chama criança” Olhava, sorria e nada de um olhar de volta. Não contente, entrou no vão do banco, aproximando-se ainda mais, ficando lado a lado, mas a sua presença não chamava mais atenção do que aquela tela retangular iluminada. “Que menininha séria, deve ter pensando com os seus lacinhos”. Olhou...olhou e desistiu. Voltou para o lugar de antes. Tinha mais o que fazer.
Enfim, o tempo passou, quase no final da celebração, a face rosada deixou de ser iluminada pela luz branca. A menina linda, linda se rendeu e descansou num colinho macio, com direito a cafuné.
Cena 2
Ocupavam dois bancos. As meninas maiores auxiliavam no cuidado com a pequena, pois esta, queria explorar o espaço imenso. Maior lhe parecia, no seu tamaninho. Enchiam a chuquinha de água, acompanhavam nas andanças da “pecorrucha”, uma vez ou outra conversavam, riam ao pé do ouvido, no sussurro. Estavam em uma igreja. Se passassem dos limites, a mãe olhava para trás e lhes pedia silêncio. Conflitos a serem resolvidos têm em qualquer lugar. De repente, ficavam todas em linha com as mães. Brotavam abraços, mãos roçando as costas com carinho, afagando os cabelos, ao mesmo tempo que rezavam.
A pequena, enfim, sentiu sono. Ora a mãe, ora a tia a embalavam. As primas ajeitavam o brinquedinho fofinho, para que se sentisse aconchegante em seu soninho. Recostada no ombro da mãe, adormeceu.
A família se interagia no próprio eixo de olhares e sorrisos.
Ah, acho que nem preciso dizer....
Mãos livres acolhem, sentem, tocam, descobrem, comunicam...
enxergam...
Não pensem que deixei de rezar, de louvar, agradecer, de pedir perdão. Nada disso. É que para o olhar de uma cronista – um pingo é uma crônica rs
Olynda Bassan

12 de set. de 2018

Momento especial




            
 Momento mais que especial....

Lançamento do meu Primeiro Livro..

                         
                                       " Alma em Versos"


           05/10/2018      Bauru


                   Data inesquecível