6 de out. de 2020

Entorces

 Entorces

Pois eu falei para minha sandália: Amanhã estará na minha crônica.
Sandália de “dedão”, não me pega os calos, salto baixo, grosso, tudo nela indica conforto. Puro engodo. Uma sandália que o “Zé” aprovaria. Aqui em casa é assim. A cada salto alto comprado, alguém diz...” d. Olynda o Zé não vai gostar.” Ter filho fisioterapeuta é fogo, e uma benção!
Passei o dia, andando pra lá e pra cá, mas percebia que a danada da sandália não se adaptava porque virava, dando pequenos” entorces” no pé. Não dei a atenção devida. Ontem eu a coloquei novamente. Combinava com minha saia. Meu organismo reagiu aos maus tratos. De repente não conseguia colocar o pé no chão. A dor era intensa! Inflamado, parecia um pão bem crescido. Dirigir, um martírio! Rezava para que todos os sinais estivessem abertos. Lógico que tal fato não aconteceu.
Em casa me jogo no sofá, mas não há posição que alivie a dor, que queima e arde. Tenho mal estar, suor frio, ânsia pela dor. Tomei um relaxante muscular corriqueiro e gelo. A partir daí o meu sobrenome seria gelo. O “Ze me passou as orientações e fiquei quietinha. Mudanças nos planos. Nada de vôlei, acompanhada pela neta, nada de faxina.
Na presença da dor nos visita o desamparo, a solidão. Respiro fundo e digo a mim mesma: Calma, vai passar.
" Os pés imitam a vida. A vida imita os pés". Vivemos em situações de desconforto as quais não nos são mais prazerosas, e não damos um passo para trocar de sapato, em situações corriqueiras do cotidiano.
Na sessão gelo, escrevi ...
Bom final de semana. Abraço Olynda, já melhor.
A imagem pode conter: sapatos
Claudia Leonor, Luiza Carvalho e outras 30 pessoas
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Chegou o MEU livro

 À família, aos parentes de sangue. À Família, aos parentes de alma. Quem não tem amigos que se revestem de parentesco pela afinidade, pelo amor da escolha no caminho chamado amizade? Não se explica. É o sentir da poesia. Em mim, este olhar é muito significativo.

O parto tinha dia para acontecer. Era o e-mail mais aguardado. " Olynda, nasceu seu " filho de papel". Veio bonito, robusto, de papel de qualidade com o cheirinho de recém nascido.
Entre arrepios da emoção que não se cabem no espaço da alma, fui buscar meu rebento de minha " meia" idade. Um recomeço, um novo sentido de uma nova década.
A Editora Canal 6 tem sido uma " Mãe" neste processo criativo e trabalhoso. Precisava desta carinhosa acolhida, desta competência de Edição.
Depois de cheirar, de acarinhar, sentir a textura do resultado e do oba, oba, claro, calmamente comprei flores. Dei cor à minha casa em celebração,. A cor já se aninhara na alma inebriada.
Em prece, coloquei o livro aos pés de Maria, sob à sombra de seu manto. E nela estão todos vocês, queridos amigos dos livros.
À noite celebrei sozinha com um bom vinho e queijos finos. Era o meu momento. Diálogo entre a mente e a alma da Olynda. Revivemos desde o início, onde só havia palavras, escritos do cotidiano. Não me era revelado o sonho do livro. Ele surgiu de esforço, sentimentos e " empurrões" vai... escreva, refaça... eu te acompanho... já é tempo de publicar...
Bem... " Alma em versos" veio para seu berço, mas já não é meu...eu o criei para ressignificar olhares, crítica, encontros, jeito de viver, de amar.
Que os meus poemas de versos brancos, da poesia dos fatos da vida, possam lê- ló, querido leitor.
Se conseguiu ler até o final... encontrará o abraço da Olynda .rsrs
Alexandra Jacob, Mariluci Genovez e outras 21 pessoas
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Primavera Peregrina

 Primavera peregrina

Caminho abraçada às flores
da bordadura dos meus canteiros.
Ouço na brisa o ruído das cores,
nos pés o estalar das folhas
secas do outono, nas mãos
colhedeiras minha primavera.
No néctar que deixo, pousa em
mistérios, borboletas sonhadoras
Nas pegadas, ramalhete de
sonhos em botões espalho,
como peregrina sementeira.
Voa o pólen de flores
parasitas que enlaçam a alma
de amores e aromas.
Sou poema das cores
da montanha que transponho,
do orvalho azul da paz,
das águas que cantam.
Sou esperança que hiberna
no inverno como videira,
e floresce na primavera
Nos galhos secos retorcidos implodem
flores frisadas em sensibilidade,
como a pele que me veste.
É Primavera!
Olynda Bassan
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, planta e flor
Ana Maria Barbosa Machado, Jaqueline Rodrigues Mendes e outras 124 pessoas
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