6 de out. de 2020

Primavera Peregrina

 Primavera peregrina

Caminho abraçada às flores
da bordadura dos meus canteiros.
Ouço na brisa o ruído das cores,
nos pés o estalar das folhas
secas do outono, nas mãos
colhedeiras minha primavera.
No néctar que deixo, pousa em
mistérios, borboletas sonhadoras
Nas pegadas, ramalhete de
sonhos em botões espalho,
como peregrina sementeira.
Voa o pólen de flores
parasitas que enlaçam a alma
de amores e aromas.
Sou poema das cores
da montanha que transponho,
do orvalho azul da paz,
das águas que cantam.
Sou esperança que hiberna
no inverno como videira,
e floresce na primavera
Nos galhos secos retorcidos implodem
flores frisadas em sensibilidade,
como a pele que me veste.
É Primavera!
Olynda Bassan
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Dia dos filhos- Amar

 Amar é...

Amar imensamente é...
Prolongamento das ramas do AMOR é...
Gratidão em louvores é...
Útero sacramentado é...
Alegria da nossa alegria é...
Horas de sono vagando é...
Encontro do tesouro é...
Bênção em profusão é...
Vida de nossa vida é...
Entrega imensurável é...
Acolhida irrestrita é...
Elos entrelaçados é...
Coração com coração é
Lágrimas de emoção é...
Aprendizagem é...
Razão de nossos dias é...
O sentido de cada frase
Vivo, sinto, experimento
Em vocês, filhos....
Path, Elô, José
Sentir que palavras não expressam.
Beijão
Mamys Olynda
João, olhe por nós.
Ache uma frestinha no céu
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Setembro Amarelo- Não fuja da vida

 (setembro amarelo)

Enxergue
Escute
Acarice
quem está fugindo da vida .
Traga-o para nova travessia.
Oi. Estou aqui
Oi amor
Não se ausente.
Não se encasule em seus pântanos sombrios.
De novo, não.
Espera...
Não abra esse trinco sem o amanhecer.
Na lágrima que salga a pele, há luz que
deixa riscos e se evapora.
Não perpetue um instante, amor.
Espera.
Meu olhar repousa em seus olhos, num amor infindo,
na quimera da vida vivida.
Meu amor, volta de seus fantasmas,
de seus espectros de medo, de ausência.
Quem lhe fala?
Me ponho em silêncio. Ouço na sua voz, o assovio
da alma em fuga.
Entre suas frestas, eu a recolho, ouvindo o eco
do seu deserto.
Nossa Lua Azul – guardiã de nossos sonhos
clareia nosso coreto, nosso banco, o pássaro do realejo.
Está vazio.
No luar- prateando nossas sombras - seremos um-
rasgando a trama do casulo, no penhasco de sua alma .
O bater das asas, espreita, eu sei.
A própria luz se desintegra na solidão, meu querido.
Não vê sua essência, nem mesmo seus contornos.
Não, não se apinche nas brumas de você, do mundo.
No sentido das névoas rompe - se caminhos.
Acredite
Não é minha pele que lhe toca; é a Fé que lhe
acaricia a vida. Tão única! Tão rica!
Flores em aquarela nos esperam.
Afinal...é Natal!
Você, meu Natal!
Escuta o sino...
Humm, que mão macia..rsrs
Olynda Bassan
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