11 de ago. de 2014

Outono



    


      
                                               fonte google




        Queridos amigos, senti a necessidade de retornar às minhas crônicas. Sem explicações aparentes rondaram  em  minha mente e coração, “ensaios de poesias”. Elas foram aflorando, aflorando, e eu apenas registrando palavras que minha alma me ditava.
  Outro desejo foi ler, ler, ler. Alimentar-me para continuar esta aventura da qual lhes falo e me exponho.
  Nos últimos meses vivi experiências de alegria, de desafios, do novo, os quais valorizaram, engrandeceram  a estação do outono, na qual eu me encontro.
 Assim como a Natureza, nossa vida se veste das 4 estações e nelas moram não só a nossa alma, mas o nosso cérebro, o qual vai nos fornecendo informações como bem aproveitar cada estação, com todo o seu encantamento.
   A primavera onde tudo é força, impulso. Os brotos da flor rompem com a energia da seiva da vida. Está tudo por construir, por conquistar. O mundo nos espera. As chuvas são mansas, a brisa vem de leve, não querendo estragar as tenras flores que estão começando a desabrochar.
  Ah..o Verão... vem com o Sol, com o dourado das conquistas, dos afazeres, da economia ativa, casamento, filhos... Chegam as chuvas torrenciais, passageiras, ou intermitentes,  encharcando os prados, a relva, lameando as estradas. Prenuncio de nossa luta diária, pela sobrevivência do humano, da alma. A luta pelo emprego, pelo carro, pela casa. O tempo é de se fazer... edificar  prédios,  alicerçados na vontade, no caráter, nos valores, no abrigo para as próximas estações. Desafios  surgem aos jovens casais, inexperientes em conciliar família e trabalho, para que os valores não se invertam, para que a atmosfera de amor envolva a casa, se fazendo lar.
Mas o tempo, não nos espera, não pára. E neste corre-corre, chega, sem que percebamos a fase do outono, onde a beleza da Natureza muda de cor, de intensidade. O vento sopra, baila , derruba de um jeito charmoso  as folhas coloridas do alaranjado ao rubro; caem, e vão tapeteando as calçadas, as ruas e jardins. Senão está presente a beleza das copas verdejantes das árvores., das flores do alto, tem –se  o encantamento do espetáculo de multicores, de quem já pisa em folhas secas, com ruídos característicos, em terra firme, com mais humildade, olhando seus pés,  suas raízes fincadas  durante uma vida. De repente, neste outono se vislumbra uma sempre- viva vermelha, rosa, amarela, surgindo na fresta de uma calçada de pedra, num orifício de um muro com seus descascados e musgos. Vem linda, imponente, querendo dizer, eis- me aqui... Tenho sim meu lugar neste mundo de mil cores, brilhos e sombras.
  A exemplo desta sempre-viva, ao chegarmos na  estação do Outono, o nosso cérebro nos dá condições físicas para que façamos as nossas escolhas, terra fértil, onde renascem esperanças, sonhos, desafios, aqui, acolá, nas frestas regadas pela chuva de verão.  Tempo de se caminhar com pessoas afinadas, com nossos desejos de vida, que nos dão prazer. Não com pessoas que insistem em se  lembrarem  apenas, “das tardes de domingo, velhos tempos, belos dias”, foram;  não mais existem. A festa de hoje também será recordação, amanhã. Pessoas que entendem a fugacidade do tempo, os fatos inevitáveis, a falácia... Pois, sim,  não sejamos modorrentas, ainda é outono, há folhas, flores, com cores intensas, fortes,” bordadura de nossos canteiros, ainda viçosos, orvalhados pelo orvalho sereno, caindo como um Maná”.
  Bauru, “cidade sem limites”  nos oferece diversas  oportunidades entre as quais temos a liberdade de escolhermos projetos com conceito de “viver melhor” , de amaciar nossa alma com alegria e irradiá-la como círculos nas águas de um rio, ao lançarmos uma pedra.
   Dias de muita alegria, descontração, vivemos ao nos apresentarmos no Fashion Day organizado pela UATI, ( Universidade Aberta da Terceira Idade da USC) dentro do Projeto  “BAILA Comigo”. Um desfile  de moda com 40 participantes, outonando, com a alegria do Verão, e a esperança da primavera. Há vida sim senhor, no Outono. Mais  pausada, mais tranquila, mais ponderada, onde nos cabe com o nosso sorriso largo, o brilho dos olhos, contarmos a amigos e familiares, assim como a flor... Eis- me aqui...       Bailamos  a vida, com a música que nos dá,” mas o ritmo é comandado pela nossa batuta, pelo maestro que existe dentro de nós”. Na UATI brincamos a vida, nela própria. Na Estação Maturidade, a bússola, que nos mostra o Norte... vem ...vai...podes viver com mais sentido, com mais gosto, com mais amor próprio.
  Outro fato que me foi desafiador, impelida pela necessidade; dirigir em São Paulo. Estrada engarrafada, rodoanel, sem antes sequer ter experimentado  tal façanha. Acho que me sai bem, pois os meus acompanhantes até dormiram rssr  Este espírito de vida, de fortaleza que me sopra o Espírito Santo,  faz - me arrojada, aventureira, para o melhor de mim. Esta energia vem da minha paixão pela vida, por acreditar em um Deus que nos presenteia todos os dias, e espera que a  administremos em sua plenitude, em sua abundância.  Não se esmaece de todo, no outono. Apenas nos dá bom senso no risco calculado, mas  não nos  inibe o desejo, a vontade de envelheSER, sendo parte ativa deste Universo. Seremos viajantes com nossas características, sendo: copo- de –leite, violeta, azaleia,  rosa...é tempo de colheita, não de se querer mudar o que somos em nossa essência, mas nos revestirmos de uma roupagem mais leve, com mais luz.  Cada um com o seu perfume, com o seu colorido enfeita, dá aroma ao seu canto, no canto deste mundo. Somos pássaros, voando em V, nos revezando, ora animando, ora encorajado. Ao chorarmos, alguém seca nossa lágrima, chegará a nossa vez do consolo, do abraço, que nos desmonta,  que nos afaga e salva da solidão, do silêncio do amor.
O inverno ainda não chegou...

                   

                                                       fonte "As quatro estações de Adelaide Reis de Magalhães"

9 de ago. de 2014

A saga do Presente Sol


           A saga do presente Sol


                                                                                  fonte gogle




                                                                                           



  Neste 2014 escolhi como simbolismo, presentear minha queridas netas, com o SOL.
  Precisamente com o Nascer do Sol....e para cada uma um texto com o jeitinho delas


    Maria Eduarda - 9 anos   


Hoje  despertei bem cedinho para registrar o amanhecer, com todo o seu esplendor, rezando para que o dia não estivesse nublado. Com o deslumbramento da natureza, celebrar um dia especial, repleto de ternura; o aniversário da minha neta Maria Eduarda. Quero o Sol mais brilhante, o céu com seus tons alaranjados, rubros, com poesia, iluminando seus passos, “refrigerando” sua caminhada. Hoje dia de louvor, apenas louvor... Eu digo que cada idade tem o seu encanto. Ela nos “encanta” há 9 anos, com sua beleza exterior, a de sua alma, sua inteligência, sabedoria e espiritualidade de criança. Assim como o Sol, ela nasceu e renasceu em nossa família e neste mundão de meu Deus. Este bebê despertou sentimentos nunca experimentados antes, de inenarrável ternura, de pura   leveza!  Parabéns Maria Eduarda, parabéns papais. A benção de Deus, do Anjo da Guarda sempre a te proteger. Beijão da vovó Olynda.


 Valentine, 5 anos

Este nascer do Sol é só seu. A Duda tirou duas fotos, pra você, Valentine.Cada alvorecer tem seu encanto, cada criança e idade tem sua "belezura". A sua é encantadora. Desde bebê sempre foi forte, linda, corajosa, alegre. Hoje, como se não bastasse, é engraçada e amante dos animais. Vem pela volta da escola, conversando com gatos e cachorrinhos, depois de correr meio quarteirão, gritando..." ^moço, moço, ele é bonzinho?" rsrs. Quando não se detém nos jardins para apanhar as flores, ainda tenras, do chão, oferecer para a vovó. Sua meiguice e espiritualidade, vem do abraço " do nada" e diz....estava com saudades, te amo... Obrigada, Path, obrigada Pedro, por esta "vida" em nossas vidas. Abraço. Neste abraço cabe vovós, titias, titios.primas, e quem mais vier... Beijo da "vovó amarela", como dizia, ainda pequenina. "Anjo da guarda meu amiguinho, te leve sempre para o bom caminho," neste seus 5 aninhos e para todo o sempre. Amém"
 



     Luísa - 2 anos

 Continua,  a saga do presente SOL.


    Luísa, hoje, a vovó com a câmera em mãos, fez seu café, no escurinho do final de noite, para pegar o primeiro raio de Sol, que beijasse a Terra, para presenteá-la, no dia em que completa, seus dois aninhos.
São 45 minutos, atenta, sem desviar o olhar, observando as cores difusas, meandros de amarelo, azul, rosa, coral, prenuncio de que despontará vibrante, majestoso,  como Rei que és. Eu o dou, Luísa, como oferenda deste Universo... é  só seu. É inenarrável registrar o romper da aurora,  vislumbrando o inebriar do romper da bolsa uterina, que traz uma vida, uma vida preciosa chamada Luísa. O coração dispara, e com emoção aflorada, minha alma vai cantando o texto deste dia. Nem uma palavra poderia ser dita antes, não teria o vibrar, o tremor da emoção do momento de louvor pela VIDA, pela GRAÇA, que é você, nossa pequena Luísa. Um gesto simples do cotidiano, de um nascer do Sol,  que se repete, e ao mesmo tempo único, insubstituível, encontro a sensibilidade que me nutre, e que faz a vida ser bonita. E assim chega uma criança, como se não bastasse ser linda, tem um senso de humor que nos encanta. É engraçada, nos faz rir, mesmo à distância, nos lembrando de seus trejeitos, seu jeito de menininha arteira. Seus olhos riem, brilham no compasso da alegria que envolve seu coração. Cresce, e cresce sua espiritualidade, ainda despercebida, em um lar de pais e família orante.  Papai José, mamãe Fernanda, obrigada, obrigada... O SIM de vocês à vida gerou  o amor, e com ela esta atmosfera  amorosa, de sintonia afinada com a paz.  Luísa, um beijo grande. Que o Santo Anjo do Senhor, seu amiguinho a leve sempre para o bom caminho. Beijo da vovó Olynda.

7 de mai. de 2014

Palavras de mãe, palavras do mundo


      
                              fonte Google


Palavras, bálsamo.
Palavras, em mansos rodamoinhos
Vagueiam por espaços ainda vazios
De minha alma de filho, serpenteando
Aconchego, acalento.
Sorrisos, preces na Fé
Compaixão no olhar, no movimento.


          O mundo abre  veios nos buracos
          de minha alma
          onde circulam palavras                                             sonhadas,não vividas, 
          palavras chorosas
          palavras não ditas.
          gritam atrás de montes,sem eco,
          não  ouvidas
          morrem  nos vazios
          sedentos de palavras benditas.


Palavras de mãe desfazem  palavras sofridas.
Acordes da melodia de uma Alma Mãe.  
É o amor materno, de vida
Na vida de seus filhos benditos.



Mãe nasce mulher!

      





        Mãe, nasce  mulher, sabia?
        
     Mãe, na sua concretude, nasce com o filho, ainda que imperfeita, insegura, inexperiente. Esta mãe, como um botão de rosa vai se abrindo, entre as paredes de seu útero, guardião da vida, de seu bem mais precioso e esperado. Floresce como Mãe ao ouvir o primeiro choro, na maternidade, incrédula por tão grande emoção, na alegria de ser mãe. Nem se lembra que rosas e espinhos não se separam.
    Nasce a mãe, ao abraçar seu bebê com carinho na primeira cólica e com lágrimas nos olhos diz... vai  passar... vai  passar... Nasce a mãe, no primeiro refluxo, no primeiro esfoladinho que apressadamente é curado  com um beijinho. Nasce a mãe ao conduzir seus filhos à escola, igreja, hospital, de maneira cuidadosa, firme. Nasce a mãe, no choro, nas traquinagens, no sorriso, nas pequenas  desobediências.
   Mãe de todas  as cores, raças,  tamanho. Mães de conforto, ou as mães sem teto, carcerárias. Para entendê-las, para amá-las, lave as suas mãos. Sinta seus calos, suas cicatrizes, sua pele manchada, enrugada, porque são elas, gordas, macias, magras, benditas, que te acariciam,  repreendem, ensinam, mesmo não sabendo tudo. Entendem até o seu silêncio, balbuciam o que você não disse. Educam, para que você   filho,  possa existir e não apenas viver. Benditas são as mãos, que no final da noite, se juntam em prece aos filhos, como presentes de Deus. Vejo mães, como Imperatrizes que reinam, amam e oferecem seu colo macio, cheiroso à vista da primeira lágrima, do primeiro sorriso. “Mães Imperatrizes as quais desenvolvem o nosso lado feminino tanto de homens, quanto de mulheres, nos fazendo tão cuidadosos conosco e com os outros”. Os corações de mãe e filho se fazem um só. Nesta unidade de amor, entende-se o Amor doação de Deus e o Sim de Maria.         
   No filho, esta mãe desapegada de seus sonhos,  realiza – se,  no seu sucesso, no caminho reto que ele escolheu. E se assim, não for;  se ele se desviar da rota, e por desventura, percorrer aquele que o faz infeliz, a Mãe se entrelaça com sua alma, toma-o  pela mão, abraça-o, oferece seu ombro e o conduz pela vida como se uma bailarina fosse,  no acolhimento, no amor incondicional de Mãe.
  Mãe, é mulher. Transborda em sensibilidade, em gosto,  desejos,  carências, ternura. Não a veja como status de Mãe;  a faz tudo. Quem estiver por perto, estenda seus braços para que ela se desmonte num abraço, quando o cansaço, a dor, a solidão interior se fizer presente. Ela até pode se  armar  de ferro, mas é de músculo molinho, carente  de um cafuné, de um afago.
   Ofereço  esta prece às ‘mães avós” “às mães pais”, “ mães família”  mães por adoção, que nas intercorrências da vida, assumem o papel de Mãe. Mãe também é quem cria. Um beijo em cada  Mãe alma,  partilha na Criação de Deus Pai. Maria, Mãe Rainha coroada por Jesus, abençoe estas rainhas, imperatrizes dentro do seu reino, o  do Amor.

   Parabéns MÃES. Temos uma dívida de amor por  todas vocês , hoje e sempre. Dívida maior por aquelas que já partiram e não foram suficientemente amadas. Amém

24 de abr. de 2014

Costurando sonhos, bordando ilusões.

      

   


 

                                                                            fonte Google



     Histórias de Marias, Terezas, Antonias... e quem mais vier... Coloco na primeira pessoa, emprestando minha voz, minha emoção a um testemunho que  toca,  que assusta!!! Mas, ensina. Ouvi, com o coração nas mãos e compaixão na alma.

A janelinha “outros” me faz uma solicitação. Aceito, não aceito. Está escrito em Inglês, a lógica me diz: DELETE! Desde crianças aprendemos que não devemos falar com estranhos. Mas, que mal poderá me fazer?  No  mínimo terei um Oceano, entre nós. Não dizem que temos que explorar o novo, experimentar outras emoções Abrir caminhos? Coragem! Ele lá e eu aqui, como se o coração se fartasse deste mar azul, para não se envolver. Nem me lembro que nas águas cálidas, transparentes moram águas – vivas que nos queimam, fossos inesperados que nos tiram o chão.
 O novo me fascina! Horas de deslumbramento e trabalho. Tempo de dedicação, investidas em um relacionamento sem eira, nem beira.  Recebo  mensagens, diariamente, me apodero do Tradutor. Não, esta tradução não tem nada a ver. Tento outra vez  Dicionário por perto. Amigo virtual, de tão longe, Inglaterra, com um perfil que me encanta... Arquiteto de uma firma de respeito. Entro no Google, checo as informações, pelo nome que se apresenta. Tudo Ok.  Eu me apaixono pela cultura. As cartas, declarações de amor, em prosa e verso.  Conheço poetas, escritores ingleses, americanos. Fotos lindíssimas! Ele se torna meu vício. Toma o espaço do meu pensamento 24h, por dia. Anseio pela resposta; é a minha angústia, fonte de minhas lágrimas.  Ainda, uma sensação de culpa me invade. “Será que eu o magoei?” Porém há sempre um pedindo desculpas, pois estava em viagem de negócios. (sem Internet, sem celular?) Nem me questiono. A próxima carta compensará toda esta ausência, me cobrindo de afagos... Em meio a tudo isto, promessas de visitas, de encontros. Pronto! A paixão já se instalara! Noites mal dormidas, desejos a flor da pele. Promessa de uma vida deslumbrante, até o envelhecer de mãos dadas, em frente a uma lareira. Neste encantamento, foram meses. Um bom dia, cheio de amor me  despertava, me fazendo feliz, antes mesmo do café. Saia para o trabalho vendo borboletas. Nem me importunava  a lotação do ônibus. Eu me sentia a mais amada, a mais linda, a mais desejada. Vivia a sorrir... Mas alguma coisa começou a pairar no ar. Frases feitas; demais... fragmentos de livros, tudo muito perfeito. Perguntas e respostas desencontradas. Parecia não ter lido a minha carta.  Desconfiada, inicio um crivo de indagações, de suspeitas. Começo a fazer perguntas e perguntas, envolvendo meus filhos neste alerta contra os perfis falsos. Os perigos do relacionamento pela Internet. Assuntos da atualidade, não se concretizavam em diálogo.  Assim, para a minha desilusão, as cartas foram espaçando - se.  Todos os dias, procurando uma linha que me  desse esperança de continuidade, Ainda com o coração doído me deparo com uma notícia no Jornal, alertando para este golpe de estelionatários da Internet. O assunto me interessou, passei a buscar informações em sites especializados. Relatos alarmantes!  Eles envolvem crianças, apresentando-as como se fossem seus filhos.Chegam a conversar com a “provável", mãe brasileira. Postam a passagem comprada, hora de voo e tudo mais. Algumas mulheres abastecem a cozinha com alimentos, bebidas, para receber a visita ilustre do amado. “Como será a comunicação?  Mas, sempre um imprevisto surge na última hora e este voo nunca se concretiza.  Aí cai a bomba !!! Esta engrenagem faz parte de uma “máquina” chamada “Máfia Nigeriana”. Constitui em uma organização muito bem estruturada. Um grupo escreve as cartas, outros telefonam... Vão seduzindo as mulheres vítimas, solitárias, carentes, e ao perceberem, que a paixão as cegou, inventam tragédias, doenças, problemas na Alfândega,  com liberação de encomendas. Vem a primeira solicitação do envio de dinheiro, com a promessa de devolvê-lo assim que chegarem ao Brasil. O objetivo, primeiro, entra em ação. Querem saber, inclusive, a medida do dedo, porque o anel de noivado, presentes, estão sendo enviados. Propostas de lavagem de dinheiro camufladas, em transações perigosas, sempre com vantagem financeira para a mulher, que coincidentemente, está em situação de dívidas comprometidas. São golpes e mais golpes. Muitos moram até mesmo, no Brasil. Fazem uso da Lanhouse, como se estivessem na Inglaterra.      Houve casos de suicídio, pela vergonha, pela desilusão e pelo dinheiro desperdiçado. Quando eles percebem que a pessoa não vai cair na lábia, não conseguindo seu intento, desprezam - na  e vão à caça de outras. É uma organização para surrupiar as economias das vítimas, pela emoção, pelo sentimentalismo, pela carência. Pelo desejo de ser amada, querida. Permanecem no relacionamento durante meses e meses, dando corda, enrolando com a linha da mentira, costurando sonhos, bordando ilusões. Neste site, as vítimas se ampararam, desabafam, contam da escuridão da alma, após descoberto o engodo. Trabalha-se a libertação da culpa, do remorso. O que elas menos precisam, neste momento, é que as julguem. As mãos trêmulas pela angustia, se entrelaçam à procura de novos recomeços. Elas sentem-se no porão do mundo, com toda sua poeira e quinquilharias. Outras, não sendo lesadas, agradecem pelo carinho recebido, pela presença amorosa, nos momentos de solidão. Como eu dizia mesmo? Um Oceano entre nós? Não, via Internet, não há cercas, não há montanhas que nos preserve das más intenções, do perigo de estelionatários, de almas corrompidas pelo poder, pelo lucro fácil. É um laser que perfura o que encontra pela frente, abrindo frestas, orifícios que sangram. E como se recolhe os cacos, deste coração esfacelado, partido, envergonhado?   
  Penso que, se esta pessoa for espiritualizada, uma boa autoestima, uma carcaça que aguenta os solavancos da vida, transforma todo este episódio em aprendizado, ri de seu próprio infortúnio. Do fato destruidor, se constrói um novo caminho produtivo, a partir de uma experiência tenebrosa, mas que a faz ressurgir das cinzas.   
   Fará uma reforma na sua casa interior, ou pelo menos, terá que dar uma demão de tinta para tirar o cheiro do desamor, do desengano. Para o novo, há de se estar fortalecida; poderá ter que alinhavar sua vida novamente, sem conhecer a cor da linha, nem o tamanho da agulha.










1 de abr. de 2014

O Homem Sábio









Fonte Google




A paz, nas mãos que rezam..



 Sabe, quando você está no lugar certo, na hora certa?
Casualmente eu me encontro, na sala de espera da paróquia São Sebastião, com um senhor, o qual não conhecia. Tomo café, lhe ofereço e o papo começa. Ao falar de Deus, da Fé, de oração, seu semblante se ilumina, seus olhos marejam; tal a intensidade, e verdade, no que acredita e vive. Sempre com seu terço junto a ele, falamos da vida, da família e por aí foi... Mesmo sendo dentista aposentado, retorna ao consultório, agora do filho, diariamente, participa de congressos...palestras. Em uma delas ouviu, e hoje, a faz como oração, esta reflexão. Ao se levantar, pense nestas quatro letras... M M M D

   M de mais... seja mais alegre, mais misericordioso, mais humilde, mais orante, mais agradecido... mais amor..mais... tudo que quiser
 

  M de menos... menos arrogante, menos, pessimista, menos lamúria, menos ociosidade...menos...tudo o que quiser.
 

 M de melhor...melhor cristão, melhor pessoa, melhor profissional, melhor amigo...e tudo o que quiser...


  D de diferente... diferente no agir, diferente na luz, que ilumina o seu caminho e dos outros.. diferente, na paz que sente e que propaga...diferente em tudo que quiser...

   Quando ele se foi...eu ouvi..."pensa em um homem de oração, de Fé, sábio....é ele". 

         
   Que cafezinho mais abençoado!!!!

   Poemas que Deus nos oferece. Cabe a nós enxergar a poesia.


29 de mar. de 2014

A dor de tantas "Marias"


Campanha da Fraternidade denuncia e acolhe a dor de
tantas “Marias”.


                                                                        fonte Cartaz Campanha da fraternidade 

                      

O cartaz da Campanha da Fraternidade de 2014, nos apresenta mãos clamando por libertação, implorando para que sejam rompidas as correntes
que aprisionam vidas, corpos e almas. Denuncia situações  de degradação humana, de indignidade e de crueldade; impostas pelo tráfico de pessoas, de órgãos, e pelo trabalho escravo.
Poderia falar da cifra de 34 bilhões de dólares, lucro obtido pelo tráfico; das 75.000 pessoas ao ano, submetidas à
crueldade dos senhores poderosos deste comércio, apenas no Brasil. No mundo, são milhões. Poderia, ainda, citar as rotas dos países de origem e de destino.
   Porém,olhando para o tráfico de crianças, me vem o rosto de Maria, Mãe de Jesus, que teve a graça de “ensinar o Cristo a falar, que fez Jesus caminhar”. As “marias” de hoje, choram pelo filho, fruto gerado de seu amor, tirado de seus braços pelo poder do tráfico. Já não embalam, não sorriem, muito menos orientam os primeiros passos de seus bebês.
Em forma de oração, eu me lembro de Maria, nossa Mãe, que viveu a aflição pela perda de Jesus, por um breve
período de tempo, enquanto ele pregava no templo. Ela entende
da dor de separar-se de uma parte de seu próprio ser.
 Outras “marias” submetem-se à solidão. Seus maridos, mesmo cansados pelas durezas da vida, partem à procura de trabalho, de sonhos, de sustento da família, em terras distantes.
 Esperançosas, não imaginam o sofrimento destes homens que são escravizados, sem direitos trabalhistas, sem moradia, espoliados pelos contratantes que lhes impõem um trabalho escravo.
Eles também sofrem pela ilusão não realizada, pela vida que quiseram ter e não conseguiram. Acreditaram em promessas, sem saber que eram falsas.
    “Em cada mulher que a terra criou, um traço de Deus Maria deixou”. Os senhores do tráfico não reconhecem este traço de Deus em cada mulher, em cada jovem traficado; cruelmente
tratado, castrado em seus sonhos. O que vale não é o traço de dignidade, não é o traço de Deus, é o dinheiro, o lucro pela sexualidade, pela venda do corpo.
  Maria gerou um corpo pleno, único, templo do Espírito Santo, seu filho Jesus. Esse corpo foi glorificado por Deus e o nosso também é. A ninguém é dado o direito de penetrar em suas entranhas e extrair órgãos, para alimentar uma rede de tráfico de órgãos de cifras bilionárias.
    “Maria plantou sonhos de paz com a ternura do seu amor de Mãe”, do seu cuidar, de estar atenta às necessidades
do outro. Que paz podem almejar as pessoas que não são livres, que são separadas deste amor da mãe, da família, de seus pilares de sustentação?  Só lhes restam as saudades, que apertam o peito, lágrimas que escorrem no silêncio e na escuridão de seu quarto, querendo contar ao mundo um pouco da escuridão de sua alma. São obrigados a trabalhar sempre sorridentes, lutando para sobreviver nos porões do mundo, a serviço do tráfico. Vidas não vividas, desperdiçadas, vendidas.
  Maria, mediadora nossa, olhai por todas as vítimas escravizadas, mergulhadas numa cultura de morte que as fere em seus corpos, em sua liberdade, em seus valores e em seus princípios. Amém