12 de ago. de 2018

Tributo à escritora Fátima Tentor Salles

       Há muito queria lhe falar, Fátima Tentor Salles.
       Amiga recente, mãe de dois filhos, sendo que um deles requer atenção específica e especial. Ao terminar a leitura do seu livro - " Entre laços, abraço" fechei meus olhos, no quarto, já em penumbra. Fechei bem devagarinho e o beijei. Senti cheiro de Amor nas páginas que degustei. Beijei como se tivesse acabado de ouvir uma palestra de uma mãe que apenas conta a cumplicidade de uma vida com o seu filho, esposo, família. Sem melodramas, sem recalques, sem queixas, mesmo não sendo uma estrada fácil de percorrer. Haja solavancos e trepidação
     Em todo tempo conecta- se ao filho, 24 horas no dia, sem " desconectar- se de si mesma" como profissional, como mulher. Beijei seu semblante de paz, acolhedor, de serenidade apesar dos conflitos, das dúvidas, dos caminhos incertos. Em qualquer atalho está o Luiz, como símbolo de amor, de coragem, de como contornar as pedras, ou a construção de um novo jeito de viver. Beijei a família que nunca está no mesmo evento, por mais significativo que seja, como no lançamento do livro, posse da Academia de Letras, porque alguém faz companhia para o Luiz. E neste entendimento, nesta partilha o amor se torna robusto, de raízes profundas.
Sim, Fátima, beijei seu livro ternamente, nos sabores de um novo olhar, nas cores do nascente e do poente dos fatos.
       Um grande abraço, na gratidão de encontrar luz em suas sombras.
Olynda Bassan

Meu livro - Alma em Versos

     Com a alma lavada no sentimento da alegria, recebo a terceira tiragem do "Alma em Versos". Que delícia! Saio da Editora Canal 6 rindo sozinha. É prazer, é gratidão que me incentivam a caminhar pelas letras.
Obrigada. Graça a você, meu amigo leitor. Graaande abraço.
Àqueles que me encomendaram, entrarei em contato. Para maiores informações, caso queiram adquirir, podem me chamar inbox. Um abraço afetuoso da Olynda



Ecoando - Dia do Escritor

Ecoando...
Hoje é o dia do escritor. Melhor jeito de celebrar ,é escrevendo. Não é não?
Da série...” Assim que eu vejo a vida”
Estar no lugar certo, na hora certa.
Desde o lançamento do livro “ Alma em Versos”, me propunha a presentear os funcionários do Condomínio Villa Verde com um exemplar.
E o tempo passou...os livros chegaram e se foram...até que nesta tiragem resolvi tomar tal atitude. Escrevi uma dedicatória pelo sorriso, pelo acolhimento e solução dos problemas de todos os dias, que nos oferecem. Gratidão.
Na guarita não estava o porteiro, nem a porteira, mas o zelador. Era na hora do almoço. Entreguei o livro, disse rapidamente do que se tratava. O livro era meu e eu os presenteava e fui saindo. Mas, o zelador puxou conversa e voltei...por duas vezes. O que o “seu” Joaquim queria me dizer era que sempre foi apaixonado por poesia. Que o livro era o melhor presente que poderia receber e foi perguntando um pouco sobre o lançamento. Seus olhos expressavam o que me dizia. Acariciando a capa do livro foi se revelando um romântico.
-- Dona, corremos tanto na vida e a gente esquece disso. Eu adoro poesia. Faz falta em nossos dias.
Que alegria, que prazer me fez sentir! Suas palavras repicaram no peito. Se fosse outra pessoa, que não gostasse tanto de poemas, talvez o recebesse, se alegrasse por ser lembrada, mas não vibraria, não teria emoção no olhar. Meu livro não seria acarinhado.
Contou-me também que recolhe os livros que são descartados por mudanças, mau estado de conservação. Cata e lê todos. Leitor, mesmo,
Na manhã seguinte eu o encontrei no corre- corre dos afazeres do Condomínio, mas com um tempinho para falarmos sobre a poesia do cotidiano, da Natureza. E até da piscina surge a poesia, a crônica...e assim foi.
Antes de compartilhar o “Alma em Versos” com os demais funcionários, o levou para casa. Está lendo bem devagar, como seu filho de 24 anos também. Comenta com a mulher. Um pequeno” círculo de poesia” doméstico. Ô coisa boa!
Existe momento mais feliz? Ouvir o ecoar de seus escritos aqui e acolá, sentir o sabor das palavras de quem o lê, deixa o autor agradecido, em êxtase. Valeu a pena!
Obrigada “seu” Joaquim. Não perca nunca seu lirismo no “ Olhar do “ Cotidiano”. Assim somos e fazemos deste mundo um canto mais suave.
Tinha que ser o senhor ...
Olynda Bassan

Dia dos avós

       No meu canto em meio lembranças, livros e escritos, gratidão e na imensa alegria brindo o " Dia dos Avós". Dia de Sant' Ana, avó de Jesus. 
     Como será que foi ser avós de Jesus? Eu sei como ser avó de Maria Eduarda, Valentine, Luisa, Henrique. 
    Meu Deus do céu, é gratificante, é felicidade demais, é Louvor. É luz, é continuidade do amor gerado em meu ventre sacralizado. Obrigada Família da Path, da Elô, do José. Tim Tim. Amoooooo de paixão. Fico tão, tão feliz quando posso ficar por horas, quando os papais me solicitam. Meus pais olharam pelos meus filhos, hoje, um olhar aos meus netos. Uma prece por vocês, que me fizeram avó.
Beijos, beijos. Vovó Olynda

E a lua se foi





       Manhã de domingo, leve friozinho e o Sol nascendo em um vermelho intenso, mesclando céu e terra.
      E a Lua, sem pressa, ainda permanece cheia de encantamento dos mistérios e segredos da noite. Um espetáculo que nos dá um bom - dia com alento.
      Outra cena admirável foi percorrer a Avenida Nações Unidas, nosso cartão Postal, sem um papel, sequer um descartável sujando o gramado, o asfalto, depois de uma festa. Que logística a Prefeitura adotou? Esta limpeza se repetirá em outros dias do Aniversário de Bauru? Nos anos anteriores a crítica quanto à sujeira, foi ferrenha. Eu mesma vi a luta insana do pessoal da limpeza,em tempo real, tentando manter o espaço limpo, com pás, vassouras e lixeiras enormes. O lixo de cada um era depositado ao lado e nunca nunca dentro.
Muito me alegraria se o povo colocasse o lixo no lixo, mas ainda é um sonho. Bem, não sei como serão as demais manhãs. Por hoje - fica o meu elogio.
E a Lua se foi...
                                                   Bom dia !

O melhor da vida


                                                             O melhor da vida


Eu construí caixas sombreadas,
onde presente e passado entrevados
adormecem.

Vasculhei o interior com mãos inquietas
e seus bilhetes de amor
amarrotados, não mais estão.

Na ausência da paixão em palavras,
ouço nossa música não tocada na
lembrança de um poente.

O amor se foi como um trem
no silêncio de seu sino, no 
desvio de seus trilhos.

No vazio, restou-me a fumaça que o céu aspira
e me foge do olhar.

No embarque e desembarque,
nas abas abertas – meu presente desperta. 
Pareio de minha alma amante, da 
vida em atalhos.

Sofro saudade e sigo no pêndulo
do tempo. 
Tempo “ do melhor da vida – ela mesma”.

Blim blom...blim... blom...
Olynda Bassan

Olhar sensível

A sensibilidade da Maria Eduarda, na sala, de repente, no soslaio de um olhar me chama:
VÓ, VÓ, corre...Olha o seu quarto! Está rosa. Que lindo! Além da suave cor, tinha no teto o reflexo do movimento das águas da piscina. O Sol aquecia o edredom e lhe roubava a cor para embelezar as paredes frias, pálidas. Tão simples e tão belo no olhar que enxerga além.
Gratidão, minha neta
Olynda Bassan. .