8 de mar. de 2014

Mulher... dançarina da vida



                                                                                                     fonte google




   



                                                    "Nem sempre podemos 
escolher a música que a vida toca. 
Mas podemos escolher o jeito de dançar...
Que a vida Nos reserve uma ótima dança..."



      Um abraço carinhoso, a nós mulheres, pois somos exímias dançarinas no palco desta vida de afazeres, de cobranças, de se fazer feliz, de se amar, de se conservar bela... de  ser amada. Dançarina sem medida, na arte sacrossanta de ser Mãe, de seus próprios filhos, de sobrinhos...  de  seus pais que se tornaram crianças pelo tempo implacável...

    Dançarina, rodopiando entre paixões, fantasias, amor, desenganos, frustrações, desamor...valsando, na elegância, sem tocar o chão...
       Esta mulher, por um tempo pode deslizar ao som de uma valsa; no rítmo de um bolero, que a torna doce, terna, tranquila. De repente, se reveste da força de um Flamenco, de uma batida compassada, alucinante, na qual se faz presente neste mundo de decisões, rápidas, precisas. Por entre acordes e notas musicais do cotidiano, quem dela precisar, sentirá seu abraço, seus braços fortes e ao mesmo tempo suaves, rodopiando pelos salões, pelo qual a vida abre suas portas. Ora estreitas, largas, glamorosas, rebuscadas, descascadas, esmaecidas pelo tempo. Não importa!   Haverá sempre uma mão entre as suas o conduzindo... conduzindo...


   Quem se aproxima desta mulher nunca mais será o mesmo. Sentirá o sabor da sua musicalidade, da  cadência nos passos de sua dança pela vida.  Neste movimento em espiral ela se eleva: se torna pilar, ninho, refúgio.  


Independente, das opiniões a favor, ou contra esta comemoração, reservamos a nós, o direito de nos valorizarmos... 
Eu amo ser Mulher.

6 de mar. de 2014

Tudo passa...



       


                                                                           fonte Google
                                  


   
   Tudo passa... Quando deixamos ir...
  Tudo passa... Quando o desapego se aninha e surrupia o lugar da posse que bate o pé e insiste em ficar.
  Tudo passa... Quando pelo nosso amor próprio reconhecemos que, o que termina, termina...
  Tudo passa... Quando num movimento interior buscamos caminhos de paz, de perdão, de recomeço.
 Tudo passa... Quando eu consigo acalmar as águas revoltas de um mar que carece de calmaria.
  Tudo passa... Quando acreditamos que águas doces saciarão minha sede; distantes das águas salgadas que queimaram minha pele pelo desamor.
 Tudo passa... Quando não mais represamos as águas das mágoas, rancores. Quanto mais diques  construímos,  como defesa, mais nos distanciaremos de novos portos, de novas chegadas.
  Tudo passa... Quando o “tudo de ruim” for acomodado num lugar do meu passado, porque eu mereço “tudo de bom”.
   Tudo passa... Quando percebo que a tristeza me faz doente, dando um sabor amargo à vida que deveria ser doce.
   Tudo passa... Quando colocamos as mãos em nossos trincos emperrados, abrindo as portas desafiadoras para o novo.
    Tudo passa... Quando não abro mão dos meus sonhos... do que sou... do que quero.
 Tudo passa... Quando temos consciência de que todo luto, pela perda que for, tem seu tempo para se findar.
   Tudo passa... Quando não permito que as cicatrizes façam sulcos em minha carne e na minha alma.  
   Tudo passa... Quando deixamos ir; mesmo com lágrimas, embargo na garganta, e querendo o contrário.
    Tudo passa... Quando o passado não me sombreia, mas me constrói.
  Tudo passa... Quando me liberto. Subindo até à altura que o vento me levar. Aplaino e gozo da paz que este voo me presenteia.
   Tudo passa... Quando o arco - íris surge, mesmo com suas cores tênues, e faz uma aliança de esperança, de alegria entre mim e minha alma.


           Tudo passa...


  

18 de fev. de 2014

Estorinha Infantil Ter amigos é bom...



             Ter amigos, é bom... é muito bom



                                                                           fonte Google



  Estava eu, em São Paulo, acompanhada por duas netas por conta do encerramento do ano letivo nas escolinhas. Parece que tudo começa por lá.
     Rascunhei esta estorinha, logo cedinho, em folhas de papel deixadas por ali. E como quem não quer nada, contei para Maria Eduarda e para Valentine.
       Uma... duas  vezes. E criança contenta-se, com uma só vez?
      Passou um tempo...  tomaram café e de repente eu as vejo; sentadas, uma de frente para outra. A Maria Eduarda com a folha de papel na mão, repetindo a estória. Sem entender a letra da avó, porque era rascunho, do rascunho. A Mia estava sem voz, a Valentine colocou, por conta própria.  A Maria Eduarda foi colocando a sequencia  dos visitantes, mais de uma  vez.  Eu, interferindo, fui dizendo...  tirarei  alguns toc, toc.  A Maria  Eduarda...” não  tira, não. A gente  pode não ouvir bater.”rsrs
    Para explicar sobre o que seria “acolhida”, precisava de uma referência, e porquê não, o sorriso da Luísa?. Quer um sorriso mais acolhedor? Ao falar da Mia, abaixavam a voz, quase sussurrando.
     Elas acabavam de contar a estória e já iam se dando as mãos, levantando - se e começavam a pular. Eu ficava só olhando, minhas co-autoras rsrs
        Nesta última visita da Valentine, a Bauru, me perguntou:
        - Vovó, o que é acolhida, mesmo?
        A Maria Eduarda volta e meia me dizia que a entrada dos amigos, estava diferente, da primeira vez que eu a contei.  Tive que retomar o rascunho. E ficamos trocando idéias.
        Bom... Pensei...  Colocarei esta experiência no Blog e seja o que Deus quiser. rs




             Férias...

      Vizinhos, amigas, viajando...
   A menininha Maria Eduarda está desolada. Cruza os bracinhos e reclama:       
   -  Que chato! Que chato! Fazendo biquinho para chorar.
      Não tenho ninguém para brincar.
     - Que chato! Que chato!
 De repente, coisas estranhas começaram a acontecer... Ela ouve uma batida na porta.
    Toc, toc,  toc,
    - Quem é?
   Ela sabe que não pode abrir a porta para gente que não se conhece.
   Não pode, não.
 Mamãe já explicou e ela aprendeu direitinho.
 - Eu sou sua amiga das terras distantes...a Valentine. Está aqui, também, a nossa  amiga   Luísa
   A Maria Eduarda começa a se alegrar.
    - Oba! Ter amigos é bom...
    - Entra, entra...
 -Fiz um suco bem agora; está fresquinho. Vocês devem estar com sede e cansadas...
 Entre suquinhos e frutinhas ouvem mais uma vez
   Toc, toc, toc.
   - Quem é?
  - Au, au, au... Eu sou a cachorrinha Mel...Os olhinhos da criançada brilharam!
  Amigos, animalzinho... é bom, é muito bom!
   - Entra, entra...
  A Valentine já vem correndo; como faz ao encontrar cachorrinhos na rua:         
 "Ô moço, ô moço...Ele é bonzinho?"  A Mel brinca, a derruba, é só gargalhada de criança. As duas rolam pelo chão...  A Luísa larga seus blocos de encaixar e já vem batendo palminhas... Mel, Mel... e entra na brincadeira...
  A Maria Eduarda se diverte... “Essas minhas amigas são louquinhas” rsrs
  Quando conseguem se acalmar, o toc, toc,  começa de novo
    - Quem é?
    - Eu sou a senhora alegria!
  Nossa! Amigos, cachorrinho, alegria... é bom... é muito bom!
    - Entra, entra.
 Junte-se a nós. Esta casa está ficando uma delícia!
 Mas não parou, por aí, não... Tinha mais gente para chegar.
  Toc, toc, toc...
    - Quem é?
  É o senhor abraço e trouxe a senhora acolhida.
  Abraaaaço...
  Sabemos o que é... ganhamos  muuuuuuuitos. E é bom...
    - Acolhida?
    - O que é isto?
 Uma ficou olhando pra outra com carinha de interrogação.   ?
 Nesta hora, a contadora de estórias entrou.
  - Acolhida é quando um amiguinho gosta que você fique brincando com ele. Quando você recebe um sorriso lindo. Olha para  Luísa! Que sorriso mais cativante, mais alegre! Até seus olhinhos riem.  Ela está acolhendo vocês. Quando a vovó faz panqueca para comerem com mel, está acolhendo.  A Valentine  completa. Então...quando eu crescer,  vou fazer para minha filha.rsrs. A Maria Eduarda espertinha emendou... Ah! quando eu chego da escola e tem bolo de chocolate, não é vovó ?   Isto, mesmo! Quando se abraça, também. O suco que você serviu para suas amigas, é  acolhida, viu?
    Ah! Então...  Ser acolhido e acolher é  bom, é muito bom..
   - Entra, entra...
   Maria Eduarda nem se lembrava mais de cruzar os braços e falar:
  - É chato! É chato!
  Tudo estava ficando muito divertido!
  Ela, então sugeriu... Vamos brincar?
  Mas, nisso todos ficaram espantados!!
   Ouviram um toc, toc,  bem baixinho... e  uma voz.. miau... miau...fininha...               
   - Eu sou a gatinha Mia; quase nem a ouviam...
  Uma olhou pra outra.
 Gatinho... cachorrinho, na mesma casa...   será   que vai dar certo? As opiniões se dividiam, mas já foram chegando perto da porta. A Luísa  foi a primeira; miau, miau e apontava a porta, sorrindo como sempre.
  Então a Maria Eduarda se lembrou, com ternura.
  Temos amigos, cachorrinho, alegria, abraço, acolhida... Vai dar certo!   Não tem como não dar.
  - Entra, entra, entra...
 Antes de brincar vamos dar comidinha, água para os nossos animaizinhos...  
 Quem tem... tem que cuidar, não é criançada?
     -Siiiiiiiim.
     -   Mia, você,  já  descansou? Está mais fortinha?
    - Pronto! Agora, sim...

                Formando os pares!

 A Maria Eduarda, dança com a Valentine.
 A contadora de estórias entrou na brincadeira, para dançar com a Luísa, porque  ela é pequenina.
 A Mel  dança com a Mia.
 O abraço  com a acolhida.
 E a alegria? Quem será seu par?
 Psiu... psiu... hei, você...

               Eu?

   - É você mesmo, que está lendo esta estória... 
   - Quer brincar com a alegria?
   - Ótimo! É assim que se faz... 
  
   Todos de mãozinhas dadas...
 Vamos começar a dançar... Bem  bonito !!!
  Batendo palmas... Heeeeee!

   “Vai, vai, vai começar a brincadeira
   Tem charanga, tocando a noite inteira
  Vem, vem, vem ver o circo de verdade
 Tem, tem, tem picadeiro de qualidade.”


   Convido a relembrar o tempo de criança, ouvindo a Nossa querida Nara Leão, cantando O Circo, na outra postagem. Se clicar no "inicio" a música estará em seguida. Vamos brincar !!!!



O Circo - Nara Leão

7 de fev. de 2014

Parabéns de uma mãe à sua filha.

                     


                                                            




                PATH, HOJE É O SEU DIA!!!!!!!


          No dia em que celebramos a vida de nossos filhos, nos esquecemos de todas as mazelas deste mundo, de todos os senões... Pedimos até desculpas aos sofredores. Nosso coração envolve - se apenas com sentimentos bons, de ternura, de lembranças de tudo que aconteceu pela primeira vez... e depois, e depois...  Porém, o  sentimento mais forte é o da gratidão, da cumplicidade.  Path,  falo da cumplicidade, entre sua mãe e seu pai, quando dissemos sim à sua vida. Seria menino, menina, não sabíamos... Mas seria você; única, inteira, vencedora da primeira corrida pela vida.  Filha, tão pequenina, teria mais uma batalha para enfrentar, junto comigo, ainda no calor do útero que a acalentou por nove meses, em um parto complicado. Mas graças ao nosso Deus e ao médico, inspirado por Ele,  saímos vitoriosas. Obrigada, Dr. José Carlos. Se Deus nos presenteou com a continuidade da vida é porque teríamos uma missão; a de sermos felizes e gratas. E como se não bastasse; um bebê lindo!!!   Gratidão por nos preencher com a plenitude da vida, do amor.  Com você; nasceu um pai e uma mãe; inexperientes, com todas as limitações humanas, apesar do nosso amor incondicional. Com você, entendemos um pouco mais do Amor de Deus, em relação ao seu filho Jesus. Neste rio, que é a vida, você já enfrentou de tudo um pouco, ou muito. Mansidão, correntezas, curvas, cachoeiras imensas, mas a ética, a honestidade, os valores, sempre estiveram em primeiro plano. E hoje continuamos a agradecer, a celebrar a filha; a irmã; a mãe a esposa; a amiga; a profissional; a Path,  “gente” !   Beijo, morena linda, minha filha. O abraço mais carinhoso, mais aconchegante, mais gostooooso. Aquele que nos faz desmontar...  Neste abraço cabem todos os seus irmãos, Eloisa, José, família e quem mais vier. Ah... Parabéns! Deus a abençoe,  muito, muito, viu?
Agorinha passei um café; pra você sentir o cheirinho da casa da mãe. Aceita?



                   
        

23 de jan. de 2014

"O olhar do cotidiano", perambulando pelo SPA





                                                                                                           capela



“O olhar do Cotidiano”, 
         perambulando pelo SPA


                                "A  casa  protege os sonhos do morador".
                                                                 (filósofo Gaston Bachelard)

      
    Como não percebi isso antes, em você, minha casa?  Esta frase me fez ter outro olhar pelo canto que me acolhe. Eu agradeço por ser cúmplice dos sonhos meus, minha querida. Estou com vontade de abraçá - la  por ser meu baú de lembranças, de projetos que me fazem seguir “ sempre em uma direção: em frente”.
   Desconfio de que você pensou alto demais e alguém ouviu um dos seus sonhos protegidos.  Sabe  aquele que dizia: eu me quero, para mim”?  Quero sentir a minha presença, pulsando em mim.  Ter um tempo para me   olhar  e me reolhar.  Para me revisitar. Revisitar minha Crença e crenças; o que me faz viajar de olhos abertos, de olhos fechados. Revisitar meus conceitos e preconceitos; minhas pontes, meus muros; meus vínculos. Descobrir o que ainda gosto de mim... e  o que não  me faz sentido? Então... querida   casa;  um sonho saiu pela fresta e tomou estrada a se realizar.  Eu sei que fica triste em perder um só de seus guardados, mas tenha paciência.  Um sonho de cada vez, tem que ser transformado em realidade.   De que valia, teria os sonhos, sonhados, e nada mais?  Está emburrada, com ciúmes deste sonho, deixar seu ninho? Não fica não...  colocarei outro no lugar. E correndo para chegar logo, antes que desanimasse; por adiar sonhos;por preguiça em mudar; !deixa para outra vez”, fui viver uma experiência, primeira.  Conhecer o cotidiano de um SPA (Saúde Pelas Águas).
    E nesse corre-corre o meu sonho foi parar em um SPA.  Mas, não em um  qualquer,não.  Foi logo entrando no SPA da Lú, em Piratininga.  Ah! Você vai para o SPA da Lú? Imaginava, eu, quem seria a Lú. Tão longe, antes, e tão perto, hoje.
     Ao falar meu nome, as funcionárias já sabiam que eu chegaria. Nem precisei dar muitas explicações.  A Lú vem ao meu encontro, como se eu já a conhecesse e fizesse parte do seu círculo de amizades. Bom... já me senti em  casa. E por falar em casa, mando um recado para minha “fica tranquila; estou bem’.( ela fica brava, quando não lhe mando notícias). Vou descobrindo que este lugar poderia se chamar SPA família, SPA simpatia, SPA acolhida.
     Hora do almoço. Imagine como ele é esperado! rsrs. A Lú,  chega impecável, charmosa, trazendo com ela sua meiguice, a qual vai se achegando em cada um.  A sala de refeições, lindamente decorada, misturando o antigo, com o moderno, valoriza o espaço, cria um ambiente que suaviza, descansa a alma pela arte, pelo capricho, pelo bom gosto. Esta mistura de estilos; o antigo com o novo parece nos dizer que temos historias, as quais merecem ser guardadas, valorizadas, e outras a serem descobertas e abraçadas.
   A família, ao lado dos funcionários, limpa, prepara as refeições, e sorri. Eu me senti acolhida pela receptividade. As travessinhas se apresentam tão lindinhas, tão decoradas, que degusto só as 600 calorias, (opção minha) e ainda fico feliz. Pode?  Digo opção minha, porque tudo nos é perguntado: quer se pesar? Vai fazer dieta?
  Falo, em  um  outro texto, dos presépios do cotidiano; os quais acolhem Jesus, as pessoas, a natureza, sem se preocuparem com datas de calendário.  Se ainda é Natal, ou, não.  Pois bem... este presépio eu o sinto aqui. Simplesmente, acolhem...
   Depois das refeições, parece que me coloco ao redor da mesa da cozinha, onde a família se encontra para contar os causos. E quantos causos!!   E aí... a  Lú vem, com sua voz rouca, suave, a dar explicações de reeducação alimentar, mas também com suas estórias. Imagine...  18 anos ! Tem muita história e estória neste lugar!
 Tudo acontece! Causos engraçados, boas gargalhadas. Aproveitamos e contamos as nossas gafes, episódios inusitados de viagem... assim  o tempo passa...com  uma leveza que nos acaricia.( o perambulando do título, tem sua estória, também, com muito riso)  No enviés da vida, há  partilha da pessoa que chega com cicatrizes que marcaram a carne, mas, neste ambiente familiar conhecem outras mais profundas;  e se fortalecem. Há emoção neste lugar! Muitos retornam e retornam, selando amizades.
  Conheci a Nair, que emagreceu 28 quilos, durante   7 meses e faz disto um projeto de vida. Vai e volta em semanas alternadas. Acaba fazendo parte da família. Outros vão para relaxar, quando estão fatigados, querendo deixar a rotina, como se fosse um hotel fazenda. Eram fatos desconhecidos por mim. Gente magra em SPA?
    Se a casa é guardiã de sonhos, o SPA é um palco, onde   entram em cena o bem estar, a saúde, a vaidade, o gostar de mim, ou, se descobrir linda.    Na coxia deste teatro, onde cada um narra a sua história; têm os sonhos, apressados e outros pacientes.  Cada personagem tem sua emoção, sua capacidade singular de enfrentar conflitos, ansiedade, euforia, esperança,  na busca de um novo visual. A moçada quer entrar naquele vestido maravilhoso; a noiva quer ficar linda para o casamento; outra está no final de férias e quer queimar as “gordurinhas” adquiridas. Na hidroginástica é uma farra.! Cada um fala do que almeja, com bom humor. Há também os que param a vida, e moram no SPA durante meses, para se curar da obesidade mórbida, sem cirurgias, sem dieta louca, fugaz... E se torna “filho”. E tantos outros...
   Um gesto da Lú me chamava a atenção.Ao contar os causos, principalmente os emotivos, ela fixava seu olhar na porta larga da entrada, e com suas mãos delicadas, apontava para ela, como se mostrasse o caminho das emoções vividas. Entram por aquela porta, aqueles que, querem desbravar sua alma, seus desejos.  Entram por aquela porta, partilha de alegria, tristeza, curiosidade, ansiedade, choro, perda, amizade.  E os que desejariam deitar gordo e amanhecer magro.Todos nós rsrs Há tantas vontades, indagações na mente, no coração. Eu me propus, a ter um tempo de “deserto”, para criar novos cantos, dentro de mim, ao entrar pela mesma porta. Ouvir as vozes do silêncio, que se aquietam, gritam,  ou apertam o peito.
     Lú, você, tendo esta disponibilidade, de nada impor, muito ouvir e servir,   vai se tornando “arquiteta  de vidas,  arquiteta de novas casas, ou reformando as  já existentes dentro de cada um”.  “Arquiteta” de novos olhares e reolhares,    encontros e revelações.
     Neste meu jeito de olhar o cotidiano, um SPA deixa de ser apenas um espaço de emagrecimento, para se tornar um “outro rio a navegar.” Nadamos, sim, buscando a boa forma, mas tendo a oportunidade de não ficar nas margens; de beber a água da sabedoria do viver melhor; de crescer com os nós e laços que entrosam vidas. Exercício de boa convivência. Nem sempre nossa pele sente – se amaciada por outra.  Às vezes o que se sente mesmo,     é    a   sua aspereza, mas acolhe-se mesmo assim.  E de repente você se encontra com amigas de longe, parente de parente. Amigas de faculdade e os abraços se multiplicam, vivendo aquele momento, com intensidade, único!  
    Tempo de semear, tempo de colher”. Queira Deus que eu tenha semeado coisas boas neste lugar.  Deixado o meu rastro.  A colheita, eu a fiz da melhor maneira, recolhendo o que de melhor encontrei em cada um. Tive conversas deliciosas à sombra de um pé de jatobá. Boa leitura também.
     Ah...  se  eu emagreci?  Lógico!  Mesmo não sendo minha intenção primeira.
Preciso lhes contar que, este parênteses,  no meu cotidiano ganhei de Natal dos meus filhos. O desejo deles era me proporcionar um presente significativo.   Conseguiram !!!   Eu bebi até o último gole e agradeci.
   Avisa, lá em casa, ”que eu estou voltando...” Voltando para esta energia, esta paz que sinto dentro dela. Que não são suas;     são minhas, da moradora,e ela não aceita. Teimosa esta minha casa... mas a paz e a energia são minhas, sim...

                 



3 de jan. de 2014

As taças que existem em mim


    Um brinde
       
               Gratidão!

                     Às taças que existem em mim.


Com o sol, raiando há algum tempo, no primeiro dia do ano de 2014, me deparo com minha amiga Gina Sanchez, instigando os amigos do face. - “Por onde começar meu Ano Novo”? Bastou, para virar minha chavinha de blogueira rsrs
       De manhã, mas nem tanto, entro na cozinha, penso em sua frase. "Por onde começar o meu ano novo?  Bom... Por hora, guardando as taças, organizando a 'baguncinha" deliciosa da festa.  Que por sinal, foi maravilhosa!  Meus filhos foram acordando e recebendo meu abraço de agradecimento; “obrigada pela noite encantadora que vivi; que senti ao seu lado.
      A prioridade é pelas taças mais finas, as quais não quero que se quebrem. Trazem lembranças do noivado, outras das “bodas de prata.” São quase antiguidades”. Uma amiga, brincando,  me diz que eu respiro crônica, poesia. Sendo assim, tenho um reolhar , desta manhã. Começo o ano, guardando minhas taças de cristal valorizadas pelo meu olhar do cotidiano. O passado faz parte de mim.Não fujo, não me envergonho dele.  É a minha taça. Não me aprisionando; valorizando o que me construiu. Os mais sublimes relacionamentos, as mais agradáveis surpresas, o meu melhor momento de autoconhecimento, o meu mais intenso amor, minhas amizades, família, minha alegria em viver, os conflitos, “trilhos” difíceis de serem transpostos, trabalho, minha Fé.  Cada um sabe da taça que o toca, que se faz merecida de ser guardada, antes das demais.  As taças podem ser de cristal, de vidro, louça, cerâmica; mas são taças. Símbolo de brinde, de celebração. Trago para 2014  o que me foi leve, o que me fez crescer, o que me fez mais "gente", o que me aproximou de Deus, de mim, do outro... Trago para 2014  o que me fez celebrar.
    Cavo um espaço grande em minha talha, para o novo, por ideias, por relacionamentos, por ressegnificados....
    Interessante o que me revela o dia seguinte. Antes do dia 31, prometo me desapegar, limpar gavetas, armários, jogar lixo entulhado, do espaço físico, da minha alma. Mas ao arrumar a casa, tomo em minhas mãos uma bonita garrafa de espumante, de vinho, vazia, e mesmo morando em apartamento tenho a tentação de guardar;   começando a ocupar espaços, recentemente abertos. “Fico com dó de jogar, até no reciclável.” Poderia ser um vaso, mesmo tendo outros.  O que dizer dos meus apegos, então?
    O depois me leva a descobrir o que foi essencial na minha virada do ano. O que foi importante, o que foi supérfluo. Ele também me faz sorrir, ao me lembrar das luzes, e mais luzes, dos abraços; dos que foram possíveis,  das pessoas que gostaríamos de ter abraçado; nossos amigos virtuais, os  distantes, os que se foram. Do riso invadindo a sala.
     Com este reolhar da vida, no dia seguinte; faço um brinde e sinto gratidão por todas as taças presentes em mim, por mais de seis décadas de existência. Taças que encheram minha talha de vida, de experiência, de crescimento, de valor... Taças da dúvida, da incerteza, do medo... Taças que foram bálsamo quando cai e me esfolei na vida. E foram taças ao brindar, quando me pus de pé. Nenhuma talha se basta por ela mesma. Não se abastece a talha na solidão, no ostracismo, no egoísmo.   O barro seca e se parte. Hei de cuidar de vocês, preciosas taças, como o mais fino cristal, a mais rica lembrança, o mais intenso presente.
  Ah... já ia me esquecendo, Gina: por onde começarei meu ano novo, mesmo?
     Pelo brinde lindo, lá de cima rsrs !