7 de mai. de 2015

Nasce uma orquídea








Booom dia!!!
Pense em uma mulher feliz! Pela primeira vez, orquídeas florescem em minha casa.
Despertam do sono da espera. Neste meu cantinho de " recuerdos", da minha história de vida, os símbolos falam. "Do visível ao invisível". Na mesma terra, raízes e caules comuns à única seiva, cada flor desabrocha ao seu tempo de maturação. É o tempo da natureza, de Deus. Na beleza do " SER" há botões e flores. Não desprezemos os botões. Eles ainda escondem cores.
No caminho à luz nos foi inevitável viver o esplendor da vela, do romântico lampião, a descoberta da lâmpada incandescente, fluorescente....LED... Dar sentido à cada minuto da espera nos dá a certeza da colheita, como a florista abraçada ao ramalhete de rosas e espinhos. Deus nos fortaleça. Somos flores e botões... Abraço da Olynda







Mampituba, um rio em poema

                    








           Mampituba. Um rio em poema


     Sonhos pontuam meu caminho.
     No tempo que passa,  em terras distantes,
     Anseio encontrar-me nas águas do Mampituba
     Na linha tênue do horizonte
     Imagino suas águas beijando o céu
     Embrulhados em laços do arco-íris.
     Sonho em certa tarde de inverno... um sarau
     Envoltos em echarpes e poemas
     Sentindo a magia do rio, o crepitar da lenha
     Amigos que se buscam, se aquecem
     No calor, no sabor de café e mate
     Bolos  e pães... abraço  no meio da tarde.
     Declamem as curvas do Mampituba
     Névoa em mistérios do que virá: esperanças
     Pampas em flores, enigmas, desassossego,
     Amores, desamores. Cortina entreaberta
     Cantem a beleza do nascente ao poente
     Nas cores luzentes do deslumbramento     
    A oração no silêncio da natureza, que fala...
    Do deserto e do oásis da nossa alma
    Mampituba meu rio, vida deste lugar
    Em ti, quero  rabiscar  os meus versos.

                                              Olynda Bassan







14 de abr. de 2015

Verdadeiro eu...



Perdido nos meus rabiscos...


         Desejaria ter o lirismo do poeta, ainda que em versos quebrados, cantar aos quatro cantos, a alegria de me redescobrir; de mergulhar no interior do meu interior e resgatar o meu verdadeiro "eu". Feliz, plena, de não me sentir solitária, em meio a uma multidão, ou no caminho onde só eu me enxergo. O mais...será acréscimo do que sou.....
Na liberdade de escolha, posso ser feliz companheira de ti, ou companheira de mim,
Eu, moldura de sonhos..aprendi...
Boa noite. Bons sonhos Olynda

se faz luz

 Pensamentos


     Em mentes pessimistas sonhos se represam. Nas otimistas escorrem em cascata e se faz luz.
     Abrindo as comportas...
     Bom dia. Na luz de cada um


                                         Olynda.

Noite vira dia....


                Noite vira dia...






                                                                                                                                                                                                                  

                                                             


 Nos espinhos que espetam a carne
 No desassossego da alma
 Noite vira dia..
 ****
 Madrugada... parto de luz
 Palavras já em dor
 Suplicam por nascer
 ****
 Negritude, riscos de luz
 A casa dorme...vultos
 Grafite...papel em branco
 ****
 Escrevo, escrevo...
 Traços fortes, rápidos
 Catarse... sofreguidão
 ****
 Palavras! Explodem!
 Na poesia me jogo
 Noite na alma, chora
 ****
 Na aflição intraduzível
 Não sei quantos anos tenho, eu
 Nem minha alma
 ****
 Sinto... não  sei o quê.
 Nem o que vivo
 Não me explico
 ****
 Luz artificial ilumina
 Meu   quarto solidão
 Real é a névoa
 ****
 Apago a luz... véu  opaco
 A dor não se acanha
 Faz ninho em mim... segredo.

       


olyndabassan

27 de mar. de 2015

Cortinas se fecham

                 

                       Fecham-se as cortinas...


Diante da imagem de uma  linda cortina, anunciando o final do dia, o poeta José Estanislau Filho, nos convidou a escrever sobre o tema, como desafio. Resolvi encarar a proposta. Publico o poetrix


                   Fecham –se as cortinas...




  Colunas de luz

  Poente em dourado
  Penumbra ...
  ****
  Olhares imantados
  Mãos que se buscam
  Acordes em desejo
  ****
  Falas de amor...
  Deixo-me tocar
  Nas notas de você
  ****
  Rítmo que enlouquece
  desnuda, me despe
  de mim mesma
  ****
  Seu olhar se faz mão..


  Desliza em espumas de carícias

  Alisa corpo e alma
  Beleza nua, em harmonia
   ****
  Linda! Mulher!
  Segredos se “descortinam”
  Em sensual melodia
  ****
  Seu olhar se faz boca...


  Beijos em delícias

  Canto tão meu, tão seu
  Tão íntimo
  ****
  Penumbra...
  Corpos dourados , extasiados
  Volúpia de prazer! Sinfonia
                                                                                                                olyndabassan

No azul do meu olhar

                          

No azul do meu olhar

     



 Navega amor, no silêncio

  Das águas do meu olhar
  No azul mar, ondas
  Mansas a quebrar
  É canto  da minha paz



  Emoções em profusão

  No meu corpo canção
  Minha alma  ama...
  É só dançar, brincar
  No braço deste mar


  Meu devaneio ao luar

  Na penumbra, desejos...
  Bailo calma em ti
  Baila amor em mim


  Na sedução anil

  Visto- me  de cristais  azuis
  À espera de sua luz
  Refletida em arco- íris
  Beijando  espumas das águas
  No prisma do meu olhar

olyndabassan