19 de out. de 2016

Infância

diã. Ah, se alguém tentasse chegar perto das crianças. À noite, depois de deixarem a roupa imunda no tanque, banho e janta, a brincadeira era na sala de visitas com o João, que se fazia moleque, tanto quanto os sobrinhos e filhos. Voltavam para a cidade, corados, encardidos, sola do pé grossa, e com as roupas trocadas. Também não havia etiqueta ! Em toda reunião de família se recorda as férias na casa da tia Olynda com boas lembranças e gargalhadas. Foi a época que mais cozinhei na minha vida. Tínhamos quintal e nele, a queima de energia. Precisava alimentar a molecada. Isto é vida. " Chegará um dia em que as nossas recordações serão o nosso grande e eterno tesouro" Vocês, crianças estarão entre elas. Poxa! Bateu saudade.

Mia Couto

Ingresso na mão para o encontro e lançamento do livro " Sombras da Água" do escritor Mia Couto. Direto de Moçambique para o SESC Vila Mariana. O segundo de uma trilogia. Continuidade do " Mulheres de Cinza"" O evento promete. Sortuda, eu. Isto é que estar no lugar certo na hora certa. Sem falar da espera prazerosa de 5 horas, sentada com pessoas interessantes da área das Letras. Vamos lá conhecer Mia Couto ao vivo e à cores com seu lirismo e visão de mundo.
I

Você não me representa

Olynda Aparecida Bassan Franco
29/09/16 07:00 - Tribuna do Leitor
Não me representa
Olynda Aparecida Bassan Franco
As eleições se aproximam e me preocupa a falta de representatividade na Câmara Municipal e no Poder Executivo pelo voto nulo ou em branco, motivados pelo desencanto, cansaço de promessas vãs, ilusórias, não alicerçadas na concretude das propostas. A propósito desta omissão, do sentido que damos ao voto, ao direito e dever de se fazer escolhas, apesar das desilusões, resgatei um texto escrito há um tempinho. Um texto atemporal.
“Outras eleições teremos...
Eu não estava representada naquele episódio circense, dantesco, vexatório do Plenário da Câmara dos deputados. Você poderia pensar que foi por omissão, por anular meu voto, por não exercer o meu direito e dever de cidadã. Não tive a oportunidade de me expressar, como deputado você me representa, ou não me representa mais. Voto errôneo. Em suma, há muito me sento às margens do Legislativo federal. Suas águas não molham meus pés, nem com a suplência pela vacância de um cargo. Não mergulho na calha deste rio. E por quê?
Sou eleitora votante em candidatos bauruenses, mesmo não sendo adotado no Brasil o sistema de voto distrital. Havendo a pulverização dos votos, a prata da casa não se elege e colocamos representantes, passíveis de tais atitudes, nada condizentes com o seu cargo conquistado nas urnas democraticamente. Melhor seria dizer encargo, pois estão a serviço de uma Nação e por uma Nação.
Tenho poucas certezas. Tenho mais perguntas do que respostas, mas estou convicta de que meu eleito, deputado federal de Bauru, teria desempenho moral, postura parlamentar. Votaria justificando seu voto pelo processo em si, e não por uma “parafernália” de motivos, distante da causa maior. Cômicos, se não fossem trágicos. Momento crucial para o Brasil, sendo conduzido por meninos brincalhões, desfile de egos, marionetes do poder, interesses próprios; salvo algumas exceções. Não se ouvia, não se respeitava a opinião dos “sua excelência”, caso fosse discrepante da sua. Campanha política antecipada, vitrine.
O que justificaria eu não eleger a quem eu conheço, a quem me encontro no café da esquina, no templo, no teatro, na mesma calçada? Batistando aos sábados em papos calorosos? Em algum momento ele teria que olhar nos olhos do seu eleitor e prestar contas do seu mandato. Eu poderia apertar sua mão em agradecimento, ou por cobranças. Não faz sentido. Vivemos a vácuo. Nos falta o ar da confiabilidade, da governança, da proposta consistente, constitucional. Nos falta a governabilidade técnica, embasada em conhecimentos, estudos, em detrimento aos casuísmos políticos.
Conversando com um político local sobre esta vertente da cidade, ele me dizia que os bauruenses batem na trave de maneira exaustiva e repetitiva, mas não fazem um gol de placa, ou um gol magrinho. Outro vereador me disse também que 50% dos votos dos bauruenses são destinados a candidatos de fora. Dos 50% restantes, de 20% a 30% são nulos e brancos. Neste painel de votação se restringe as possibilidades de se eleger um deputado federal que nos represente.
Em paradoxo, colocamos limites à representatividade de Bauru no cenário político brasileiro além dos nossos muros, dispensando o nosso voto aos paraquedistas, que se distanciam assim que se consolida o resultado das urnas. Mesmo que alguns políticos da região nos representem em questões subjacentes, pontuais, ainda assim me pergunto: por que não um bauruense? Plenário Federal, você não me representa.”

Leitoras exigentes

a" e envio para Maria Eduarda, em Bauru, caso se interessasse por algum. Escolheu um deles, mas pediu o de capa dura. Não entendi a diferença e comprei. Na volta, ela me explicou que os de capa mole, as folhas são brancas, como sulfite, não dando prazer na leitura. É ruim para ler. Uau!!!!
As duas leitoras me deram uma lição: também na vida deveríamos desfrutar das melhores coisas, por mais simples que fossem. Uma mesa bem arrumada, café quentinho na xícara, cerveja geladissima no copo de vidro, o produto melhor embalado, se vestir com alegria, a vaidade que valoriza a criatura do Criador etc, etc, etc. Sabe aquela famosa frase: " Eu mereço" ? Lógico...sem estourar o cartão de crédito. Nós merecemos folhear o mundo de um jeito melhor: no cotidiano, no belo, na arte, no bom gosto.
Ah, essas crianças....nos ensinam a viver.
Bom dia. Abraço da Olynda.

Dia das crianças

, no jeito de ser feliz, no jeito de acolher no ninho dos nossos limites. Path, Elõ, José, cuidem desta criança interior. Não a deixe escapulir. Ela nos ajuda no autoconhecimento, Não é perfeita, uma barby da vida, nem plastificada. Chora, tem ciúmes, birra, angústia, saudade, lembranças boas e ruíns, mágoas, amor, ternura. E assim ela caminha. Mas, pode ser leve, aventureira, ousada, curiosa pelo novo e feliz! Filhos, um abraço bem quentinho neste dia das crianças, da D. Olynda , como chamam a sua mãe.

José, fisioterapeuta

José, Jose Bassan Franco, parabéns pelo DIA DO FISIOTERAPEUTA.
Pelo sorriso que se estende ao seu olhar, nos dá a certeza que escolheste sua profissão, como missão de sua alma, de seu espírito. Caminho do profissional responsável, inovador, solidário, assertivo. Nela, o sentido da sua vida, de sua felicidade. Te abraço filho, como um ninho quentinho. Bendita é esta profissão.
Na pessoa do José, cumprimento os fisioterapeutas da Clínica Reability. ( Sintam-se também abraçados :( Joana, Lana, turma do José, e quem mais vier rs) Saúde, Paz, Alegria no viver.

Livro Sereia e Sonho

Paulino, chegooou !!!!
Recebi seu filho caçula: ‘Sereia e Sonho”
Depois de dezenas de romance, teu primeiro livro de Contos, na pluralidade de estilos e repertório. Presente rico para a Literatura Brasileira. Tua marca: se reinventar ao navegar pelo diferente, por novas propostas de letras e vozes, como dizia o inesquecível Paulo Bentancur, crítico literário singular. A cada obra, um novo escritor.
Posso afirmar que o livro veio bonito, robusto, simpático, com arte aprimorada.
A estampa da capa em preto e branco, na página de rosto, sugere um mistério, como se no silêncio das águas, se desvendasse a sereia; à medida que nos aprofundamos na leitura do talento de Paulino Vergetti Neto, agora, como contista.
Paulino, quero ler devagar, degustando o enredo, aprendendo. Quero puxar o fio de ouro de teus contos, te enxergar nas entrelinhas, na emoção, na sensibilidade de tua alma. Estudar tua técnica, teu jeito próprio de se expressar.
Por ora é apenas a apresentação da obra. Sucesso, querido escritor e amigo. Parabéns!
Abraço da leitora Olynda, garimpeira de suas obras recentes e antigas.