21 de fev. de 2019

Saudade


   Saudade...deve ser

   Sou desapegada nas coisas materiais, mas em questão de amizade sou um fracasso.
 Os relacionamentos, em mim, demoram muito a passar. Os amigos se afastam, mas não apago as passadas. Continuo em espírito de gratidão pelo  bem vivido, pela experiência acrescentada, pelo carinho compartilhado.
Apenas leio a mensagem e me mantenho à distância, por respeito a vontade expressa, mas sofro, tenho saudade do papo e talvez de um perdão. Quem sabe? 






Ela ama Artes

Viva!!!! 👏👏👏❣️❣️❣️
A página com as ilustrações e pinturas da Valentine já está disponível no Portal Universo Art Kids.
Uma super iniciativa, entrem no portal através do link abaixo e conheçam.
Obrigada Buana Lima e Décio Ramírez pelo incentivo e carinho! ❣️❣️

UNIVERSOARTKIDS.COM
Gosto de todas as formas de artes.

Homenagem


  Galienses em destaque

Como o autor de novelas, Benedito Ruy Barbosa, o ator e escritor Adriano Garib, o escritor Laerte Mazetto, entre tantos outros.
Recomendo, bom demais!!! Parabéns Olynda!

"A lista"

Amo, apesar das distâncias
“A Lista”
É entranha esgarçada,
na lista apagada.
É emoção / é saudade.
É lembrança de rosto e voz.
Confidências - olho no olho,
na luz virtual.
É gratidão/ é experiência amada.
É lágrima/ é sorriso de um dia.
É sentir o gosto de querer de novo.
É cheiro de encontro.
É abraço de ausência.
É a ida não permitida.
É adeus não consentido.
É nome riscado.
Era escrito em ouro.
É pergunta sem resposta.
É aprendizado.
A vida é mesmo travessia.
Uns ancoram na margem de cá.
Outros encontramos lá...
no aceno de chegada.
Outros dividem espaços
e juntos espreitam o Sol
beijar a água na correnteza
da vida.
Mãos entrelaçadas, apesar de...
No afeto não há vazios.
Nas linhas em branco,
minha alma lê nomes
entre ausências e saúda
a lista de amigos de
tempos atrás.
No afeto não há vazios...
Olynda Bassan
Membro da Academia Bauruense de Letras

Noite bem dormida


     E amanheceu

 Raio da manhã, iluminando  o chão, risadas dos funcionários cuidando do nosso quintal, como costume dizer..
Nossa, a noite se foi e não senti.
Sonho meu...Sonho meu...cantam alguns. Ou muitos. Os que sofrem com a insônia onde se arrata a noite.  São sinais, são letras que nos contam do nosso quanto interior, de nossa alma inquieta.
Ontem, participando de um bazar de artesanato, declamando poesias, como momento cultural do evento, em conversa, uma simpática senhora, me perguntou:
- Escreve crônicas? Sobre o quê?
Assim...assuntos simples...do cotidiano...de um olhar em retalhos, em detalhes...que podem ser filosofia de vida. Para ser feliz, no simples, no pouco.
Ver Deus aqui e ali. Na flor, no perfume, no companheiro da dor e do amor. Dar sentido na partida e na chegada. Sentir gratidão no murmurar da cachoeira, no silêncio do lago prateado, na ave que plana .

Bom dia. Abraço da Olynda com y.





Noite de Louvor




Luz...

para me autoconhecer,  me amar, me iluminar na fé, na esperança. 
Guiar  no amor que irradia o mundo.
A minha luz lhe dou. A sua luz eu recebo
E juntos, na Luz de Cristo, em nossas sombras e em nosso brilho.






Minha fonte_ meu sonho

                                       O murmurar da cachoeira


      Surpresas, alegrias ou tristezas surgem num piscar de olhos. Tudo passa e tudo pode chegar.
Existem sonhos tão simples, mas adiamos a concretude pelo custo, nem tão alto, mas há opções na cadeia de prioridades. “ depois eu compro”. Assim acontecia com o meu gosto em ter uma fonte. Pequena, mas que entrasse na minha sala, no meu quarto - sei lá - resolveria quando a trouxesse embrulhadinha, carregando-a com o maior cuidado do mundo.
E como tudo pode chegar...
Era aniversário do meu cunhado José Aurélio, na Barra Bonita. Peguei estrada e lá fui eu. Explorando o quintal, admirando as orquídeas da minha irmã, o pomar em vasos, o minhocário, me deparo com duas fontes apagadas, silenciosas, num canto. Pensei alto.... “quanto tempo sonho com uma fonte”. A Bruna estava por perto... contou para o meu cunhado. Ele, prontamente, me disse que poderia levar uma, mas não sabia se estariam funcionando. Lógico, que rapidinho, vivi a experiência de ouvir a água jorrando, as luzes brilhando. Ô alegria! O aniversariante era ele - eu ganhei o presente. Obrigada de coração. Ganhei meu dia.
No barulhinho das águas que caem e voltam, quero me lembrar do murmurar das cachoeiras que visitei, que me revigoraram com a massagem da queda. Quero imaginar aquelas que rondam meus sonhos, as que encantam as chapadas e até pertinho de Bauru. Entrar no rio com roupa e tudo, lavar as marcas da pele, as cicatrizes do tempo, revigorar o ânimo, elevar as mãos em forma de prece. Abrir os braços, erguer em direção ao infinito e gritar ao mundo....Obrigadaaaa !!! E me secar ao Sol, no caminhar que prossegue em trilhas e curvas.
Quero me deitar na penumbra da noite, no silêncio da casa, me recolher na solidão de minha alma. Cerrar os olhos e sentir meu corpo relaxar... acalmar a ansiedade na respiração profunda e pausada, de quem enxerga seus limites e seus exageros. Repousar no espírito, no momento que Deus me presenteia. É só dizer SIM...
Eu preciso disso...
Ah, a fonte está no meu escritório... que o som do movimento das águas me inspire, me faça escrever a alma, o encontro comigo mesma e com os outros. Que eu possa, nas cores da luz suave que se alternam, entender que a aquarela dos dias tem muitos tons. Há cores de sombreamento e outras de luminosidade.
Em prece, rogo para que eu não perca o encanto na alternância de cores e brilhos.
Abraaaçooooo da Olynda.