Pensamentos
Em mentes pessimistas sonhos se represam. Nas otimistas escorrem em cascata e se faz luz.
Abrindo as comportas...
Bom dia. Na luz de cada um
Olynda.
14 de abr. de 2015
Noite vira dia....
Noite vira dia...
Nos espinhos que espetam a carne
No desassossego da alma
Noite vira dia..
****
Madrugada... parto de luz
Palavras já em dor
Suplicam por nascer
****
Negritude, riscos de luz
A casa dorme...vultos
Grafite...papel em branco
****
Escrevo, escrevo...
Traços fortes, rápidos
Catarse... sofreguidão
****
Palavras! Explodem!
Na poesia me jogo
Noite na alma, chora
****
Na aflição intraduzível
Não sei quantos anos tenho, eu
Nem minha alma
****
Sinto... não sei o quê.
Nem o que vivo
Não me explico
****
Luz artificial ilumina
Meu quarto solidão
Real é a névoa
****
Apago a luz... véu opaco
A dor não se acanha
Faz ninho em mim... segredo.
olyndabassan
27 de mar. de 2015
Cortinas se fecham
Fecham-se as cortinas...
Diante da imagem de uma linda cortina, anunciando o final do dia, o poeta José Estanislau Filho, nos convidou a escrever sobre o tema, como desafio. Resolvi encarar a proposta. Publico o poetrix
Fecham –se as cortinas...
Colunas de luz
Poente em dourado
Penumbra ...
****
Olhares imantados
Mãos que se buscam
Acordes em desejo
****
Falas de amor...
Deixo-me tocar
Nas notas de você
****
Rítmo que enlouquece
desnuda, me despe
de mim mesma
****
Seu olhar se faz mão..
Desliza em espumas de carícias
Alisa corpo e alma
Beleza nua, em harmonia
****
Linda! Mulher!
Segredos se “descortinam”
Em sensual melodia
****
Seu olhar se faz boca...
Beijos em delícias
Canto tão meu, tão seu
Tão íntimo
****
Penumbra...
Corpos dourados , extasiados
Volúpia de prazer! Sinfonia
olyndabassan
Diante da imagem de uma linda cortina, anunciando o final do dia, o poeta José Estanislau Filho, nos convidou a escrever sobre o tema, como desafio. Resolvi encarar a proposta. Publico o poetrix
Fecham –se as cortinas...
Colunas de luz
Poente em dourado
Penumbra ...
****
Olhares imantados
Mãos que se buscam
Acordes em desejo
****
Falas de amor...
Deixo-me tocar
Nas notas de você
****
Rítmo que enlouquece
desnuda, me despe
de mim mesma
****
Seu olhar se faz mão..
Desliza em espumas de carícias
Alisa corpo e alma
Beleza nua, em harmonia
****
Linda! Mulher!
Segredos se “descortinam”
Em sensual melodia
****
Seu olhar se faz boca...
Beijos em delícias
Canto tão meu, tão seu
Tão íntimo
****
Penumbra...
Corpos dourados , extasiados
Volúpia de prazer! Sinfonia
No azul do meu olhar
No azul do meu olhar
Navega amor, no silêncio
Das águas do meu olhar
No azul mar, ondas
Mansas a quebrar
É canto da minha paz
Emoções em profusão
No meu corpo canção
Minha alma ama...
É só dançar, brincar
No braço deste mar
Meu devaneio ao luar
Na penumbra, desejos...
Bailo calma em ti
Baila amor em mim
Na sedução anil
Visto- me de cristais azuis
À espera de sua luz
Refletida em arco- íris
Beijando espumas das águas
No prisma do meu olhar
olyndabassan
Chuvas de mim
O galo não canta, mas o Poetrix me acorda.
Chuvas de mim
É madrugada, chuva pesada
Enigmas em minha alma
Lava - me
****
Chuva se derrama intensa
Coração intenso palpita
"Alma-me"
****
Gotas em cristais
Delicadas, translúcidas
Cristalizam - me em amor.
****
Som forte, águas de fevereiro
De esperança, desejos...
Encharca meu chão.
****
Chuva, sono, um olhar...
Entrelaçados no gosto
De grafar palavras
Olynda Bassan
Somos...um dia.
Somos..." um dia"
Reflexão....
Somos "um dia"...
No final da tarde, saindo para uma reunião vislumbro um pôr do sol único, dourado, sem uma nuvem para lhe tirar o esplendor.Difundia ouro para todo o universo dos meus olhos. Tendo a tecnologia à serviço das minhas emoções cristalizei aquele momento em que eu não poderia pensar...um dia eu fotografo. Não teria jamais o dourado do astro Sol que se despedia.
Entre legumes e frutas, eu me encontro com um amigo sem brilho no olhar. Depois do abraço lhe pergunto: Está triste? "um pouco". Quer falar da sua tristeza? " um dia eu lhe conto", com sorriso amarelo e ainda cabisbaixo. Que pena! Deixou passar uma partilha, um abrir o coração que nos alivia a angustia. Uma pausa para ser amado. Fui me enveredando pelas gôndolas e refletindo..." Somos, um dia". Três palavras que tocaram minha alma. O porquê, não sei bem.
Nós postergamos momentos felizes porque um dia seremos... Não tomamos decisões que nos dariam paz, porque temos o amanhã. Temos mesmo? Somos senhores do tempo? O perdão nos concederia leveza, mais saúde física, espiritual...um dia quem sabe... Hoje está frio, está calor demais, outro dia começo academia, a caminhar. Amanhã rezarei. Depois procuro pelo espírito Ah... o sempre o depois.
Um afeto, uma palavra carinhosa, um olhar doce naquele momento teria salvo um relacionamento, de amor, de amizade.
Uma viagem mudaria meu foco na vida. Desprendimento, alegria, conhecimento, amizades, deslumbramento pela criação de um Deus que me ama. Eu O amaria em cada fragmento do Universo.
O filho passa mais de 20 anos com desejo de conversar com o pai, que se distanciou por uma traição, não perdoada, um diiaaa o procuro. E chorou no dia da sua morte.
Se me levanto com ideias, emoções querendo nascer, explodindo em meu peito, a casa fica para depois... ( como agora rs) sentimentos passam...um dia não existe... "E a hora do parto, tem que se respeitar" deixar nascer.
Se eu tivesse dito sim. Se eu tivesse dito não... Um dia...
(fragmento da crônica..."Somos um dia")
Somos "um dia"...
No final da tarde, saindo para uma reunião vislumbro um pôr do sol único, dourado, sem uma nuvem para lhe tirar o esplendor.Difundia ouro para todo o universo dos meus olhos. Tendo a tecnologia à serviço das minhas emoções cristalizei aquele momento em que eu não poderia pensar...um dia eu fotografo. Não teria jamais o dourado do astro Sol que se despedia.
Entre legumes e frutas, eu me encontro com um amigo sem brilho no olhar. Depois do abraço lhe pergunto: Está triste? "um pouco". Quer falar da sua tristeza? " um dia eu lhe conto", com sorriso amarelo e ainda cabisbaixo. Que pena! Deixou passar uma partilha, um abrir o coração que nos alivia a angustia. Uma pausa para ser amado. Fui me enveredando pelas gôndolas e refletindo..." Somos, um dia". Três palavras que tocaram minha alma. O porquê, não sei bem.
Nós postergamos momentos felizes porque um dia seremos... Não tomamos decisões que nos dariam paz, porque temos o amanhã. Temos mesmo? Somos senhores do tempo? O perdão nos concederia leveza, mais saúde física, espiritual...um dia quem sabe... Hoje está frio, está calor demais, outro dia começo academia, a caminhar. Amanhã rezarei. Depois procuro pelo espírito Ah... o sempre o depois.
Um afeto, uma palavra carinhosa, um olhar doce naquele momento teria salvo um relacionamento, de amor, de amizade.
Uma viagem mudaria meu foco na vida. Desprendimento, alegria, conhecimento, amizades, deslumbramento pela criação de um Deus que me ama. Eu O amaria em cada fragmento do Universo.
O filho passa mais de 20 anos com desejo de conversar com o pai, que se distanciou por uma traição, não perdoada, um diiaaa o procuro. E chorou no dia da sua morte.
Se me levanto com ideias, emoções querendo nascer, explodindo em meu peito, a casa fica para depois... ( como agora rs) sentimentos passam...um dia não existe... "E a hora do parto, tem que se respeitar" deixar nascer.
Se eu tivesse dito sim. Se eu tivesse dito não... Um dia...
(fragmento da crônica..."Somos um dia")
olyndabassan
"Uma cama sem limites" Paulino Vergetti Neto
Resenha do Livro “Numa cama sem limites” de Paulino Vergetti Neto
Uma resenha espontânea, sem crivo e conhecimento do autor. Sensações, reflexões sobre um bom livro, uma boa leitura.
Eu a escrevo com palavras e sentimentos que são alma e coração. Nada técnico. Palavras!!! Quando as quero plenas elas me parecem frias e vazias no muito que gostaria de dizer desta obra de Paulino Vergetti Neto. Eu a ofereço como um “mimo”, querido amigo. É sempre um prazer saborear seus escritos
Tive o privilégio de ser a primeira a ler o “Numa cama sem limites”.
Paulino Vergetti Neto escritor com estilo próprio, corajoso, desafiador, desafiante, que se lança de corpo e alma a projetos onde o entendimento da alma dos personagens sempre será o cerne do enredo. Deixa “ o que vão falar” em nome da ousadia de provocar reflexões sobre o comportamento humano “santo e pecador” nos meandros de suas sombras e luzes, uma das características pontuais em suas obras. Constantemente resgata a alma em seus transes, doentes, e a quer feliz. O romancista tem a sensibilidade que nos comove e constrói.
Em seu mais novo lançamento” Numa cama sem limites” foi fiel ao título. Ele o teceu sem limites, sem preconceitos, sem sombreamento nas palavras na volúpia de seus personagens. Um livro erótico, o qual descreve com todos os is, esses e erres o relacionamento sedução na “linguagem” erótica, nada angelical contextualizada na história, instigante, provocativa. Quando pensamos que já vimos de tudo, ele nos surpreende com fatos novos, inenarráveis neste espaço. No avançar da leitura desvendamos em seus personagens o amor “ágape” bem como o filos, exacerbados na mesma medida. Se assim não fosse, não seria obra de Vergetti. Leitor de nossos silêncios, de nossas almas, de nossos desejos. Digo que ele é um garimpeiro de sentimentos.
Paulino vai tocando o corpo, dilatando os poros onde vertem as mais inusitadas, arrojadas fantasias sexuais entre os casais, suas trocas de parceiros, numa pretensa liberdade consentida entre os envolvidos, às claras, em confiança mútua. No palco, do teatro ficção, se apresenta a natureza humana, com todas as emoções desconcertantes, que transcendem à razão “ do pacato cidadão”.
Vem à tona o conflito entre ser conservador nos costumes, valores caseiros enraizados na criação familiar, religião, crenças quanto ao que nos faz feliz e, entre o vale tudo para conquistá-la. Qual é o limite deste voo, para que não nos percamos da referência do que somos, em nome da modernidade. A leitura de “Numa cama sem limites” será provocador neste sentido. Não seremos os mesmos depois de bebermos sua essência, além do erótico. O autor não se coloca no status “assexuado” diante do romance. Ele se desnuda, como em outros romances de sua autoria e partilha sua experiência de prazer ao escrevê-lo, estimulando o leitor a sentir o mesmo, a se conhecer. Espírito, corpo, psíquico, humano, divino. Somos tudo isto. Como negar? Cada um expressado em sua singular linguagem. Assim os personagens vão construindo suas histórias.
O romancista Paulino além do sexo insaciável de seus personagens, nos presenteia páginas e páginas onde o sexo forte e contundente, cede espaço ao amor, reflexão,descrito em frases poemas, nas quais afloram emoções, ternura, como estas.´: “ O amor consegue juntar as pessoas e é difícil separá-las. O prazer de servir e ser servido chega com força da cumplicidade e a mulher olha o homem e ele retorna o olhar e procuram ser felizes”... “ Minha mulher era a minha outra alma.” E assim vai nos encantando.
Na segunda parte do livro, em um rico apelo psicológico, relata a esquizofrenia de uma das personagens com muita doçura, compaixão, quando ela sai de si mesma, dando espaço à doença que a consome, a desestrutura como mulher, como ser pensante, não mais a possibilitando que ame seu marido com todas as suas forças de amante. Ela é o seu próprio mundo desabando. Na solidão de si mesma ela diz à sua mãe. “ Mãe às vezes eu me acho tão sozinha que eu até procurando minha alma eu não a encontro e por isso procuro o meu corpo. Esse eu sempre acho”. “Na minha doença desaprendo de viver.” O marido desolado, sofre, pois o “amor não suporta a decadência do ente querido”. Neste episódio dolorido o autor questiona até que ponto a violação dos nossos princípios; nossa mente suporta. Não seria peso demais para os nossos ombros? Transformar -se a partir de coerências e respeito pelo nosso verdadeiro “eu”. O “eu” da nossa essência o “eu” do equilíbrio: mente, coração, emoção, razão. O desafio de todos os dias. Paulino faz isto com maestria e nos põe a pensar nas desconstruções e reconstruções de nossas casas interiores. Que viga angular a personagem não deveria ter derrubado. Há enigmas entre o passado e o presente, como um labirinto desenhado no baú desconhecido do nosso inconsciente. Lendo o livro o leitor tomará ciência do fato que a fez desmoronar bem como seu desalento perene.
Interessante o jeito de escrever de Paulino Vergetti Neto. Ele vai tramando, onipresente, um diálogo entre o autor, narrador e leitor sem perder a cadência da história, sem quebrar o ritmo, a sonoridade do enredo. Ele resgata o leitor do sofá e o coloca dentro do livro, num acolhimento singular, fazendo-o próximo de si. Dá vontade de responder às suas indagações,manter um bate papo.. então... Paulino....rssr
“Numa cama sem limites” prende, fascina o leitor ao saboreá-lo. Há de ser lido sem preconceitos, sem o julgar por julgar, numa ficção onde se enxerga além das palavras, além da propositura natural de um livro erótico. Nele há o SER pleno com desejos desenfreados de alguns, comedidos de outros .O ser humano não se repete, nem a ele próprio. A ação dos personagens jamais faríamos por princípios, pelo jeito de enxergar a vida, por instintos morais, valores, mas pertencem a eles. No VER validei meus sentimentos, não os reprimi. No JULGAR eu o li como leitora. Deixei a Olynda mulher do lado de fora. Sentei-me na plateia, e não perdi uma cena da peça bem escrita e produzida. No AGIR A este eu risco a estrada com o prazer na verdade que me convier.
‘Numa cama sem limites”, um livro tecido com esmero, cuidado, carinho de um escritor perfeccionista em respeito aos seus leitores. Este é Paulino Vergetti Neto. Nesta primeira leitura muito refleti, muito questionei, emocionei-me, me senti algumas vezes.
Sucesso amigo Vergetti. Nós leitores seremos gratos por mais uma obra enriquecedora da Literatura Brasileira. Enriquecedora de nós mesmos.
Olynda Ap. Bassan Franco
Uma resenha espontânea, sem crivo e conhecimento do autor. Sensações, reflexões sobre um bom livro, uma boa leitura.
Eu a escrevo com palavras e sentimentos que são alma e coração. Nada técnico. Palavras!!! Quando as quero plenas elas me parecem frias e vazias no muito que gostaria de dizer desta obra de Paulino Vergetti Neto. Eu a ofereço como um “mimo”, querido amigo. É sempre um prazer saborear seus escritos
Tive o privilégio de ser a primeira a ler o “Numa cama sem limites”.
Paulino Vergetti Neto escritor com estilo próprio, corajoso, desafiador, desafiante, que se lança de corpo e alma a projetos onde o entendimento da alma dos personagens sempre será o cerne do enredo. Deixa “ o que vão falar” em nome da ousadia de provocar reflexões sobre o comportamento humano “santo e pecador” nos meandros de suas sombras e luzes, uma das características pontuais em suas obras. Constantemente resgata a alma em seus transes, doentes, e a quer feliz. O romancista tem a sensibilidade que nos comove e constrói.
Em seu mais novo lançamento” Numa cama sem limites” foi fiel ao título. Ele o teceu sem limites, sem preconceitos, sem sombreamento nas palavras na volúpia de seus personagens. Um livro erótico, o qual descreve com todos os is, esses e erres o relacionamento sedução na “linguagem” erótica, nada angelical contextualizada na história, instigante, provocativa. Quando pensamos que já vimos de tudo, ele nos surpreende com fatos novos, inenarráveis neste espaço. No avançar da leitura desvendamos em seus personagens o amor “ágape” bem como o filos, exacerbados na mesma medida. Se assim não fosse, não seria obra de Vergetti. Leitor de nossos silêncios, de nossas almas, de nossos desejos. Digo que ele é um garimpeiro de sentimentos.
Paulino vai tocando o corpo, dilatando os poros onde vertem as mais inusitadas, arrojadas fantasias sexuais entre os casais, suas trocas de parceiros, numa pretensa liberdade consentida entre os envolvidos, às claras, em confiança mútua. No palco, do teatro ficção, se apresenta a natureza humana, com todas as emoções desconcertantes, que transcendem à razão “ do pacato cidadão”.
Vem à tona o conflito entre ser conservador nos costumes, valores caseiros enraizados na criação familiar, religião, crenças quanto ao que nos faz feliz e, entre o vale tudo para conquistá-la. Qual é o limite deste voo, para que não nos percamos da referência do que somos, em nome da modernidade. A leitura de “Numa cama sem limites” será provocador neste sentido. Não seremos os mesmos depois de bebermos sua essência, além do erótico. O autor não se coloca no status “assexuado” diante do romance. Ele se desnuda, como em outros romances de sua autoria e partilha sua experiência de prazer ao escrevê-lo, estimulando o leitor a sentir o mesmo, a se conhecer. Espírito, corpo, psíquico, humano, divino. Somos tudo isto. Como negar? Cada um expressado em sua singular linguagem. Assim os personagens vão construindo suas histórias.
O romancista Paulino além do sexo insaciável de seus personagens, nos presenteia páginas e páginas onde o sexo forte e contundente, cede espaço ao amor, reflexão,descrito em frases poemas, nas quais afloram emoções, ternura, como estas.´: “ O amor consegue juntar as pessoas e é difícil separá-las. O prazer de servir e ser servido chega com força da cumplicidade e a mulher olha o homem e ele retorna o olhar e procuram ser felizes”... “ Minha mulher era a minha outra alma.” E assim vai nos encantando.
Na segunda parte do livro, em um rico apelo psicológico, relata a esquizofrenia de uma das personagens com muita doçura, compaixão, quando ela sai de si mesma, dando espaço à doença que a consome, a desestrutura como mulher, como ser pensante, não mais a possibilitando que ame seu marido com todas as suas forças de amante. Ela é o seu próprio mundo desabando. Na solidão de si mesma ela diz à sua mãe. “ Mãe às vezes eu me acho tão sozinha que eu até procurando minha alma eu não a encontro e por isso procuro o meu corpo. Esse eu sempre acho”. “Na minha doença desaprendo de viver.” O marido desolado, sofre, pois o “amor não suporta a decadência do ente querido”. Neste episódio dolorido o autor questiona até que ponto a violação dos nossos princípios; nossa mente suporta. Não seria peso demais para os nossos ombros? Transformar -se a partir de coerências e respeito pelo nosso verdadeiro “eu”. O “eu” da nossa essência o “eu” do equilíbrio: mente, coração, emoção, razão. O desafio de todos os dias. Paulino faz isto com maestria e nos põe a pensar nas desconstruções e reconstruções de nossas casas interiores. Que viga angular a personagem não deveria ter derrubado. Há enigmas entre o passado e o presente, como um labirinto desenhado no baú desconhecido do nosso inconsciente. Lendo o livro o leitor tomará ciência do fato que a fez desmoronar bem como seu desalento perene.
Interessante o jeito de escrever de Paulino Vergetti Neto. Ele vai tramando, onipresente, um diálogo entre o autor, narrador e leitor sem perder a cadência da história, sem quebrar o ritmo, a sonoridade do enredo. Ele resgata o leitor do sofá e o coloca dentro do livro, num acolhimento singular, fazendo-o próximo de si. Dá vontade de responder às suas indagações,manter um bate papo.. então... Paulino....rssr
“Numa cama sem limites” prende, fascina o leitor ao saboreá-lo. Há de ser lido sem preconceitos, sem o julgar por julgar, numa ficção onde se enxerga além das palavras, além da propositura natural de um livro erótico. Nele há o SER pleno com desejos desenfreados de alguns, comedidos de outros .O ser humano não se repete, nem a ele próprio. A ação dos personagens jamais faríamos por princípios, pelo jeito de enxergar a vida, por instintos morais, valores, mas pertencem a eles. No VER validei meus sentimentos, não os reprimi. No JULGAR eu o li como leitora. Deixei a Olynda mulher do lado de fora. Sentei-me na plateia, e não perdi uma cena da peça bem escrita e produzida. No AGIR A este eu risco a estrada com o prazer na verdade que me convier.
‘Numa cama sem limites”, um livro tecido com esmero, cuidado, carinho de um escritor perfeccionista em respeito aos seus leitores. Este é Paulino Vergetti Neto. Nesta primeira leitura muito refleti, muito questionei, emocionei-me, me senti algumas vezes.
Sucesso amigo Vergetti. Nós leitores seremos gratos por mais uma obra enriquecedora da Literatura Brasileira. Enriquecedora de nós mesmos.
Olynda Ap. Bassan Franco
olyndabassan
Enviado por olyndabassan em 12/01/2015
Código do texto: T5098777
Classificação de conteúdo: segu
Código do texto: T5098777
Classificação de conteúdo: segu
Assinar:
Postagens (Atom)



